12 julho 2011

O QUE SOU EU?



NÃO SOU MEU NOME
NÃO SOU MEU ROSTO
NEM SOU A SOMA
DOS MEUS GOSTOS

SOU A ESSÊNCIA
DO MEU PRINCÍPIO
UMA PARTÍCULA
DO INFINITO.

Alan Capriles

“Em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.” (Atos 20:24 RC)
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Amigos, prestem atenção na letra da canção que está neste vídeo. É exatamente assim que me sinto em relação a nosso Pai, e é como sinto seu infinito Amor.

Obs.: A letra da canção não é o poema que escrevi. Assista ao vídeo, que está legendado.

11 julho 2011

A FESTA DE DEUS


Fiquei profundamente comovido ao ler essa história, contada por Brian D. McLaren em seu livro chamado "A Mensagem Secreta de Jesus". Isso sim é compreender o evangelho e viver no Reino de Deus. Vale a pena conferir:
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Jesus sempre comparava o Reino a festas, celebrações e banquetes. Hoje em dia poderíamos dizer que Deus convida as pessoas para deixarem gangues violentas e participarem de uma festa; a deixarem seu vício de trabalhar de forma doentia, em uma espécie de competição insana, e se unirem a uma festa; a deixarem sua solidão e seu isolacionismo e entrarem em uma festa; a deixarem seus partidos exclusivistas (por exemplo, os políticos que ganham eleições colocando os eleitores uns contra os outros), e se juntarem a um partido inclusivo que festeja continuamente por ser de uma espécie diferente; a pararem de brigar e de reclamar, de odiar e de competir, e, em vez disso, começarem a festejar e a celebrar a bondade do amor de Deus. [...]

Meu amigo Tony Campolo conta em história real que também serve como uma excelente parábola nesse sentido. Ele se encontrava em um local que tinha um fuso horário bem diferente e não conseguia dormir. Então, bem depois da meia-noite, saiu perambulando até chegar a uma confeitaria. Algumas prostitutas locais também ali entraram no meio da madrugada, depois de suas atividades habituais. Lá ele não pôde evitar de ouvir uma conversa entre duas delas. Uma, chamada Agnes, disse à outra: “Sabe de uma coisa? Amanhã é o meu aniversário. Vou fazer 39 anos.” Sua amiga respondeu rispidamente: “E o que você espera de mim? Uma festa de aniversário? É isso? Quer que eu arrume um bolo e cante parabéns prá você?” Agnes respondeu: “Ah, pára com isso, por que tem que ser assim tão má? Por que tem que me botar pra baixo? Só estou dizendo que é meu aniversário. Não quero nada de você. Quer dizer, por que eu teria uma festa de aniversário? Nunca tive uma em toda a minha vida. Por que uma logo agora?”

Quando saíram, Tony teve uma idéia. Perguntou ao proprietário da confeitaria se Agnes ia lá todas as noites, e, quando ele disse que sim, convidou-o a participar de uma conspiração para organizar uma festa surpresa. Até a esposa do proprietário se envolveu. Juntos, arrumaram um bolo, velas de aniversário e decoração para que festejassem com Agnes, que para Tony não passava de uma completa estranha. Na noite seguinte, quando ela entrou, todos gritarem: “Surpresa! Surpresa!” – e Agnes não podia acreditar no que seus olhos estavam vendo. Os fregueses da confeitaria cantaram e ela começou a chorar tanto que mal conseguiu soprar as velinhas. Quando chegou a hora de cortar o bolo, Agnes perguntou se não se importariam de não cortá-lo para que pudesse levá-lo para casa – apenas para poder saborear aquele momento mágico por mais alguns instantes. Em seguida, ela saiu carregando seu bolo como se fosse um tesouro.

Tony conduziu os convidados em um momento de oração por Agnes e o proprietário da loja disse que não fazia a menor idéia de que Tony fosse um pregador. E então perguntou a Tony de que tipo de igreja ele era. Tony respondeu que era uma igreja em que se dão festas de aniversário para prostitutas às 3:30 horas da madrugada. O homem não podia acreditar. “Não, isso não é possível. Não existe uma igreja assim. Se existisse, eu me juntaria a ela. É, com certeza eu faria parte de uma igreja desse tipo.”

Infelizmente, existem muito poucas igrejas como essa; no entanto, se mais de nós compreenderem a mensagem secreta de Jesus, esse número crescerá intensamente.

Brian D. McLaren

09 julho 2011

ISSO NÃO É PREGAR O EVANGELHO


Por Alan Capriles

Circula um vídeo na internet no qual pregadores são detidos pela polícia por estarem pregando contra a prática homossexual. Particularmente, sou totalmente a favor da liberdade de expressão, motivo pelo qual discordo da atitude daqueles policiais. No entanto, não é por isso que escrevo estas linhas, mas por achar equivocado e perigoso o argumento usado por um dos pregadores detidos. Sua alegação para não ser preso era a de que eles estavam somente "pregando o evangelho". Mas, será que estavam mesmo?

O que é pregar o evangelho? Será que dizer qualquer coisa a respeito de Jesus, ou ler qualquer trecho da Bíblia é realmente estar pregando o evangelho?

Pra começar, a maioria dos pregadores atuais não sabe nem sequer definir o que é o evangelho de Cristo, muito menos pregá-lo! Esse é um problema seríssimo, com graves consequências espirituais. Confundem evangelho com promessas de milagres, sucesso, riquezas, ou, como se vê neste vídeo, com ataques contra os pecadores.

Além disso, muitos pregadores utilizam-se publicamente de textos bíblicos que não serão compreendidos por todos os ouvintes (1Co 2:14). É o caso do vídeo que mencionei. Apesar do áudio da filmagem estar péssimo, é possível identificar a leitura da carta aos Romanos, exatamente no trecho em que Paulo menciona e condena a prática homossexual (Rm 1:26-32). Mas, apesar de Paulo ter escrito mesmo isso, duas coisas precisam ser lembradas. Primeiro, que ele estava escrevendo dentro de um contexto, tratando-se de uma carta para irmãos em Cristo, que tinham o discernimento espiritual para compreender seus argumentos. E, segundo, que Paulo, o apóstolo, não pregava desta maneira, apesar de assim escrever.

Como se sabe, o homossexualismo não é algo que só aconteça atualmente. Dados históricos revelam que a prática homossexual era ainda mais comum nos dias de Paulo de Tarso do que nos nossos. No entanto, em nenhuma de suas pregações públicas ele ataca os homossexuais. Aliás, nenhuma das pregações do evangelho reveladas no livro de Atos contém qualquer tipo de ataque contra alguma prática pecaminosa específica. Se alguém duvidar, basta que se confira nas seguintes referências: Atos 2:14-41; 3:12-26; 4:8-12; 5:29-32; 10:34-43; 13:16-41; 17:22-31.

Isso acontece por uma simples razão: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus." (Rm 3:23,24)

Ora, se qualquer pecado nos afasta da glória de Deus, os que praticam o homossexualismo são tão pecadores quanto os adúlteros, ou fornicadores, por exemplo. E práticas sexuais ilícitas são também tão graves quanto qualquer outro pecado, tais como a ganância, o ódio, ou a hipocrisia - males tão comuns entre tantos religiosos.

Portanto, é um equívoco atacar determinada prática pecaminosa, como se não fôssemos todos pecadores, cuja única esperança está em Jesus Cristo, o justo e justificador de todos os que nele crêem. Atacar aos homossexuais não é pregar o evangelho, mas promover uma discórdia totalmente improdutiva. Essa discurso agressivo tem erguido muralhas, ao invés de pontes, muralhas que impedem os homossexuais de enxergar o quanto Deus os amou, a ponto de dar-nos seu único Filho, Jesus Cristo, o qual é poderoso para nos libertar de qualquer prática pecaminosa e nos transformar em verdadeiros filhos de Deus, que vivam para sua glória e eternamente.
Alan Capriles

A VIA DOLOROSA DO PERDÃO


Problemas para perdoar? Ouça esta mensagem.

08 julho 2011

O MARCO ZERO DA MINHA VIDA

Por Alan Capriles

A Praça da Sé é o marco zero da cidade de São Paulo, minha cidade natal, mas tornou-se também o marco zero da minha vida. Foi onde, no início da década de 90, passei por uma experiência que mudaria para sempre o rumo da minha vida. 

Suponho que deva difícil para muitos leitores acreditar no que direi agora, mas cerca de um ano antes, 1989, eu já passara pela forte experiência de ouvir (literalmente falando) Deus me chamar pelo meu nome, confirmando minha chamada para ser pregador do evangelho. Isso aconteceu no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro, como resposta a uma oração secreta que eu havia feito, razão pela qual posso afirmar ter sido a voz de Deus. Apavorado, pedi demissão de meu emprego e mudei para São Paulo, com a desculpa de que precisava dividir um apartamento com um amigo que havia sido aprovado na USP, mas que não tinha condições de pagar sozinho o aluguel. Fomos morar no bairro do Brás, num minúsculo apartamento, eu e mais dois amigos, que (acredite se quiser) se chamavam Cefas e Paulo de Tarso. Apesar dos nomes bíblicos, eles não compartilhavam da mesma fé e não demorou muito para que eu deixasse completamente de frequentar a igreja. Aliás, era isso mesmo que eu queria: fugir e esconder-me de Deus.

Apesar de ter conseguido um emprego logo na primeira semana em que cheguei a São Paulo, seis meses depois eu já estava desempregado, sem dinheiro e sozinho. Sozinho porque era o período de férias e meus amigos haviam viajado, um para Taubaté e o outro para mais distante, Natal, no Rio Grande do Norte.  

Eles passeavam, mas eu estava sozinho e faminto naquele inverno de 1990. Lembro-me do dia em que abri a despensa e não havia nada além de uma lata com um resto de farinha láctea. Na geladeira, um pote de doce-de-leite com ameixa e uma garrafa de água. Nesse dia sombrio, foram as únicas coisas que comi e bebi, pela manhã, a tarde e a noite. 

No dia seguinte, tive a ideia de vender alguns de meus livros para os sebos que existem próximos à Praça da Sé, a fim de conseguir dinheiro para comprar o que comer. E assim foi feito. Lembro-me de ter vendido um excelente livro em capa-dura por uma quantia irrisória, que mal dava para comprar um prato feito. Mas, faminto como eu estava, de que me serviria aquele livro? 

Após alimentar-me, decidi caminhar pela enorme Praça da Sé. Talvez não haja no Brasil nenhum outro lugar semelhante a esse, onde pessoas de todas as partes do país (e da América Latina) tentam ganhar a vida com sua arte: malabaristas, piadistas, mágicos, músicos, repentistas - tem de tudo que se possa imaginar. E, é claro, há muita pilantragem também. O fato é que são várias as distrações na Praça da Sé para quem deseja somente passar o tempo. Bem, naquela época era assim, não sei como está hoje.

Como eu não tinha mais o que fazer, aproximei-me de um aglomerado de pessoas, que formavam um círculo ao redor de alguém. Imaginei que devesse ser uma boa apresentação artística e fui juntar-me ao grupo de curiosos. Mas tratava-se de um pregador, um autêntico pregador do evangelho. Como eu já não ouvia uma pregação há mais de seis meses, decidi permanecer um pouco, tentando chegar o mais perto possível para ver se conseguia ouvir alguma coisa.

Não sei precisar exatamente quanto tempo se passou, mas tenho certeza de que não foi muito. Algo entre dois e cinco minutos. Repentinamente o pregador interrompe sua mensagem e declara, olhando ao redor: "Eis que o Senhor me revela que acaba de chegar entre nós um jovem a quem ele chamou pelo nome, mas que tem fugido de sua presença." Gelei. Ninguém em São Paulo sabia daquilo, nem sequer meus amigos. Eu também não havia estado em nenhuma igreja daquela cidade, muito menos queria conversa com crentes. Mas o pregador insistia: "O Senhor te chamou pelo nome, mas você tem resistido. Jovem, dura coisa é recalcitrar contra os aguilhões" - dizia ele, fazendo referência à conversão de Saulo. [1]

Em seguida, lembro-me de ser amparado por dois crentes, pois.eu já chorava copiosamente, sem forças para continuar de pé. Lá estava eu, ajoelhado naquele chão encardido, por onde passa todo o Brasil, rendido ao fato de que não é possível esconder-se da presença de Deus. Lá estava eu, no marco zero de minha cidade natal, de volta ao propósito da minha existência. Lá estava eu, prostrado, não perante os homens, mas perante o Cristo, que um dia me chamou pelo nome, sem eu nada merecer.

Desde então, muitas experiências com Deus tem marcado minha vida.[2] São tantas as histórias, que as estou reunindo em livro. Mas, de todas, nada se compara a este momento na Praça da Sé, onde tive a plena certeza de minha missão e de que o Senhor não havia desistido de mim, apesar de meus temores e pecados. Sem dúvida, aquele foi o reinício de tudo, o meu voltar ao começo, o marco zero da minha vida.

Alan Capriles
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Notas
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[1] Passagem bíblica do Novo Testamento, na qual Paulo de Tarso relata como foi comissionado pelo Senhor para o apostolado. (Atos 26:14)

[2] Relato algumas dessas histórias na mensagem "Experiências com Deus", a qual você poderá ouvir agora mesmo, clicando aqui. 

07 julho 2011

UMA MÚSICA QUE ME FEZ REFLETIR


Por Alan Capriles

Passei toda a manhã de hoje entre jovens e adolescentes de uma escola estadual em Alcântara. Eu atendia ao convite para participar do corpo de jurados de um projeto chamado "Meio Ambiente - Coleta Seletiva". Além dos estandes, que estavam muito bem preparados, o evento contou com a apresentação de cada turma sobre um palco, no qual o objetivo era conscientizar, de forma criativa, acerca do seríssimo problema da poluição no meio ambiente. 

Apesar de quase todas as apresentações terem sido bem sucedidas, houve uma que quase me fez chorar. Os alunos de toda uma turma subiram ao palco, sentando-se ao redor de um jovem que empunhava um violão, e juntos começaram a cantar um antigo sucesso nacional, que eu nem sequer lembrava mais que existia: O Sal da Terra, de Beto Guedes.

Não foi somente pela letra desta canção, que desperta o senso ecológico, mas principalmente pela sinceridade e unidade que vi naqueles jovens alunos ao cantá-la. Na verdade, estou lutando para encontrar palavras que descrevam o que senti naquele momento, mas não consigo. Talvez tenha sido algo como um misto de nostalgia e esperança, de sonho e realidade.

Nosso planeta passa por um momento crítico, no qual toda a humanidade precisa se unir em defesa do meio ambiente. E sei que a minha geração falhou nisso. Apesar desta música ter sido composta quando eu tinha somente onze anos de idade, eis que já se passaram três décadas e nenhum esforço real para se conter uma tragédia que é quase iminente. 

E então me deparo com estes jovens, cantando com tanta seriedade uma letra para a qual eu nunca havia dado a menor importância. Apesar de ter feito relativo sucesso naquela época, talvez ninguém a tenha cantado naqueles dias com a consciência que vi nos olhos destes jovens alunos. Havia mais do que esperança em cada olhar, havia vontade.

O sal da terra... Será que nós, cristãos, temos entendido corretamente o que Jesus quis dizer com isso? Ou nos escondemos entre quatro paredes, torcendo para que o mundo acabe logo de uma vez, e os "ímpios" queimem para sempre e nós, os "santos" vivamos felizes no céu?

Sei muito pouco sobre Beto Guedes, mas me parece que ele entendeu melhor do que nós esta parte do sermão da montanha.
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Dedicado aos professores e alunos da Escola Estadual Desembargador Ferreira Pinto, em Alcântara, São Gonçalo.

04 julho 2011

ALÍVIO E DESCANSO EM JESUS (VÍDEO)



Uma mensagem para os que estão cansados de carregar o pesado e opressor jugo da religiosidade. E são tantos! Ouça o convite de Jesus para o seu reino de justiça, paz e alegria, um reino que não pertence a uma denominação ou movimento religioso, mas para o qual você está convidado a participar agora mesmo.
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Este vídeo contém apenas os principais trechos desta mensagem. Para ouvi-la na íntegra:

30 junho 2011

TEM QUE FAZER A DIFERENÇA


Agradeço ao editor do jornal FAMÍLIA CRISTÃ por divulgar na edição desta quinzena (nº 29 - junho/2011) um dos artigos de meu blog: "A Cidade Mais Evangélica do Mundo.. e Daí?" Vê-lo divulgado também na capa foi uma surpresa ainda maior. A Deus seja a glória!

Glorifico muito a Deus por isso, especialmente em razão do tema abordado, que necessita ser lido pelo maior número de evangélicos possível, a fim de que promova um despertamento para o que é o verdadeiro evangelho. E nutro a mesma esperança dos editores, que acrescentaram abaixo do título do referido artigo a seguinte frase: "Tem que fazer a diferença." Espero mesmo que faça, para glória de Deus.

Capa em PDF
Artigo em PDF

27 junho 2011

O PRESENTE



Olá, amigos! Estive sem internet por vários dias, mas estou de volta, graças a Deus. Aproveito para desejar a todos um excelente dia, através deste pequeno vídeo, cuja gravação tive o privilégio de acompanhar.

E, jamais esqueça: nosso Pai só nos dá coisas boas.

17 junho 2011

RESUMINDO


O resumo de Deus?
A Bíblia.

O resumo da Bíblia?
O evangelho.

O resumo do evangelho?
O amor.

O resumo do amor?
Jesus.
Alan Capriles

07 junho 2011

COMO A "IGREJA" VIROU UM CIRCO - O ALERTA DE CHARLES SPURGEON



Ao assistir ao vídeo, ative a legenda em português, clicando em “cc”.

Charles Spurgeon, considerado o maior pregador do século 19, talvez tenha sido o primeiro a denunciar o risco que a inserção de entretenimento no culto representava para a igreja.

A fim de fazer oposição a uma tendência que se mostrava cada vez mais forte na Inglaterra, Spurgeon publicou uma série de artigos, em 1887, chamados "Downgrade Articles" - Artigos da Decadência. Ele vinculou a verdade ao mais alto topo de uma inclinação. Ele mostrou que apenas um pequeno passo leva rapidamente a um rápida escorregadela para o abandono do verdadeiro cristianismo.

Mas a Inglaterra não levou a sério as palavras de Charles Spurgeon, a ponto de ser constrangido pela própria União Batista, que havia se beneficiado de suas pregações por décadas. Finalmente, ele deixou a organização, sendo ridicularizado e visto como um causador de problemas. A controvérsia o desgastou e a sua saúde declinou rapidamente. Em 1892, com a idade de 57 anos, Spurgeon deixou esse mundo para estar com Cristo, a quem ele amava e defendeu por 40 anos no púlpito.

Não podemos desprezar as palavras de Spurgeon hoje. Na verdade, Spurgeon viu a solução para um problema que contaminou rapidamente as igrejas de todo o mundo. Para cada crente, essa solução é o avivamento pessoal. Humildade perante Cristo em arrependimento, e o renovo do espírito - é isso que tira o homem da queda espiritual.

Mas para que isso aconteça, é preciso acontecer primeiramente um retorno para as verdades simples das Escrituras. Devemos voltar a crer na simplicidade do Evangelho. Um arrependimento humilde e uma entrega a Jesus Cristo em vez dos "meios mundanos" que vemos hoje.

O vídeo compartilhado junto a esse texto é muito impactante, pois revela como a igreja tem se transformado num circo. Recomendo insistentemente que você o assista até o fim. Cenas quase inacreditáveis  denunciam a que ponto chegou nosso declínio. E isso é somente a ponta de um iceberg.

Por favor, ajude a compartilhar este grave alerta.
Alan Capriles

02 junho 2011

A CIDADE MAIS EVANGÉLICA DO MUNDO... E DAÍ?


Por Alan Capriles

As estatísticas apontam São Gonçalo, no município do Rio de Janeiro, como a cidade que concentra o maior número de evangélicos por metro quadrado em todo o mundo. De fato, assim que cheguei a São Gonçalo, no final da década de 90, impressionou-me a quantidade de igrejas evangélicas que se espalhavam por toda a cidade. A princípio, julguei ser algo muito positivo, mas com o passar dos anos comecei a duvidar disso.

Primeiro, porque percebo que grande parte dessas igrejas nasceram de feridas não tratadas. Geralmente, surgem como solução para desavenças não resolvidas, mascarando um perdão que jamais foi sequer cogitado.

Segundo, porque o culto na maioria das igrejas em São Gonçalo é voltado para o homem, não para Deus. Espalham-se as faixas que fazem propaganda daquilo que Deus pode fazer por você, bastando para isso participar da campanha, ou da corrente.

Terceiro, porque as igrejas por aqui estão disputando os membros, tal como as lojas disputam a clientela. Ou ainda pior do que isso! Há alguns anos, por exemplo, saíram de nossa igreja mais de vinte membros de uma só vez, que foram todos recebidos por outra igreja próxima, sem exigência alguma de carta, ou coisa parecida. E, em poucos dias já estavam sendo nomeados para algum cargo, com título e tudo mais! Isso é muito comum acontecer por aqui.

Quarto, porque as igrejas de São Gonçalo parecem existir mais para o entretenimento do que para a edificação de seus membros. Nunca vi tanto ativismo religioso como nessa cidade. São eventos e mais eventos: de congressos e chás, a festivais e arraiais. Os membros ficam tão sobrecarregados com ensaios e demais preparativos, que mal sobra tempo para a família, para os amigos e, pior ainda, não há tempo para Deus!

Quinto, porque parece não haver mais ética cristã por aqui. Por incrível que pareça, tornou-se comum em São Gonçalo encontrarmos uma igreja em frente de outra, ou até mesmo ao lado! E não pensem vocês que seus líderes estão preocupados se o volume do som interfere no culto da outra igreja. É guerra mesmo!

Sexto, porque nunca vi tanta meninice espiritual como em São Gonçalo. A maioria dos crentes daqui vive correndo atrás da última novidade gospel, do novo “mover do espírito”, do “revelamento” e da “profetada”. Para esses, a pregação só é boa se, aos gritos, o pregador os iludir com promessas de sucesso e riquezas. São cada vez mais raras as mensagens que tratam de arrependimento, conserto, da eficácia da cruz e do ser uma nova criatura em Cristo Jesus.

E sétimo, porque apesar das igrejas evangélicas se multiplicarem por aqui, a ponto de São Gonçalo ser apontada como a cidade com o maior número de evangélicos por metro quadrado no mundo, que diferença isso trouxe para essa sociedade? Pelo menos, desde que moro aqui, não vi nenhuma diferença.

Muito pelo contrário, a violência só tem aumentado nesta cidade. E continua o descaso dos políticos daqui para com o cidadão e do próprio cidadão para com o seu próximo. As ruas estão mais imundas do que nunca, não apenas porque a coleta de lixo é ineficaz, mas porque os próprios moradores de São Gonçalo não pensam duas vezes antes de sujar as ruas de sua própria cidade. E, enquanto os evangélicos de São Gonçalo se divertem, brincando de igreja, os bares, boates e motéis continuam se multiplicando por aqui. Aliás, pra quem não sabe, apesar de ser o segundo maior município do seu Estado, São Gonçalo não tem hotéis, nem sequer um, apenas motéis, e aos montes! Preciso dizer mais alguma coisa?

Mas, apesar de toda essa triste constatação, preciso confessar que tenho verdadeiro amor pelo povo desta cidade. Amo principalmente os evangélicos de São Gonçalo. Vejo que são pessoas simples, sinceras e sedentas de Deus. Mais do que isso, são pessoas inocentes, beirando a ingenuidade, razão pela qual se deixam enganar pelos comerciantes da fé.

Após pregar por mais de dez anos nessa cidade, em inúmeras igrejas, cheguei à triste conclusão de que grande parte dos evangélicos de São Gonçalo é analfabeta de Bíblia, tornando-se presa fácil para os espertalhões. A maioria conhece apenas o que lhes é pregado dos púlpitos, ou ensinado pelas revistas da escola bíblica dominical. Muitos crentes daqui nunca leram sequer os evangelhos, muito menos todo o Novo Testamento. Por isso são tão facilmente enganados, ou estão enganando sem o saber.

O fato é que ser cristão pouco ou nada tem haver com fazer parte de uma igreja evangélica. O que importa é converter-se a Jesus Cristo, e não a uma denominação. Se realmente todos os evangélicos de São Gonçalo fossem convertidos a Cristo, veríamos um enorme impacto positivo na sociedade. Isso ocorreria naturalmente, pelo simples fato de que um verdadeiro cristão não se conforma com este mundo, mas se torna um agente de transformação social, trazendo a realidade do reino de Deus para a Terra, por meio do senhorio de Cristo. Ora, se a maioria dos habitantes de São Gonçalo é mesmo cristã, onde estão os sinais do reino de Deus nesta cidade?

Sendo assim, sinto-me como missionário em São Gonçalo, cidade que defino como uma babilônia gospel. É assim que me sinto aqui, de todo meu coração. Não digo isso para fazer graça. Isso não é uma brincadeira, é algo muito sério. O povo dessa cidade necessita urgentemente do evangelho da graça de Deus, a começar pelos próprios evangélicos.

De fato, quem prega um evangelho puro e simples nessa cidade, só pode estar mesmo em missão. Talvez, na mais dura de todas as missões: a de evangelizar evangélicos, sendo incompreendido e perseguido por seus próprios irmãos.

Conto com sua ajuda em oração.

Alan Capriles
Missionário em São Gonçalo