Por Alan Capriles
Parece não haver limites para a maldade humana. Quando pensamos já termos visto de tudo, os noticiários nos surpreendem com casos de extrema violência e crueldade. Até os mais experientes policiais não conseguem esconder o espanto diante do presente quadro de criminalidade em nosso país. E, não exagero em dizer, do mundo.
Toda vez que casos de violência chocam nossa nação é comum se rediscutir a pena de morte. Formadores de opinião, tais como jornalistas, comentaristas e animadores de auditório defendem abertamente a pena de morte em seus programas de televisão. E alguns o fazem com bastante veemência, apelando para casos que mexem com nossas emoções, tais como os abomináveis crimes de pedofilia.
Não há nada mais doloroso do que ter um filho sequestrado, abusado ou assassinado. Por outro lado, sabemos de casos em que pais conseguiram perdoar tais criminosos. O mais famoso deles talvez seja o "caso Ives Ota". Vamos relembrar:
"No dia 29 de Agosto de 1997, Ives Yoshiaki Ota, oito anos, foi seqüestrado por três homens em sua própria casa, na Vila Carrão, Zona Leste de São Paulo. Neste dia ele brincava na sala, com seu primo, sob os cuidados da babá; na madrugada do dia 30 de Agosto, já estava morto com dois tiros no rosto porque reconheceu um de seus seqüestradores. Os seqüestradores faziam a segurança nas lojas de seu pai, sendo que dois deles eram Policiais Militares."
Durante semanas este caso foi amplamente coberto por todos os noticiários da TV brasileira. As lágrimas dos pais comeveram a toda uma nação. Mas o espanto foi ouvir o Sr. Ota declarar aos jornalistas que havia perdoado os assassinos de seu filho. E ainda foi além, fundando um instituto para promover o perdão e a paz.
O próprio Sr. Ota explicou sua atitude: “Acho que perdoar não é dizer: Soltem os assassinos de meu filho. Perdoar é tirar o ódio de dentro de você. Então, perdão é uma coisa e justiça é outra. A justiça tem de ser cumprida.”
Ao contrário do que muitos poderiam imaginar, fazer justiça, para o Sr. Ota, não seria condenar à morte os assassinos de seu filho. "Após o seqüestro e assassinato do garoto Ives, o Sr. Masataka Ota, pai de Ives Ota, começou uma caminhada pelo Brasil, a fim de coletar assinaturas para aprovação da lei pela prisão perpétua agrícola, conseguindo mais de 2 milhões de assinaturas que foram entregues ao Congresso Nacional no dia 13 de Maio de 1999, o Movimento teve impacto nacional na conscientização das pessoas em busca pela Paz." Como se vê, o Sr. Ota defende a prisão perpétua agrícola para crimes hediondos, não a pena de morte.
E pouco importa qual a religião do Sr. Ota, pois não é o que estamos discutindo aqui. O fato é que a sua atitude não somente foi nobre, como também cristã. Mas, para minha surpresa, tenho descoberto artigos a favor da pena de morte justamente em blogs de cristãos. Será esta a vontade de Deus? O Senhor Jesus nos ensinou tal procedimento? A pena de morte seria mesmo a solução para nossa sociedade? Ela acabou, ou sequer diminuiu com a violência em outros países?
Apesar de respeitar a opinião contrária de outros irmãos em Cristo - alguns dos quais não somente conheço, mas em verdade os amo - não posso deixar de esclarecer porque considero a pena de morte um equívoco.
Sou contra a pena de morte. E pelas seguintes razões:
1ª) Deus não tem prazer na morte do ímpio, mas em que ele se converta de seus maus caminhos (Ez 18:23, 33:11).
2ª) O evangelho é poderoso para converter o mais vil pecador (Rm 1:16). Sabemos que muitos criminosos se convertem dentro da cadeia, ainda que outros sejam falsos crentes (mas isto também acontece aqui fora). Nossa incompetência para evangelizar criminosos não é desculpa para condená-los à morte.
3ª) O apóstolo Paulo se colocou na condição de o maior dos pecadores regenerados, a fim de que não deixássemos de evangelizar ninguém e de crer na possibilidade de conversão de todos (1Tm 1:15,16). Por outro lado, se alguém resiste em se converter, mesmo na cadeia, isso nos daria o direito de matá-lo? Estaríamos no limiar de uma nova "santa inquisição"?
4ª) Nenhum sistema judicial e penal do mundo está livre de cometer injustiças. Não é raro ouvirmos notícias de que alguém estava preso por engano. A pena de morte sempre tira vidas inocentes, mais cedo ou mais tarde.
5ª) A criminalidade não diminuiu em nenhum país em que a pena de morte tenha sido implantada. Assim como as pessoas não vêm a Cristo por medo do inferno, ninguém deixa o crime por medo da pena de morte. As estatísticas confirmam isto, basta pesquisar.
6ª) A pena de morte nada mais é do que a aplicação do "olho por olho e dente por dente". É incontextável que Jesus nos proibiu de continuar com esta prática (Mt 5:38-48). Se fosse para continuar com a pena de morte, Jesus teria ensinado: "matai os que vos maltratam e perseguem"; mas, ao invés disso, Jesus ordenou: "orai pelos que vos maltratam e perseguem".
7ª) “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê.” (Romanos 10:4) Nada temos que ver com a Lei de Moisés. Não somos judeus. Para uma nova aliança, um novo mandamento, que supera o antigo: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.” (João 13:34) Isto é tão esclarecido nas epístolas (Rm 13:8-10; Gl 5:13-14; Tg 2:8-13, etc.) Como é que cristãos apoiam-se na Lei de Moisés para defenderem a pena de morte? Será que estes mesmos cristãos estão dispostos a cumprir toda a Lei? “Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído.” (Gálatas 5:4)
São estas as minhas razões. Não acredito que violência se combata com violência. Mas, fiquem a vontade para me questionar e criticar em seus comentários. Só não esqueçam de ser bíblicos.
“Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” (Romanos 12:21)
22 julho 2010
21 julho 2010
ESTAS CRIANÇAS CONTAM COM VOCÊ
Por Alan Capriles
O que você faria se Deus o chamasse para fazer missões no país mais difícil do mundo para se viver? É fácil responder que iria, mas não é tão fácil quanto viver lá. Estou me referindo ao Níger, país africano, de maioria muçulmana, e com o mais baixo nível de IDH (Índice de Desenvovimento Humano) do mundo! Tudo por lá é mais difícil... Agora, imagine ser missionário em um lugar assim e ainda ter que cuidar de 120 crianças!
Este é o desafio de um jovem casal que ajudamos, Jefferson e Anibelli. Em 2009 eles tiveram de assumir a Escola Anoura, no Níger, que foi construída por outros missionários, mas que estava prestes a ser desativada.
Para que dezenas de crianças não ficassem sem alimentação, estudo e evangelização, os missionários Jefferson e Anibelli assumiram a diretoria da Escola. Para isto, tiveram que mudar seus planos, pois não haviam ido para a África com este propósito, mas sim para fazer missões entre os Tuaregues.
Minha intenção com este artigo é lhe apresentar este casal, a Escola que dirigem e, principalmente, motivá-lo a contribuir mensalmente com esta obra de amor. Por favor, não despreze este apelo e ouça a voz do Espírito Santo em seu coração:
A ESCOLA ANOURA
(Trecho da carta enviada pelos missionários, em Julho de 2009, quando assumiram a Escola)
OS MISSIONÁRIOS
Jefferson e Anibelli foram enviados à Africa por meio da World Horizons (WHBrasil). Mas contam com ofertas voluntárias para realizar a obra de Deus. Você pode conhecê-los diretamente, por meio de suas páginas na internet. Apesar das dificulades que encontram no Niger, eles tem conseguido acessar a internet por meio de alguma Lan-House no centro da cidade, mantendo suas páginas atualizadas. Visite os links abaixo e conheça melhor os desafios que eles enfrentam neste país:
agadez10.spaces.live.com
missaonigerjb.blogspot.com
COMO CONTRIBUIR NESTA MISSÃO

Se você é membro da Igreja Bíblica Cristã, ou tem facilidade para estar em nossa sede, poderá solicitar um carnê missionário. São carnês personalizados, que contém, cada qual, a foto de uma daquelas 120 crianças da Escola Anoura. Nosso propósito é que, além da contribuição mensal, nossos irmãos estejam orando especificamente pelas crianças que foram "adotadas". O valor para contribuição mensal é de, no mínimo, 10 reais. A quantia pode ser entregue em nossa igreja, a fim de ser depositada na conta dos missionários. Este processo é seguro e transparente.
Caso você não tenha como solicitar seu carnê, anote a conta na qual poderá realizar o depósito de qualquer quantia:
“Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.” (1João 3:18)
P.S.: Se você é blogueiro, cole este artigo em seu blog e nos ajude nesta campanha missionária!
Deus lhe abençoe cada dia mais!
O que você faria se Deus o chamasse para fazer missões no país mais difícil do mundo para se viver? É fácil responder que iria, mas não é tão fácil quanto viver lá. Estou me referindo ao Níger, país africano, de maioria muçulmana, e com o mais baixo nível de IDH (Índice de Desenvovimento Humano) do mundo! Tudo por lá é mais difícil... Agora, imagine ser missionário em um lugar assim e ainda ter que cuidar de 120 crianças!
Este é o desafio de um jovem casal que ajudamos, Jefferson e Anibelli. Em 2009 eles tiveram de assumir a Escola Anoura, no Níger, que foi construída por outros missionários, mas que estava prestes a ser desativada.
Para que dezenas de crianças não ficassem sem alimentação, estudo e evangelização, os missionários Jefferson e Anibelli assumiram a diretoria da Escola. Para isto, tiveram que mudar seus planos, pois não haviam ido para a África com este propósito, mas sim para fazer missões entre os Tuaregues.
Minha intenção com este artigo é lhe apresentar este casal, a Escola que dirigem e, principalmente, motivá-lo a contribuir mensalmente com esta obra de amor. Por favor, não despreze este apelo e ouça a voz do Espírito Santo em seu coração:
A ESCOLA ANOURA
(Trecho da carta enviada pelos missionários, em Julho de 2009, quando assumiram a Escola)
A mais de 6 anos um sonho nasceu no coração de Deus, e Ele escolheu pessoas especias para realiza-lo. Foi então que a escola Anoura nasceu, através do trabalho suado de muitos missionários que passaram pelo Niger e deixaram suas marcas. Hoje em dia não estão mais entre nós aqui no Niger, pois Deus os direcionou para outros lugares sedentos também, mas não podemos deixar de ressaltar sua imensa colaboração para que essa escola existisse hoje.(*) Hoje já são mais de 120 alunos e os desafios aumentaram ainda mais.
Atualmente a pequena semente que eles semearam cresceu bastante e a Escola Anoura já tem 80 alunos* matriculados, ótimos professores e sobretudo, tem sido um testemunho do amor de Deus no bairro onde é localizada.
Após a saída de muitos missionários Deus enviou outros e o trabalho nunca parou, graças a isso muitas crianças daquele tempo até agora tem tido a oportunidade de serem educadas segundo os padrões e ensinamentos cristãos. Cremos na evangelização infantil e no impacto que ela pode causar nessa e na proxima geração. As crianças são o futuro do mundo, e porque não dizer o presente também, pois através delas suas familias podem ser alcançadas pelo amor do Senhor.
Nossa escola desde seu inicio tem sido mantida pela ajuda de pessoas que foram tocadas por Deus de o fazerem. Este ano temos passado por alguns momentos dificeis, onde até a alimentação das crianças poderá ser cortada ao final do ano letivo. Precisamos também urgentemente terminar nossa construção do prédio e para isso precisamos de mais recursos, lembrando que nós estamos aqui por um sonho de Deus. Ele nos manteve até aqui e não nos deixará agora.
Não cremos no sustento das mãos humanas , mas sim, que por meio delas vem o Sustento do Pai. Jorge Müller foi um exemplo de fé, ele não parou mesmo quando as circunstâncias diziam que não, e Deus o honrou grandemente.
Queridos, contamos com suas orações, e se Deus quiser te usar para abençoar este projeto, não exite em nos contactar. Deus os abençoe hoje e sempre ...
OS MISSIONÁRIOS
Jefferson e Anibelli foram enviados à Africa por meio da World Horizons (WHBrasil). Mas contam com ofertas voluntárias para realizar a obra de Deus. Você pode conhecê-los diretamente, por meio de suas páginas na internet. Apesar das dificulades que encontram no Niger, eles tem conseguido acessar a internet por meio de alguma Lan-House no centro da cidade, mantendo suas páginas atualizadas. Visite os links abaixo e conheça melhor os desafios que eles enfrentam neste país:
agadez10.spaces.live.com
missaonigerjb.blogspot.com
COMO CONTRIBUIR NESTA MISSÃO

Se você é membro da Igreja Bíblica Cristã, ou tem facilidade para estar em nossa sede, poderá solicitar um carnê missionário. São carnês personalizados, que contém, cada qual, a foto de uma daquelas 120 crianças da Escola Anoura. Nosso propósito é que, além da contribuição mensal, nossos irmãos estejam orando especificamente pelas crianças que foram "adotadas". O valor para contribuição mensal é de, no mínimo, 10 reais. A quantia pode ser entregue em nossa igreja, a fim de ser depositada na conta dos missionários. Este processo é seguro e transparente.
Caso você não tenha como solicitar seu carnê, anote a conta na qual poderá realizar o depósito de qualquer quantia:
Banco do BrasilSe cada seguidor deste blog contriuir mensalmente com, pelo menos, 10 reais, isto fará diferença. Se for com mais de 10 reais, fará uma grande diferença. Por favor, colabore. Estas crianças precisam de você.
Agencia 4569-1
Conta poupança: 6834-9
Variação : 01
Jefferson Luiz Garcia
“Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.” (1João 3:18)
P.S.: Se você é blogueiro, cole este artigo em seu blog e nos ajude nesta campanha missionária!
Deus lhe abençoe cada dia mais!
19 julho 2010
QUEM TEM MEDO DE MONTE?
Por Alan Capriles
“E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só.” (Mateus 14:23)
A prática de subir ao monte é uma questão mal resolvida no meio evangélico. Enquanto alguns fazem do monte um local sagrado, outros fazem zombaria dos que buscam a Deus em lugares assim. Entre um e outro extremo, há muitas pessoas confusas e somente poucas esclarecidas.
Como em tantas outras questões de fé, o equilíbrio é o caminho mais seguro. O extremismo é sempre desnecessário e improdutivo. E isto aplica-se também ao monte. Sinto-me a vontade para escrever sobre este assunto, pois costumo subir ao monte de uma a duas vezes por mês... E sem crise de consciência!
Por que subo ao monte? Pela mesma razão com que Jesus também o fazia: para estar a sós em oração (Lc 6:12). Respeito quem pensa diferente, mas não vejo sentido algum em subir ao monte acompanhado.
Tal como Jesus, devemos subir ao monte para estar a sós com Deus. Mas nem todos pensam assim. Sempre que subo ao monte, passo por irmãos que estão em grupo. Alguns estão orando, outros louvando, e outros fazem cultos completos, com direito a testemunhos e apelos. Como eu disse, “passo” por eles. Procuro um lugar mais afastado, em que eu possa meditar e orar sem distrações, ou interrupções. E longe do “barulho” também. Ora, reuniões em grupo nós já fazemos no templo, ou em casa. Não é preciso subir ao monte para isso.
Claro que já subi ao monte acompanhado de irmãos. Mas, nunca por acreditar que o monte seja um local sagrado, no qual Deus responde mais depressa nossas orações. Lamentavelmente, muitos têm este pensamento equivocado, de que a adoração no monte seja mais aceita por Deus. Quanto a isto, podemos aplicar aqui a resposta de Jesus à mulher samaritana:
“... nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. (...) Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.” (João 4:21b,23)
Quem faz do monte um lugar sagrado está se afastando do Pai, ao invés de aproximar-se dEle. Digo isto porque aquele que está em Cristo deveria saber que o seu corpo é o lugar sagrado, onde habita o Espírito Santo de Deus (1Co 3:16,17)
Como se pode notar, a questão não é o monte, mas o motivo pelo qual se vai ao monte.
Particularmente, subo ao monte para meditar e estar mais a sós com Deus em oração. É claro que também tenho meu devocional diário em casa. Mas, definitivamente, não é a mesma coisa. Quando estou orando em casa, mesmo que eu desligue o telefone, posso ser interrompido por uma visita inesperada, ou até por minha própria família. No monte consigo estar mais concentrado em Deus. Além do mais, a vista que tenho do alto do monte é inspiradora, e favorece a meditação na Palavra. É indescritível a experiência de orar contemplando o pôr do sol, a cidade vista do alto e tendo o céu por testemunha! Mas isto é muito pessoal...
No final de 2009 gravei um pequeno vídeo no monte que costumo subir. Ele pode ser visto em meu blog, ou na minha página do Youtube. E pode ser mal interpretado também. Quem assisti-lo com atenção perceberá que não estou incentivando ninguém a subir ao monte. Meu vídeo é um conselho a que se adquira o hábito de estar a sós com Deus. Charles Finney revelou, em um de seus livros, que este era o seu segredo para manter-se cheio da unção do Espírito. Finney costumava retirar-se para buscar a Deus em uma floresta.
E temos este maior exemplo no próprio Senhor. Jesus procurava lugares desertos para estar a sós com o Pai (Lc 5:16). Geralmente, o Monte das Oliveiras era este lugar (Lc 22:39).
Algumas pessoas interpretam erradamente a orientação do Senhor de se orar trancado no quarto (Mt 6:6). Concluem que Jesus estaria proibindo a oração pública. Sabemos que não há tal proibição, pois o próprio Senhor Jesus orou publicamente e também os seus discípulos. Paulo escreveu que devemos orar “em todo lugar” (1Tm 2:8). Na realidade, o que Cristo estava combatendo é a motivação errada de se orar em público “com o fim de ser visto pelos homens” (Mt 6:5). Ao mesmo tempo, o Senhor nos ensina que o Pai vê em secreto e que a fé de quem ora em secreto será recompensada. Este secreto com Deus pode ser no quarto, no monte, ou em qualquer outra parte.
Quanto a mim, tenho a vantagem de morar perto de um famoso monte de oração. A prefeita da cidade onde moro, que é evangélica, fez obras de infra-estrutura e até mudou o nome do local para “Monte das Oliveiras”. Com isto a freqüência aumentou, tornando-o mais seguro.
Por falar nisso, segurança é algo que precisamos considerar. Hoje em dia está cada vez mais perigoso estar sozinho em meio à natureza. Conheço pastores que já foram assaltados no monte e ouvi casos de irmãs que foram vítimas de abuso. Nos dois casos era noite e o monte estava deserto. Não é prudente subir ao monte nestas condições. Qualquer local deserto se torna mais perigoso à noite. Seja no monte, numa praia, ou numa floresta, devemos ter prudência, do contrário estaremos cometendo o pecado de tentar ao Senhor.
Mas, tomando-se as devidas precauções, ninguém precisa ter medo de ir ao monte. A não ser que você tenha medo dos desocupados que ficam na subida do monte entregando “profetadas”. Se este é o seu caso, seu problema não é o monte, mas a sua teologia.
“E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só.” (Mateus 14:23)
A prática de subir ao monte é uma questão mal resolvida no meio evangélico. Enquanto alguns fazem do monte um local sagrado, outros fazem zombaria dos que buscam a Deus em lugares assim. Entre um e outro extremo, há muitas pessoas confusas e somente poucas esclarecidas.
Como em tantas outras questões de fé, o equilíbrio é o caminho mais seguro. O extremismo é sempre desnecessário e improdutivo. E isto aplica-se também ao monte. Sinto-me a vontade para escrever sobre este assunto, pois costumo subir ao monte de uma a duas vezes por mês... E sem crise de consciência!
Por que subo ao monte? Pela mesma razão com que Jesus também o fazia: para estar a sós em oração (Lc 6:12). Respeito quem pensa diferente, mas não vejo sentido algum em subir ao monte acompanhado.
Tal como Jesus, devemos subir ao monte para estar a sós com Deus. Mas nem todos pensam assim. Sempre que subo ao monte, passo por irmãos que estão em grupo. Alguns estão orando, outros louvando, e outros fazem cultos completos, com direito a testemunhos e apelos. Como eu disse, “passo” por eles. Procuro um lugar mais afastado, em que eu possa meditar e orar sem distrações, ou interrupções. E longe do “barulho” também. Ora, reuniões em grupo nós já fazemos no templo, ou em casa. Não é preciso subir ao monte para isso.
Claro que já subi ao monte acompanhado de irmãos. Mas, nunca por acreditar que o monte seja um local sagrado, no qual Deus responde mais depressa nossas orações. Lamentavelmente, muitos têm este pensamento equivocado, de que a adoração no monte seja mais aceita por Deus. Quanto a isto, podemos aplicar aqui a resposta de Jesus à mulher samaritana:
“... nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. (...) Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.” (João 4:21b,23)
Quem faz do monte um lugar sagrado está se afastando do Pai, ao invés de aproximar-se dEle. Digo isto porque aquele que está em Cristo deveria saber que o seu corpo é o lugar sagrado, onde habita o Espírito Santo de Deus (1Co 3:16,17)
Como se pode notar, a questão não é o monte, mas o motivo pelo qual se vai ao monte.
Particularmente, subo ao monte para meditar e estar mais a sós com Deus em oração. É claro que também tenho meu devocional diário em casa. Mas, definitivamente, não é a mesma coisa. Quando estou orando em casa, mesmo que eu desligue o telefone, posso ser interrompido por uma visita inesperada, ou até por minha própria família. No monte consigo estar mais concentrado em Deus. Além do mais, a vista que tenho do alto do monte é inspiradora, e favorece a meditação na Palavra. É indescritível a experiência de orar contemplando o pôr do sol, a cidade vista do alto e tendo o céu por testemunha! Mas isto é muito pessoal...
No final de 2009 gravei um pequeno vídeo no monte que costumo subir. Ele pode ser visto em meu blog, ou na minha página do Youtube. E pode ser mal interpretado também. Quem assisti-lo com atenção perceberá que não estou incentivando ninguém a subir ao monte. Meu vídeo é um conselho a que se adquira o hábito de estar a sós com Deus. Charles Finney revelou, em um de seus livros, que este era o seu segredo para manter-se cheio da unção do Espírito. Finney costumava retirar-se para buscar a Deus em uma floresta.
E temos este maior exemplo no próprio Senhor. Jesus procurava lugares desertos para estar a sós com o Pai (Lc 5:16). Geralmente, o Monte das Oliveiras era este lugar (Lc 22:39).
Algumas pessoas interpretam erradamente a orientação do Senhor de se orar trancado no quarto (Mt 6:6). Concluem que Jesus estaria proibindo a oração pública. Sabemos que não há tal proibição, pois o próprio Senhor Jesus orou publicamente e também os seus discípulos. Paulo escreveu que devemos orar “em todo lugar” (1Tm 2:8). Na realidade, o que Cristo estava combatendo é a motivação errada de se orar em público “com o fim de ser visto pelos homens” (Mt 6:5). Ao mesmo tempo, o Senhor nos ensina que o Pai vê em secreto e que a fé de quem ora em secreto será recompensada. Este secreto com Deus pode ser no quarto, no monte, ou em qualquer outra parte.
Quanto a mim, tenho a vantagem de morar perto de um famoso monte de oração. A prefeita da cidade onde moro, que é evangélica, fez obras de infra-estrutura e até mudou o nome do local para “Monte das Oliveiras”. Com isto a freqüência aumentou, tornando-o mais seguro.
Por falar nisso, segurança é algo que precisamos considerar. Hoje em dia está cada vez mais perigoso estar sozinho em meio à natureza. Conheço pastores que já foram assaltados no monte e ouvi casos de irmãs que foram vítimas de abuso. Nos dois casos era noite e o monte estava deserto. Não é prudente subir ao monte nestas condições. Qualquer local deserto se torna mais perigoso à noite. Seja no monte, numa praia, ou numa floresta, devemos ter prudência, do contrário estaremos cometendo o pecado de tentar ao Senhor.
Mas, tomando-se as devidas precauções, ninguém precisa ter medo de ir ao monte. A não ser que você tenha medo dos desocupados que ficam na subida do monte entregando “profetadas”. Se este é o seu caso, seu problema não é o monte, mas a sua teologia.
17 julho 2010
OITO DESCULPAS PARA NÃO EVANGELIZAR (E AS DUAS VERDADEIRAS RAZÕES)
Por Alan Capriles
Por que não compartilhamos mais nossa fé? Convide os membros de sua igreja para um ensaio teatral ou musical e muitos comparecerão. Convide-os para evangelizar e depois compare os resultados. Quais as razões disto?
Dois vídeos divulgados pelo youtube, um americano e outro brasileiro, apresentam "oito razões para não evangelizar". Eles mostram, com bastante humor, que as razões mais apresentadas não passam de desculpas. Porém, eles não apresentam as razões mais profundas, que deixarei para revelar mais adiante. Mas vale a pena conferir os vídeos:
Os vídeos são muito divertidos, mas não é por isso que vale a pena serem assistidos. A principal razão é porque revelam na prática que nossas razões não passam de desculpas:
1) Não ter muito conhecimento
2) Parecer um fanático
3) Falar coisas erradas
4) Dar mau testemunho
5) Não saber como começar
6) Medo de ser zombado
7) Falar algo sem sentido
8) Medo de apanhar
Mas, a questão é: o que está por trás de tantas desculpas?
Venho meditando sobre isto há muito tempo. E acredito firmemente que as verdadeiras razões são as seguintes:
1) Não crer que o inferno seja real
Estou convencido de que a maioria dos crentes não acredita realmente que a sua vovozinha que morreu sem Cristo esteja ardendo no inferno. E,se não acreditam no inferno, pra que arriscar perder os colegas falando de Jesus pra eles? Ora, se eles morrerem sem Cristo, deve haver uma segunda chance... ou não?
2) Não se importar
Muitos daqueles que acreditam no inferno parecem não se importar com isso. Para a maioria dos crentes, tanto faz se o seu vizinho, colega, ou mesmo parente, passar a eternidade sofrendo. O mesmo quanto àqueles que crêem na aniquilação da alma. Em outras palavras, não evangelizamos porque o nosso amor ao próximo está esfriando.
Meu conselho é que oremos diariamente para que haja mais compaixão pelas almas em nós. Quando foi a última vez que você chorou por alguém que está perdido?
Vivemos dentro de um contexto egoísta e materialista, sem nos darmos conta do quanto isto nos influencia e congela nosso coração. Somente por meio da incessante oração podemos voltar a derramar lágrimas pelos perdidos. Somente com amor deixaremos nossas desculpas para não evangelizar.
“Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar nossa vida pelos irmãos.” (1 João 3:16)
Por que não compartilhamos mais nossa fé? Convide os membros de sua igreja para um ensaio teatral ou musical e muitos comparecerão. Convide-os para evangelizar e depois compare os resultados. Quais as razões disto?
Dois vídeos divulgados pelo youtube, um americano e outro brasileiro, apresentam "oito razões para não evangelizar". Eles mostram, com bastante humor, que as razões mais apresentadas não passam de desculpas. Porém, eles não apresentam as razões mais profundas, que deixarei para revelar mais adiante. Mas vale a pena conferir os vídeos:
Os vídeos são muito divertidos, mas não é por isso que vale a pena serem assistidos. A principal razão é porque revelam na prática que nossas razões não passam de desculpas:
1) Não ter muito conhecimento
2) Parecer um fanático
3) Falar coisas erradas
4) Dar mau testemunho
5) Não saber como começar
6) Medo de ser zombado
7) Falar algo sem sentido
8) Medo de apanhar
Mas, a questão é: o que está por trás de tantas desculpas?
Venho meditando sobre isto há muito tempo. E acredito firmemente que as verdadeiras razões são as seguintes:
1) Não crer que o inferno seja real
Estou convencido de que a maioria dos crentes não acredita realmente que a sua vovozinha que morreu sem Cristo esteja ardendo no inferno. E,se não acreditam no inferno, pra que arriscar perder os colegas falando de Jesus pra eles? Ora, se eles morrerem sem Cristo, deve haver uma segunda chance... ou não?
2) Não se importar
Muitos daqueles que acreditam no inferno parecem não se importar com isso. Para a maioria dos crentes, tanto faz se o seu vizinho, colega, ou mesmo parente, passar a eternidade sofrendo. O mesmo quanto àqueles que crêem na aniquilação da alma. Em outras palavras, não evangelizamos porque o nosso amor ao próximo está esfriando.
Meu conselho é que oremos diariamente para que haja mais compaixão pelas almas em nós. Quando foi a última vez que você chorou por alguém que está perdido?
Vivemos dentro de um contexto egoísta e materialista, sem nos darmos conta do quanto isto nos influencia e congela nosso coração. Somente por meio da incessante oração podemos voltar a derramar lágrimas pelos perdidos. Somente com amor deixaremos nossas desculpas para não evangelizar.
“Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar nossa vida pelos irmãos.” (1 João 3:16)
12 julho 2010
JESUS E YESHUA NO BANCO DOS RÉUS
Por Alan Capriles
Ridículo e desprezível. Estas palavras definem minha opinião a respeito de um dvd que acabo de assistir. Seu título: "Jesus e Yeshua no Banco dos Réus". Não fosse o pedido de uma irmã de nossa igreja, cujo marido pediu que eu analisasse seu conteúdo, eu não teria nem sequer assistido tal dvd até o fim. E só me dou ao trabalho de escrever estas linhas porque sei que dvds como este fazem sucesso no meio evangélico. São copiados e recopiados, alastrando-se como praga, contaminando com dúvidas o coração dos incautos.
Produzido por um tal "Centro de Pesquisa Profético" (?) e apresentado por um sujeito que se intitula "bacharel em teologia e línguas bíblicas" (mas que mal sabe falar o português) o vídeo tem a presunção de ser um estudo. Porém, está muito longe disso...
São tantas as aberrações de "Jesus e Yeshua no Banco dos Réus", que eu não saberia nem por onde começar. Logo de início se percebe o caráter judaizante do vídeo, devido a bandeira de Israel e o menorah gigante que estão por detrás do apresentador. Será que os cristãos judaizantes nunca leram a epístola de Paulo aos Gálatas?
O apresentador, por sua vez, força tanto na impostação de voz, que nitidamente dá a impressão de que é um "zé ninguém" tentando parecer alguém importante.
Minha indignação se justifica. O propósito do tal "estudo" é, na verdade, uma grande blasfêmia. Resumindo, ele afirma que a adoração que prestamos a Jesus Cristo não estaria sendo recebida pelo Salvador, mas por uma entidade maligna, oriunda da antiga Babilônia. Ou seja, nós, cristãos, estaríamos todos perdidos, adorando uma falsa divindade. Pior ainda, quem não invoca Yeshua, mas Jesus, estaria invocando ao próprio diabo!
O mais incrível é que, para tentar provar sua tese, o vídeo insere partes de um documentário herético, mas muito popular na internet, chamado "Zeitgeist". Este documentário, é importante lembrar, já foi desmascarado e refutado com sucesso na própria internet. Ora, só o fato de se valer de um vídeo herético, produzido por ateus, seria o bastante para desmerecer "Jesus e Yeshua no Banco dos Réus".
Porém, o "estudo" apresenta muitos outros erros. Por exemplo, afirma que o hebraico foi a primeira língua do mundo, quando se sabe que a língua hebraica se origina de um grupo de línguas camito-semíticas ainda mais antigo. O vídeo trata o termo "deus" como se fosse um nome e não como de fato é, um título. Nega, ou distorce, passagens claras da Bíblia, especialmente dos evangelhos. Acrescenta às Escrituras dados de tradições duvidosas, tais como as que afirmam que os magos eram reis (Mt 2:1). E, como já era de se esperar, não revela suas fontes. Enfim, o vídeo "Jesus e Yeshua no Banco do Réus" não apresenta nenhuma prova de tudo quanto afirma, não merecendo nenhuma credibilidade.
Não é de se surpreender que, ao final do suposto "estudo", seja revelado o verdadeiro objetivo do vídeo: vender uma nova versão da bíblia, que, segundo o tal "Centro de Pesquisa Profético" é a "verdadeira bíblia". Todas as outras estariam erradas! Somente a bíblia deles é a verdadeira!
Engraçado... Eu já ouvi esta história antes... De quem foi mesmo? Ah, me lembrei: foi de uma testemunha de Jeová.
Ridículo e desprezível. Estas palavras definem minha opinião a respeito de um dvd que acabo de assistir. Seu título: "Jesus e Yeshua no Banco dos Réus". Não fosse o pedido de uma irmã de nossa igreja, cujo marido pediu que eu analisasse seu conteúdo, eu não teria nem sequer assistido tal dvd até o fim. E só me dou ao trabalho de escrever estas linhas porque sei que dvds como este fazem sucesso no meio evangélico. São copiados e recopiados, alastrando-se como praga, contaminando com dúvidas o coração dos incautos.
Produzido por um tal "Centro de Pesquisa Profético" (?) e apresentado por um sujeito que se intitula "bacharel em teologia e línguas bíblicas" (mas que mal sabe falar o português) o vídeo tem a presunção de ser um estudo. Porém, está muito longe disso...
São tantas as aberrações de "Jesus e Yeshua no Banco dos Réus", que eu não saberia nem por onde começar. Logo de início se percebe o caráter judaizante do vídeo, devido a bandeira de Israel e o menorah gigante que estão por detrás do apresentador. Será que os cristãos judaizantes nunca leram a epístola de Paulo aos Gálatas?
O apresentador, por sua vez, força tanto na impostação de voz, que nitidamente dá a impressão de que é um "zé ninguém" tentando parecer alguém importante.
Minha indignação se justifica. O propósito do tal "estudo" é, na verdade, uma grande blasfêmia. Resumindo, ele afirma que a adoração que prestamos a Jesus Cristo não estaria sendo recebida pelo Salvador, mas por uma entidade maligna, oriunda da antiga Babilônia. Ou seja, nós, cristãos, estaríamos todos perdidos, adorando uma falsa divindade. Pior ainda, quem não invoca Yeshua, mas Jesus, estaria invocando ao próprio diabo!
O mais incrível é que, para tentar provar sua tese, o vídeo insere partes de um documentário herético, mas muito popular na internet, chamado "Zeitgeist". Este documentário, é importante lembrar, já foi desmascarado e refutado com sucesso na própria internet. Ora, só o fato de se valer de um vídeo herético, produzido por ateus, seria o bastante para desmerecer "Jesus e Yeshua no Banco dos Réus".
Porém, o "estudo" apresenta muitos outros erros. Por exemplo, afirma que o hebraico foi a primeira língua do mundo, quando se sabe que a língua hebraica se origina de um grupo de línguas camito-semíticas ainda mais antigo. O vídeo trata o termo "deus" como se fosse um nome e não como de fato é, um título. Nega, ou distorce, passagens claras da Bíblia, especialmente dos evangelhos. Acrescenta às Escrituras dados de tradições duvidosas, tais como as que afirmam que os magos eram reis (Mt 2:1). E, como já era de se esperar, não revela suas fontes. Enfim, o vídeo "Jesus e Yeshua no Banco do Réus" não apresenta nenhuma prova de tudo quanto afirma, não merecendo nenhuma credibilidade.
Não é de se surpreender que, ao final do suposto "estudo", seja revelado o verdadeiro objetivo do vídeo: vender uma nova versão da bíblia, que, segundo o tal "Centro de Pesquisa Profético" é a "verdadeira bíblia". Todas as outras estariam erradas! Somente a bíblia deles é a verdadeira!
Engraçado... Eu já ouvi esta história antes... De quem foi mesmo? Ah, me lembrei: foi de uma testemunha de Jeová.
09 julho 2010
E-MAIL DO ALÉM
Quando o homem chegou e foi para seu quarto no hotel, notou que havia um computador com acesso à internet, então decidiu enviar um e-mail à sua mulher. Mas, sem se dar conta, errou uma letra e o enviou a outro endereço, de outra pessoa...
O e-mail foi recebido por uma viúva que acabara de chegar do enterro do seu marido e que, ao conferir seus e-mails, desmaiou instantaneamente. O filho, ao entrar em casa, encontrou sua mãe desmaiada, perto do computador, em que na tela se poderia ler:
Autor desconhecido
Adaptação: Alan Capriles
O e-mail foi recebido por uma viúva que acabara de chegar do enterro do seu marido e que, ao conferir seus e-mails, desmaiou instantaneamente. O filho, ao entrar em casa, encontrou sua mãe desmaiada, perto do computador, em que na tela se poderia ler:
Querida esposa:
Cheguei bem. Provavelmente se surpreenda em receber notícias minhas por e-mail, mas agora tem computador aqui e podemos enviar mensagens às pessoas queridas. Acabo de chegar e já me certifiquei que está tudo preparado para quando você vier. Estamos lhe aguardando para sexta que vem. Tenho muita vontade de te ver e espero que sua partida e viagem seja tão tranqüila como foi a minha.
PS: Não traga muita roupa, porque aqui faz um calor infernal...
Autor desconhecido
Adaptação: Alan Capriles
01 julho 2010
OS APÓSTOLOS DA BÍBLIA E OS APÓSTOLOS DA PÓS-MODERNIDADE
Por Alan Capriles
O apóstolo e o mendigo. Frente a frente. Sei que atualmente uma cena como esta seria muito improvável. Os apóstolos de hoje em dia não andam mais a pé, e seus carros estão sempre com as janelas fechadas e obscurecidas. Se bem que... apóstolo que se preza não viaja de carro, mas voa em seu jatinho particular. E, convenhamos, fica muito mais difícil ter contato com a miséria quando se está a milhares de pés de altura.
Mas, a despeito das circunstâncias atuais, imaginemos este encontro. O apóstolo e o mendigo. É bem verdade que isso já ocorreu, mas no século primeiro da era cristã. A Bíblia nos conta que os apóstolos Pedro e João subiam ao templo para orar, quando se depararam com um aleijado que mendigava e que lhes pediu uma esmola:
Eles não tinham prata e muito menos ouro. Em outras palavras, não tinham dinheiro. Mas, se tivessem, com certeza dariam alguma prata ao mendigo, pois dar esmolas foi uma das ordenanças do Senhor Jesus (Lc 12:33). Sequer pensamos nisso, pois o milagre que se sucedeu foi tão maravilhoso que desvia nossa atenção: o aleijado se levantou, andou e saltou! (At 3:8) Porém, independente do milagre da cura, aquele aleijado receberia de Pedro e João alguma ajuda. Verdadeiros apóstolos não se esquecem dos pobres (Gl 2:10)
Será que o mesmo se aplica aos apóstolos da pós-modernidade? Sabemos que dinheiro não lhes falta. O que lhes falta, então? Depois de analisar a mensagem materialista e o estilo de vida dos atuais apóstolos, arrisco-me com a seguinte suposição:
Mas, fica difícil provar minha tese. Como já disse, o diálogo entre um apóstolo e um mendigo é praticamente impossível hoje em dia... Caso acontecesse, provaria como são diferentes os apóstolos da Bíblia e os apóstolos da pós-modernidade.
O apóstolo e o mendigo. Frente a frente. Sei que atualmente uma cena como esta seria muito improvável. Os apóstolos de hoje em dia não andam mais a pé, e seus carros estão sempre com as janelas fechadas e obscurecidas. Se bem que... apóstolo que se preza não viaja de carro, mas voa em seu jatinho particular. E, convenhamos, fica muito mais difícil ter contato com a miséria quando se está a milhares de pés de altura.
Mas, a despeito das circunstâncias atuais, imaginemos este encontro. O apóstolo e o mendigo. É bem verdade que isso já ocorreu, mas no século primeiro da era cristã. A Bíblia nos conta que os apóstolos Pedro e João subiam ao templo para orar, quando se depararam com um aleijado que mendigava e que lhes pediu uma esmola:
Apóstolos bíblicos
O aleijado pediu uma esmola e o apóstolo respondeu:
"Não tenho prata, nem ouro.
Mas o que tenho, isso te dou:
Em nome de Jesus, levanta e anda!"
Eles não tinham prata e muito menos ouro. Em outras palavras, não tinham dinheiro. Mas, se tivessem, com certeza dariam alguma prata ao mendigo, pois dar esmolas foi uma das ordenanças do Senhor Jesus (Lc 12:33). Sequer pensamos nisso, pois o milagre que se sucedeu foi tão maravilhoso que desvia nossa atenção: o aleijado se levantou, andou e saltou! (At 3:8) Porém, independente do milagre da cura, aquele aleijado receberia de Pedro e João alguma ajuda. Verdadeiros apóstolos não se esquecem dos pobres (Gl 2:10)
Será que o mesmo se aplica aos apóstolos da pós-modernidade? Sabemos que dinheiro não lhes falta. O que lhes falta, então? Depois de analisar a mensagem materialista e o estilo de vida dos atuais apóstolos, arrisco-me com a seguinte suposição:
Apóstolos pós-modernos
O aleijado pediu uma esmola e o apóstolo respondeu:
"TENHO prata e TENHO ouro.
Mas o que tenho, NÃO te dou!
Em nome de Jesus, saaaaai!"
Mas, fica difícil provar minha tese. Como já disse, o diálogo entre um apóstolo e um mendigo é praticamente impossível hoje em dia... Caso acontecesse, provaria como são diferentes os apóstolos da Bíblia e os apóstolos da pós-modernidade.
22 junho 2010
ANÁLISE DE CANDIDATOS BÍBLICOS AO PASTORADO DE UMA IGREJA MODERNA
Uma igreja moderna constituiu um Comitê de Púlpito para sugerir nomes para avaliação pela congregação, para a escolha do futuro pastor da igreja. Entre tantos candidatos, apenas um foi selecionado. Aqui está o relatório que o Comitê apresentou:
Adão: É um bom homem, mas parece não ter nenhum controle sobre sua mulher. Existem rumores que ambos gostam de caminhar pelados nos bosques. Quando o confrontamos com esse pecado, jogou a culpa na mulher.
Noé: No pastorado anterior, que durou 120 anos, não conseguiu ganhar nenhuma alma. Susceptível a projetos de construção irrealistas. Após receber um grande livramento de Deus, esse homem demonstrou ser um fraco e passou a embriagar-se.
Abraão: Existiam rumores que praticava a troca de casais. No entanto, quando investigamos, constatamos que na verdade ele nunca dormiu com a mulher de ninguém, embora realmente tenha oferecido sua mulher para outros homens, apesar de que nada se concretizou de fato. Em certa ocasião, quase matou seu filho, sendo detido no último segundo. Teve a oportunidade de viver em uma região muito bonita e próspera, mas passou a chance para seu sobrinho. Tememos que possa vir a cair na pobreza e tornar-se um peso para a igreja na velhice. Existem rumores de que, com o consentimento da sua mulher, engravidou uma empregada doméstica, que depois de alguns anos foi demitida e enviada para longe com a criança.
José: Um estrategista de grande visão, mas parece orgulhar-se de suas capacidades. Acredita em interpretação de sonhos e já esteve preso por quase dez anos. Parece que viveu grande parte de sua vida em abjeta escravidão, o que nos faz pensar se está preparado para lidar com homens de negócios bem-sucedidos e líderes da comunidade. Certa vez acusou um homem de furto e fez com que ele fosse preso injustamente.
Moisés: Um homem manso e modesto, mas não se expressa bem, chegando a gaguejar. Isso nos faz duvidar de seu passado como membro da família real do Egito. Se ele realmente tivesse essa origem, seria um orador seguro. Algumas vezes, levanta ameaçadoramente seu cajado e tem acessos de raiva. Existem rumores de que abandonou uma igreja anterior após ser acusado de assassinato. Além disso, achamos que seu casamento inter-racial com uma mulher etíope possa vir a causar tensão na nossa igreja.
Davi: Era o líder mais promissor de todos, até que descobrimos que envolveu-se em um relacionamento extraconjugal com a mulher de um militar. Além disso, parece gostar de matar seus inimigos, em vez de procurar formar associações ecumênicas.
Salomão: É um ótimo pregador e tem uma coleção enorme de provérbios que ele mesmo criou. No entanto, a casa pastoral não é grande o suficiente para abrigar todas as suas mulheres.
Elias: Tende a cair em depressão. Desestrutura-se completamente quando é colocado sob intensa pressão. Não sabe se comportar em reuniões ecumênicas, pois zomba enquanto os outros ministros adoram e em certa ocasião até os incentivou a se cortarem com lâminas. Foi visto correndo, tentando alcançar um carro, o que nos faz suspeitar de sua sanidade.
Eliseu: Tivemos informações que morou na casa de uma mulher viúva enquanto estava em uma igreja anterior, o que pode gerar rumores e suspeitas.
Oséias: Um pastor amoroso e gentil, mas jamais poderíamos tolerar a ocupação de sua mulher.
Jeremias: É instável emocionalmente, alarmista, negativista, sempre está lamentando por alguma coisa. Soubemos que fez uma longa viagem apenas para enterrar uma peça de roupa nas margens de um rio na Síria. Um rei que leu seus escritos lançou o manuscrito no fogo imediatamente, por causa da linguagem ofensiva, mas Jeremias, teimosamente, escreveu tudo de novo.
Isaías: Parece ser fronteiriço. Afirma ter visto anjos na igreja. Tem problemas com sua linguagem. Admite abertamente que seus lábios são impuros.
Ezequiel: Este homem está completamente louco. Durante muitos dias, alimentou-se de uma ração mínima, cozida sobre o esterco de vacas. Quando sua jovem mulher morreu, não esboçou a menor reação. Afirma ter visto sacerdotes e líderes políticos praticando abominações no Templo, o que é uma acusação totalmente absurda. Achamos que precisa de internação urgente.
Jonas: Recusou o chamado de Deus para pregar no exterior, mas foi forçado a obedecer após ser engolido por um grande peixe em uma tempestade no mar. Diz que o peixe o vomitou em uma praia. Além disso, parece que prega, mas sem desejar que as pessoas realmente se convertam. Recomendamos não arriscar com esse candidato.
Amós: Devido a sua formação de homem do campo, tem a mentalidade estreita e é grosseiro ao lidar com pessoas de nível social elevado. Sua maior experiência é em tanger o gado e em colher figos. Talvez possa melhorar após estudar em um dos nossos seminários, mas parece ter um bloqueio natural contra os ricos. Achamos que seja um pastor adequado para uma igreja situada em um bairro mais pobre.
Melquizedeque: Temos ótimas referências do emprego atual dele, mas de onde vem esse homem? Não preencheu as informações no currículo sobre os empregos anteriores, nem sobre sua filiação. Recusa-se a informar a data do nascimento.
João: Diz que é batista, mas não se veste como tal. Passa vários meses dormindo ao relento, ou em cavernas, tem uma dieta totalmente estranha e provoca os líderes de outras denominações. Tem pouco tato ao lidar com os políticos de alto escalão, fazendo-lhes acusações severas. É totalmente intransigente e não sabe contemporizar.
Pedro: Um homem rude. Dizem que retorna à antiga ocupação de pescador nos momentos mais impróprios. Tem um péssimo temperamento e pragueja quando fica nervoso. Teve um entrevero com Paulo, em Antioquia. É agressivo, mas na verdade é um frouxo e chora às escondidas.
Paulo: Líder nato e um pregador fascinante. No entanto, parece ter pouco tato, é impaciente com os pastores jovens, é severo e dizem que gosta de pregar até as altas horas da noite. Além disso, sofre de um problema de visão que o incapacita até para escrever. Certa vez, provocou uma agitação civil e depois fugiu da cidade, escondido em um grande cesto. Morou durante vários meses na casa de Públio, um notório pagão, na ilha de Malta, no Mediterrâneo. Dizem que nesse lugar, fundou uma igreja e iniciou um ministério de manipulação de serpentes. Além disso, tem o inconveniente de ser solteiro.
Tiago & João: São dois irmãos que gostam de trabalhar juntos. A princípio, o pacote de pregador & assistente parece bom, mas descobrimos que têm um problema de ego com relação aos demais pregadores e que gostam de ocupar posições de destaque nas festas. Certa vez, ameaçaram fazer descer fogo do céu e destruir uma cidade, só por terem sido insultados. Tivemos informações que tentam desencorajar aqueles que não seguem exatamente suas orientações. Diótrefes, que foi líder em uma igreja informa que foi sumariamente desligado após João escrever uma carta instruindo a igreja a tomar essa atitude.
Timóteo: É jovem e inexperiente demais. Não conseguiria se impor diante dos outros jovens e dos homens mais velhos. É mestiço, e sabemos o que isso significa. Além disso, um diácono que o visitou, viu uma garrafa de vinho na estante da sua sala.
Matusalém: É velho demais, sem a menor condição de assumir um pastorado.
Jesus: Teve seus momentos de popularidade, mas depois que sua igreja atingiu 5000 membros, conseguiu ofender, escandalizar e afugentar a quase todos com sermões muito duros. Raramente fica muito tempo em um só lugar. Não tem nenhuma propriedade, bens ou patrimônio pessoal e seria um homem muito necessitado se o chamássemos, pois praticamente pede tudo emprestado e seus amigos precisam sustentá-lo e abrigá-lo em suas casas. Foi visto várias vezes saindo de tavernas e em conversações com prostitutas e com notórios pecadores na região da boca do lixo. Dizem que gosta de tomar bons vinhos e que não recusa convites para festas e banquetes. Parece estar muito preocupado com os demônios, e, por toda a parte, expulsa-os das pessoas. Elogia aqueles que contribuem com pouco para a obra de Deus e critica aqueles que contribuem com muito. Já recebeu várias ameaças de morte, devido a sua intransigência e a rejeição aberta aos grandes líderes ecumênicos. Certa vez, adentrou na maior igreja da cidade, onde havia um bazar para levantamento de fundos, e, transtornado, derrubou todas as barracas e expulsou o povo utilizando um azorrague que ele mesmo improvisou. Estar próximo de Jesus parece ser muito perigoso. Ele adverte seus seguidores que terão aflições e que serão perseguidos por serem seus discípulos. Além disso, tem a desvantagem de ser solteiro, com o agravante de não demonstrar interesse em desenvolver um relacionamento afetivo com nenhuma mulher. Grande parte de seus ensinos parece suicida, falando de sua própria morte. Seria um ministério muito negativista para a nossa igreja, lembrando que desejamos um pastor que fale sobre o poder do pensamento positivo.
Judas: As referências aqui são boas. É eficiente, discreto e tem perfil conservador. Gosta de organizar campanhas de arrecadação de fundos para ajudar as obras assistenciais. Tem boas ligações com políticos de alto escalão e com líderes eclesiásticos. Foi tesoureiro durante o tempo em que acompanhou Jesus, e sempre gozou da confiança do grupo. Recentemente, diante de uma multidão, abraçou e beijou Jesus, em uma demonstração singular de confiança e de amizade. Nós o convidamos para pregar no próximo domingo. Temos possibilidades aqui. Há um rumor que ele se suicidou ontem, mas deve ser um boato sem fundamento, tendo em vista seu tremendo potencial.
Autor: desconhecido.
Adaptação: Alan Capriles
Fonte: http://www.espada.eti.br/candpast.asp
Adão: É um bom homem, mas parece não ter nenhum controle sobre sua mulher. Existem rumores que ambos gostam de caminhar pelados nos bosques. Quando o confrontamos com esse pecado, jogou a culpa na mulher.
Noé: No pastorado anterior, que durou 120 anos, não conseguiu ganhar nenhuma alma. Susceptível a projetos de construção irrealistas. Após receber um grande livramento de Deus, esse homem demonstrou ser um fraco e passou a embriagar-se.
Abraão: Existiam rumores que praticava a troca de casais. No entanto, quando investigamos, constatamos que na verdade ele nunca dormiu com a mulher de ninguém, embora realmente tenha oferecido sua mulher para outros homens, apesar de que nada se concretizou de fato. Em certa ocasião, quase matou seu filho, sendo detido no último segundo. Teve a oportunidade de viver em uma região muito bonita e próspera, mas passou a chance para seu sobrinho. Tememos que possa vir a cair na pobreza e tornar-se um peso para a igreja na velhice. Existem rumores de que, com o consentimento da sua mulher, engravidou uma empregada doméstica, que depois de alguns anos foi demitida e enviada para longe com a criança.
José: Um estrategista de grande visão, mas parece orgulhar-se de suas capacidades. Acredita em interpretação de sonhos e já esteve preso por quase dez anos. Parece que viveu grande parte de sua vida em abjeta escravidão, o que nos faz pensar se está preparado para lidar com homens de negócios bem-sucedidos e líderes da comunidade. Certa vez acusou um homem de furto e fez com que ele fosse preso injustamente.
Moisés: Um homem manso e modesto, mas não se expressa bem, chegando a gaguejar. Isso nos faz duvidar de seu passado como membro da família real do Egito. Se ele realmente tivesse essa origem, seria um orador seguro. Algumas vezes, levanta ameaçadoramente seu cajado e tem acessos de raiva. Existem rumores de que abandonou uma igreja anterior após ser acusado de assassinato. Além disso, achamos que seu casamento inter-racial com uma mulher etíope possa vir a causar tensão na nossa igreja.
Davi: Era o líder mais promissor de todos, até que descobrimos que envolveu-se em um relacionamento extraconjugal com a mulher de um militar. Além disso, parece gostar de matar seus inimigos, em vez de procurar formar associações ecumênicas.
Salomão: É um ótimo pregador e tem uma coleção enorme de provérbios que ele mesmo criou. No entanto, a casa pastoral não é grande o suficiente para abrigar todas as suas mulheres.
Elias: Tende a cair em depressão. Desestrutura-se completamente quando é colocado sob intensa pressão. Não sabe se comportar em reuniões ecumênicas, pois zomba enquanto os outros ministros adoram e em certa ocasião até os incentivou a se cortarem com lâminas. Foi visto correndo, tentando alcançar um carro, o que nos faz suspeitar de sua sanidade.
Eliseu: Tivemos informações que morou na casa de uma mulher viúva enquanto estava em uma igreja anterior, o que pode gerar rumores e suspeitas.
Oséias: Um pastor amoroso e gentil, mas jamais poderíamos tolerar a ocupação de sua mulher.
Jeremias: É instável emocionalmente, alarmista, negativista, sempre está lamentando por alguma coisa. Soubemos que fez uma longa viagem apenas para enterrar uma peça de roupa nas margens de um rio na Síria. Um rei que leu seus escritos lançou o manuscrito no fogo imediatamente, por causa da linguagem ofensiva, mas Jeremias, teimosamente, escreveu tudo de novo.
Isaías: Parece ser fronteiriço. Afirma ter visto anjos na igreja. Tem problemas com sua linguagem. Admite abertamente que seus lábios são impuros.
Ezequiel: Este homem está completamente louco. Durante muitos dias, alimentou-se de uma ração mínima, cozida sobre o esterco de vacas. Quando sua jovem mulher morreu, não esboçou a menor reação. Afirma ter visto sacerdotes e líderes políticos praticando abominações no Templo, o que é uma acusação totalmente absurda. Achamos que precisa de internação urgente.
Jonas: Recusou o chamado de Deus para pregar no exterior, mas foi forçado a obedecer após ser engolido por um grande peixe em uma tempestade no mar. Diz que o peixe o vomitou em uma praia. Além disso, parece que prega, mas sem desejar que as pessoas realmente se convertam. Recomendamos não arriscar com esse candidato.
Amós: Devido a sua formação de homem do campo, tem a mentalidade estreita e é grosseiro ao lidar com pessoas de nível social elevado. Sua maior experiência é em tanger o gado e em colher figos. Talvez possa melhorar após estudar em um dos nossos seminários, mas parece ter um bloqueio natural contra os ricos. Achamos que seja um pastor adequado para uma igreja situada em um bairro mais pobre.
Melquizedeque: Temos ótimas referências do emprego atual dele, mas de onde vem esse homem? Não preencheu as informações no currículo sobre os empregos anteriores, nem sobre sua filiação. Recusa-se a informar a data do nascimento.
João: Diz que é batista, mas não se veste como tal. Passa vários meses dormindo ao relento, ou em cavernas, tem uma dieta totalmente estranha e provoca os líderes de outras denominações. Tem pouco tato ao lidar com os políticos de alto escalão, fazendo-lhes acusações severas. É totalmente intransigente e não sabe contemporizar.
Pedro: Um homem rude. Dizem que retorna à antiga ocupação de pescador nos momentos mais impróprios. Tem um péssimo temperamento e pragueja quando fica nervoso. Teve um entrevero com Paulo, em Antioquia. É agressivo, mas na verdade é um frouxo e chora às escondidas.
Paulo: Líder nato e um pregador fascinante. No entanto, parece ter pouco tato, é impaciente com os pastores jovens, é severo e dizem que gosta de pregar até as altas horas da noite. Além disso, sofre de um problema de visão que o incapacita até para escrever. Certa vez, provocou uma agitação civil e depois fugiu da cidade, escondido em um grande cesto. Morou durante vários meses na casa de Públio, um notório pagão, na ilha de Malta, no Mediterrâneo. Dizem que nesse lugar, fundou uma igreja e iniciou um ministério de manipulação de serpentes. Além disso, tem o inconveniente de ser solteiro.
Tiago & João: São dois irmãos que gostam de trabalhar juntos. A princípio, o pacote de pregador & assistente parece bom, mas descobrimos que têm um problema de ego com relação aos demais pregadores e que gostam de ocupar posições de destaque nas festas. Certa vez, ameaçaram fazer descer fogo do céu e destruir uma cidade, só por terem sido insultados. Tivemos informações que tentam desencorajar aqueles que não seguem exatamente suas orientações. Diótrefes, que foi líder em uma igreja informa que foi sumariamente desligado após João escrever uma carta instruindo a igreja a tomar essa atitude.
Timóteo: É jovem e inexperiente demais. Não conseguiria se impor diante dos outros jovens e dos homens mais velhos. É mestiço, e sabemos o que isso significa. Além disso, um diácono que o visitou, viu uma garrafa de vinho na estante da sua sala.
Matusalém: É velho demais, sem a menor condição de assumir um pastorado.
Jesus: Teve seus momentos de popularidade, mas depois que sua igreja atingiu 5000 membros, conseguiu ofender, escandalizar e afugentar a quase todos com sermões muito duros. Raramente fica muito tempo em um só lugar. Não tem nenhuma propriedade, bens ou patrimônio pessoal e seria um homem muito necessitado se o chamássemos, pois praticamente pede tudo emprestado e seus amigos precisam sustentá-lo e abrigá-lo em suas casas. Foi visto várias vezes saindo de tavernas e em conversações com prostitutas e com notórios pecadores na região da boca do lixo. Dizem que gosta de tomar bons vinhos e que não recusa convites para festas e banquetes. Parece estar muito preocupado com os demônios, e, por toda a parte, expulsa-os das pessoas. Elogia aqueles que contribuem com pouco para a obra de Deus e critica aqueles que contribuem com muito. Já recebeu várias ameaças de morte, devido a sua intransigência e a rejeição aberta aos grandes líderes ecumênicos. Certa vez, adentrou na maior igreja da cidade, onde havia um bazar para levantamento de fundos, e, transtornado, derrubou todas as barracas e expulsou o povo utilizando um azorrague que ele mesmo improvisou. Estar próximo de Jesus parece ser muito perigoso. Ele adverte seus seguidores que terão aflições e que serão perseguidos por serem seus discípulos. Além disso, tem a desvantagem de ser solteiro, com o agravante de não demonstrar interesse em desenvolver um relacionamento afetivo com nenhuma mulher. Grande parte de seus ensinos parece suicida, falando de sua própria morte. Seria um ministério muito negativista para a nossa igreja, lembrando que desejamos um pastor que fale sobre o poder do pensamento positivo.
Judas: As referências aqui são boas. É eficiente, discreto e tem perfil conservador. Gosta de organizar campanhas de arrecadação de fundos para ajudar as obras assistenciais. Tem boas ligações com políticos de alto escalão e com líderes eclesiásticos. Foi tesoureiro durante o tempo em que acompanhou Jesus, e sempre gozou da confiança do grupo. Recentemente, diante de uma multidão, abraçou e beijou Jesus, em uma demonstração singular de confiança e de amizade. Nós o convidamos para pregar no próximo domingo. Temos possibilidades aqui. Há um rumor que ele se suicidou ontem, mas deve ser um boato sem fundamento, tendo em vista seu tremendo potencial.
Autor: desconhecido.
Adaptação: Alan Capriles
Fonte: http://www.espada.eti.br/candpast.asp
26 maio 2010
OS INDIANOS ORAM POR NÓS
Por Alan Capriles
A revelação encontra-se no livro "Oração de Avivamento" de Leonard Ravenhill. Apesar de ser uma obra escrita nos anos 60, o texto que compartilho abaixo continua mais atual do que nunca!
Ravenhill divulga parte do artigo de um líder cristão na Índia, chamado Bakht Singh. Ao ler o artigo, de quase meio século atrás, perceba como o modelo de igreja evangélica norte-americana influenciou (e continua influenciando) os evangélicos brasileiros.
A revelação encontra-se no livro "Oração de Avivamento" de Leonard Ravenhill. Apesar de ser uma obra escrita nos anos 60, o texto que compartilho abaixo continua mais atual do que nunca!
Ravenhill divulga parte do artigo de um líder cristão na Índia, chamado Bakht Singh. Ao ler o artigo, de quase meio século atrás, perceba como o modelo de igreja evangélica norte-americana influenciou (e continua influenciando) os evangélicos brasileiros.
"As igrejas indianas têm um grande peso de intercessão pela América e estão orando para que Deus visite este país com o reavivamento.A seguir, vem o comentário de Leonard Ravenhill:
Vocês lamentam tanto a nossa pobreza material na Índia, enquanto nós indianos, que conhecemos o Senhor, lamentamos a pobreza espiritual da América. Oramos para que Deus lhes dê o ouro refinado pelo fogo, o qual Ele prometeu a todos quantos conhecem o poder da sua ressurreição.
Em nossos cultos, gastamos de quatro a seis horas em oração e adoração, enquanto nosso povo passa toda a noite esperando no Senhor em oração. Mas na América, após uma hora de culto, você começam a olhar o relógio. Oramos para que Deus possa abrir-lhes os olhos para compreenderem o verdadeiro significado da adoração.
Para atrair as pessoas aos cultos, vocês dependem de grandes divulgações, cartazes, anúncios e de pregadores reconhecidamente ungidos e talentosos. Na Índia, tudo o que nós possuímos é o próprio Senhor Jesus, e Ele nos basta. Antes de uma reunião evangélica na Índia, jamais anunciamos quem será o pregador. Quando as pessoas vêm, elas querem buscar o Senhor, e não um ser humano ou um palestrante famoso e especial. Em nossas reuniões, temos tido aproximadamente 12 mil pessoas unidas para adorar ao Senhor Jesus Cristo e terem comunhão umas com as outras. Estamos orando para que as pessoas na América possam também vir às igrejas famintas pela presença de Deus, e não meramente desejosas de algum tipo diferente de entretenimento, ouvindo belos corais ou talentosos cantores." (Bakht Singh)
"Será que ficaremos ofendidos em nosso orgulho ao sabermos que a Índia está clamando a Deus contra a pobreza espiritual da abastada América? A autoridade de Bakht Singh está no fato de que tudo o que ele diz acontece. Ele tem considerado que os custos dos métodos de divulgação de nossas campanhas evangelísticas (necessitando da cobertura de Wall Street) não tem um mínimo de relação com o cristianismo do Novo Testamento. Será que temos nos extraviado a poonto de ser impossível voltar aos procedimentos da igreja primitiva? Esta é uma questão delicada."Trecho de "Oração de Avivamento - uma mensagem poderosa e urgente para o Corpo de Cristo" de Leonard Ravenhill - Editora Motivar
22 maio 2010
O FIM DE UMA ERA - UM ALERTA PARA A IGREJA
Por Alan Capriles
Sinto-me no dever de recomendar a todos, especialmente aos que se preocupam com os rumos da Igreja, a leitura de O Fim de Uma Era. Além das razões teológicas, há um pouco de sentimento envolvido nesta recomendação. Seu escritor, bispo Walter McAlister, foi meu primeiro pastor, no final da década de 80, época de minha conversão a Cristo. Lembro-me do quanto eu gostava de ouvi-lo pregar, o que acontecia geralmente às quartas-feiras, na Igreja de Nova Vida em Botafogo. Seu pai, saudoso bispo Roberto, era quem costumava pregar aos domingos. Mas, confesso que não tinha tanta admiração pelo meu pastor quanto agora, depois da leitura de seu livro. Fiquei extremamente feliz ao constatar que, apesar dos desvarios de muitos líderes da igreja evangélica brasileira, o bispo Walter continua fiel às Escrituras e zeloso para com a obra de Deus.
Posso garantir que O Fim de Uma Era não é apenas uma opção de leitura, mas é uma obra que precisava ser escrita. As coisas não vão bem com a igreja e alguém precisava mostrar de forma clara e corajosa "o que" não vai bem. A verdade é que muitos líderes simplesmente não querem enxergar no que tem se tornado a Igreja em nosso país. Mas agora não terão mais desculpas para tamanha cegueira. Alguém deu o alerta. E muito me alegra que tenha sido meu primeiro pastor, hoje bispo, Walter McAlister. Que Deus lhe conceda cada dia mais coragem, direção e sabedoria para continuar despertando, através do Espírito Santo, a Igreja do Senhor Jesus.
Eis a seleção de apenas alguns trechos de O Fim de Uma Era - editora Anno Domini:
http://www.ofimdeumaera.com.br/
Sinto-me no dever de recomendar a todos, especialmente aos que se preocupam com os rumos da Igreja, a leitura de O Fim de Uma Era. Além das razões teológicas, há um pouco de sentimento envolvido nesta recomendação. Seu escritor, bispo Walter McAlister, foi meu primeiro pastor, no final da década de 80, época de minha conversão a Cristo. Lembro-me do quanto eu gostava de ouvi-lo pregar, o que acontecia geralmente às quartas-feiras, na Igreja de Nova Vida em Botafogo. Seu pai, saudoso bispo Roberto, era quem costumava pregar aos domingos. Mas, confesso que não tinha tanta admiração pelo meu pastor quanto agora, depois da leitura de seu livro. Fiquei extremamente feliz ao constatar que, apesar dos desvarios de muitos líderes da igreja evangélica brasileira, o bispo Walter continua fiel às Escrituras e zeloso para com a obra de Deus.
Posso garantir que O Fim de Uma Era não é apenas uma opção de leitura, mas é uma obra que precisava ser escrita. As coisas não vão bem com a igreja e alguém precisava mostrar de forma clara e corajosa "o que" não vai bem. A verdade é que muitos líderes simplesmente não querem enxergar no que tem se tornado a Igreja em nosso país. Mas agora não terão mais desculpas para tamanha cegueira. Alguém deu o alerta. E muito me alegra que tenha sido meu primeiro pastor, hoje bispo, Walter McAlister. Que Deus lhe conceda cada dia mais coragem, direção e sabedoria para continuar despertando, através do Espírito Santo, a Igreja do Senhor Jesus.
Eis a seleção de apenas alguns trechos de O Fim de Uma Era - editora Anno Domini:
Estamos no fim de uma era. A Igreja está definhando, se não no seu tamanho, certamente no seu testemunho. Nunca houve tantos que proclamaram a luz de Deus e que, paradoxalmente, vivem como filhos das trevas. Mais do que nunca precisamos ouvir a conclamação: "Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te ilumiará. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus." (Efésios 5.14-16, NVI)
É altamente possível que a Igreja como nós a conhecemos hoje esteja prestes a desaparecer. Porque, quando a coisa apertar, e vai apertar, quando mais difícil for a situação, mais as pessoas vão abandonar as soluções imediatistas para procurar as verdadeiras. E, se a Igreja não as apresentar, pode definhar rapidamente, como já aconteceu na Europa e está ocorrendo nos Estados Unidos. As projeções nos Estados Unidos são que, dentro de trinta a quarenta anos, a Igreja caia para um quinto do seu tamanho.
A Igreja não é chamada para ser eficiente, grande ou rica. Ela é chamada para ser fiel. E fidelidade pode ser algo muito pequeno, demorado e sofrido. Para sermos fiéis temos de estar dispostos a sermos considerados malsucedidos pela sociedade - até irrelevantes -, porque a verdadeira Igreja é irrelevante para a sociedade.
Mas a Igreja quer aplausos, e já. Faz um grande evento, o governador aparece e todos acham que uma grande coisa aconteceu. (...) A busca de comendas, aplausos e reconhecimento da nossa contribuição à sociedade é vaidade e correr atrás do vento. Quem faz isso desperdiça seu ministério e sua vida.
Dentro desse contexto, creio que a Igreja está prestes a ser desagradavelmente surpreendida, pois vem usando sua liberdade religiosa como um marinheiro embriagado. No Brasil, a percepção de que a igreja é um bom negócio, de que o sacerdote é um sem-vergonha e de que tudo gira apenas em torno do dinheiro provavelmente fará com que a Igreja seja surpreendida por medidas do governo federal que poderão colibir sua liberdade. E uma Igreja banalizada não tem tônus espiritual para fazer frente a uma verdadeira perseguição. Então uma grande parte vai simplesmente fugir da igreja, que vai se esvaziar. Muitas vão quebrar. Essa festa vai acabar...Os trechos acima podem ser conferidos na íntegra no site oficial do livro, que disponibiliza o primeiro capítulo para leitura:
http://www.ofimdeumaera.com.br/
10 maio 2010
INSPIRAÇÃO DIVINA DA BÍBLIA: A LÓGICA DE JOHN WESLEY
Por Alan Capriles
Após mais de vinte anos de conversão a Cristo, cheguei a conclusão de que a humanidade não se divide em religiões ou crenças, mas simplesmente entre os que crêem totalmente na Bíblia como a Palavra de Deus e os que não crêem.
Todos nós sabemos que Cristo é o personagem central das Escrituras. Porém, muitos que dizem crer em Jesus, não crêem no Jesus que a Bíblia revela, mas no seu próprio "Jesus". Sendo assim, eles não crêem em tudo quanto está escrito na Bíblia a respeito de Cristo, mas apenas no que lhes convém. Ou seja, em última análise, não crêem que a Bíblia seja realmente sagrada.
Os espíritas, por exemplo, tem o seu "Evangelho Segundo Allan Kardec", desmerecendo os puros e santos evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João. Ora, se fazer a opção pelo "Evangelho Segundo Allan Kardec" não é desprezar a Biblia, então é desconfiar da própria capacidade para compreendê-la, recorrendo à interpretação de outra pessoa.
Os católicos, por sua vez, apesar de não adotarem outro livro como evangelho, parecem não ler a própria Bíblia na qual dizem crer. Sei do que estou dizendo porque fui católico praticante até meus 17 anos. Eu não tinha Bíblia, mas no Encontro de Adolescentes com Cristo ganhei um Novo Testamento como recordação. Ao contrário dos meus amigos, comecei a ler o presente que a própria igreja católica me havia dado. Como consequência, fui obrigado deixar o catolicismo, tamanha discrepância entre o que a Bíblia ensina e o que os católicos praticam.
O que mais me surpreendeu, no entanto, foi constatar que muitos evangélicos também não levam a Bíblia realmente a sério. Muitos crentes desprezam, por exemplo, as advertências de Jesus a respeito da necessidade do arrependimento, da renúncia, de se nascer do Espírito, de tomar a sua cruz, de se trilhar um caminho estreito, de se perdoar e amar o próximo, de não amar as coisas deste mundo. E o que significa este desprezo senão o fato de que não crêem na veracidade da Bíblia?
Mas, somente pela graça de Deus, percebi muito cedo que, em questões de fé, tudo se resume nisto: crer ou não crer que a Bíblia é realmente inspirada por Deus.
Tomei minha decisão. Creio. E não creio cegamente, mas dentro da mais pura razão.
E, para quem não crê - ou para quem diz crer, mas continua desprezando seus ensinamentos - deixo a simples e irrefutável lógica de John Wesley a respeito da inspiração divina da Bíblia. Leia com atenção e faça sua escolha. Você tem apenas três opções, porém apenas uma é verdadeira, pois apenas uma é coerente:
É uma questão de lógica. Simples assim!
“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (2 Timóteo 3:16-17 RA)
Após mais de vinte anos de conversão a Cristo, cheguei a conclusão de que a humanidade não se divide em religiões ou crenças, mas simplesmente entre os que crêem totalmente na Bíblia como a Palavra de Deus e os que não crêem.
Todos nós sabemos que Cristo é o personagem central das Escrituras. Porém, muitos que dizem crer em Jesus, não crêem no Jesus que a Bíblia revela, mas no seu próprio "Jesus". Sendo assim, eles não crêem em tudo quanto está escrito na Bíblia a respeito de Cristo, mas apenas no que lhes convém. Ou seja, em última análise, não crêem que a Bíblia seja realmente sagrada.
Os espíritas, por exemplo, tem o seu "Evangelho Segundo Allan Kardec", desmerecendo os puros e santos evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João. Ora, se fazer a opção pelo "Evangelho Segundo Allan Kardec" não é desprezar a Biblia, então é desconfiar da própria capacidade para compreendê-la, recorrendo à interpretação de outra pessoa.
Os católicos, por sua vez, apesar de não adotarem outro livro como evangelho, parecem não ler a própria Bíblia na qual dizem crer. Sei do que estou dizendo porque fui católico praticante até meus 17 anos. Eu não tinha Bíblia, mas no Encontro de Adolescentes com Cristo ganhei um Novo Testamento como recordação. Ao contrário dos meus amigos, comecei a ler o presente que a própria igreja católica me havia dado. Como consequência, fui obrigado deixar o catolicismo, tamanha discrepância entre o que a Bíblia ensina e o que os católicos praticam.
O que mais me surpreendeu, no entanto, foi constatar que muitos evangélicos também não levam a Bíblia realmente a sério. Muitos crentes desprezam, por exemplo, as advertências de Jesus a respeito da necessidade do arrependimento, da renúncia, de se nascer do Espírito, de tomar a sua cruz, de se trilhar um caminho estreito, de se perdoar e amar o próximo, de não amar as coisas deste mundo. E o que significa este desprezo senão o fato de que não crêem na veracidade da Bíblia?
Mas, somente pela graça de Deus, percebi muito cedo que, em questões de fé, tudo se resume nisto: crer ou não crer que a Bíblia é realmente inspirada por Deus.
Tomei minha decisão. Creio. E não creio cegamente, mas dentro da mais pura razão.
E, para quem não crê - ou para quem diz crer, mas continua desprezando seus ensinamentos - deixo a simples e irrefutável lógica de John Wesley a respeito da inspiração divina da Bíblia. Leia com atenção e faça sua escolha. Você tem apenas três opções, porém apenas uma é verdadeira, pois apenas uma é coerente:
"A Bíblia foi concebida por uma dentre três fontes:
(1) Por homens bons ou anjos;
(2) Por homens maus ou demônios;
(3) Por Deus.
Primeiro, a Bíblia não poderia ter sido concebida por homens bons nem por anjos, porque ambos não poderiam escrever um livro em que mentissem em cada página escrita, onde haviam colocado as palavras: "Assim diz o Senhor", sabendo perfeitamente que o Senhor nada disse e que todas as coisas foram inventadas por eles.
Segundo, a Bíblia não poderia ter sido concebida por homens maus ou demônios, porque não poderiam escrever um livro que ordena a prática de todos os bons conselhos, proíbe pecados e descreve o castigo eterno de todos os incrédulos.
Portanto, concluo que a Bíblia foi concebida por Deus e revelada aos homens."
É uma questão de lógica. Simples assim!
“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (2 Timóteo 3:16-17 RA)
20 abril 2010
A SEMENTE DO AMOR E A SEMENTE DA GANÂNCIA
Por Alan Capriles
“...recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também me esforcei por fazer.” (Apóstolo Paulo - Gálatas 2:10 RA)
Embora eu não me agrade da maioria dos programas evangélicos da TV, sinto-me na obrigação de assisti-los de vez em quando. Alguns irmãos que pastoreio acompanham esses programas, razão pela qual preciso verificar se neles há algo que possa contaminar o rebanho de Deus. E tenho notado um equívoco grave sendo ensinado em vários desses programas. Como se sabe, a maioria deles tem o mesmo formato: abertura, música, pregação, venda de produtos, pedido de ofertas e oração. Mas, ao contrário do que se poderia esperar, o erro maior não está na pregação, ainda que algumas sejam lamentáveis, mas na forma como se pedem as ofertas para que esses programas se mantenham no ar.
Tornou-se quase unanimidade que os tele-pastores peçam ofertas trocando a palavra “dinheiro” por “semente”. Muitos dizem “semeie no meu ministério”, acrescentando a promessa de uma grande colheita financeira para quem semear mais. E promovem essa ganância usando a Bíblia como respaldo! [1] O texto bíblico mais usado (e abusado) para se pedir ofertas como sementes, encontra-se na segunda carta de Paulo aos Coríntios, onde encontramos o seguinte versículo:
“E isto afirmo: aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará.” (2 Coríntios 9:6 RA)
Sim, de fato, o contexto revela que o apóstolo Paulo está mesmo falando de ofertas e comparando essas ofertas a sementes. Mas, a questão é: por que Paulo usou dessa comparação? A resposta é surpreendente: porque aquelas ofertas eram destinadas aos pobres! Ao contrário dos tele-evangelistas, Paulo não estava pedindo ofertas para o seu ministério. A razão do seu pedido de ofertas era “a favor dos santos” em necessidade (Confira 2 Co 9:1,12). Tratava-se de um apelo para socorrer financeiramente os cristãos pobres da Judéia (Atos 11:29). Sim, porque, ao contrário do que ensina a teologia da prosperidade, os santos também podem ser pobres, materialmente falando (Confira Apocalipse 2:9). [2]
E, a fim de que ninguém duvidasse de suas corretas intenções, o apóstolo cita a seguinte promessa das Escrituras: “Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre.” (2 Coríntios 9:9 – citando o Salmo 112:9) Como se percebe, a promessa é para quem oferta “aos pobres” e Paulo não deixa dúvidas quanto a isto. Por isso Paulo comparou aquelas ofertas a sementes, porque Deus se compadece de quem ajuda ao pobre. Basta que leiamos o contexto. Paulo poderia também ter acrescentado outros versículos, tais como:
“Bem-aventurado o que acode ao necessitado; o SENHOR o livra no dia do mal. O SENHOR o protege, preserva-lhe a vida e o faz feliz na terra; não o entrega à discrição dos seus inimigos. O SENHOR o assiste no leito da enfermidade; na doença, tu lhe afofas a cama.” (Salmos 41:1-3 RA)
“Quem se compadece do pobre ao SENHOR empresta, e este lhe paga o seu benefício.” (Provérbios 19:17 RA)
“O que semeia a injustiça segará males; e a vara da sua indignação falhará. O generoso será abençoado, porque dá do seu pão ao pobre.” (Provérbios 22:8-9 RA)
Foi com base em promessas assim, de Deus abençoar quem ajuda “ao pobre”, que Paulo comparou tais ofertas a sementes.
Isso é muito diferente de levantar-se ofertas para se manter programas na televisão, cujo minuto é caríssimo e o benefício, duvidoso. E o pior é que a maioria desses programas nem sequer está pregando o verdadeiro evangelho de Cristo! A maioria das pregações da TV é voltada para satisfazer os interesses do homem.
O fato é que o verdadeiro evangelho causa aversão na maioria das pessoas, porque poucos querem se arrepender de seus pecados e passar a viver em Cristo para salvação. Isso é um dilema para os evangelistas da televisão. Como manter seus programas na TV dizendo a verdade para as pessoas, se essa verdade lhes fará trocar de canal? Sendo assim, os tele-evangelistas fazem um tremendo esforço para agradar seus telespectadores, trocando a verdade por palavras agradáveis e acrescentando promessas grandiosas, a fim de aumentar a audiência e o número de fiéis “semeadores”.
Mas, esta é a verdade: quem ajuda a pagar caros programas evangélicos não pode esperar colheita de coisa alguma, a não ser de possíveis escândalos, como se tem visto ultimamente. Quero deixar como exemplo um episódio lamentável. Enquanto outros canais de televisão mostravam o número de uma conta bancária para ajudar os desabrigados das chuvas, que vitimaram milhares de pessoas no estado do Rio de Janeiro, um famoso pastor mostrava o número de três contas bancárias para que “semeassem” no seu ministério. E, detalhe, sementes de mil reais! Quem não tivesse mil reais poderia parcelar sua “semente” em várias prestações, a fim de não perder a fabulosa colheita de bênçãos e ainda ganhar um lindo certificado do seleto “CLUBE DE 1 MILHÃO DE ALMAS”. Ao invés desse pastor aderir à campanha pelas vítimas das chuvas, entre as quais algumas que perderam tudo, ele preferiu pedir dinheiro para bancar suas mega cruzadas. E, ainda que o dinheiro seja gasto nisso, tais cruzadas evangelísticas não atingem nem de longe o alvo a que se propõem. [3]
Respaldo minha afirmativa no depoimento de Billy Graham, maior evangelista do século XX. Após analisar suas inúmeras cruzadas, ele chegou a uma conclusão alarmante. Pelos seus cálculos, dentre todos que assinaram “cartões de decisão” em suas cruzadas, somente três por cento procuraram uma igreja e chegaram a passar pelas águas do batismo. Apenas três por cento!
Sendo assim, se você almeja receber algum benefício do Senhor, uma verdadeira colheita (que não se trata de bênçãos, mas de ser uma bênção) semeie da forma bíblica e correta: não deixe de socorrer o necessitado, se compadeça do pobre, reparta com ele o seu pão (Sl 41:1; Pv 19:17; 22:8). Muitas vezes trata-se de prestar socorro a um irmão que passa necessidade no campo missionário - e, de fato, devemos primeiro ajudar aos domésticos da fé.
E, por falar em missões, lembre-se que a forma de evangelismo mais eficaz que existe é a prática do amor ao próximo. Aliás, essa é a verdadeira semente de Deus o amor.
“Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.”
(1 João 3:18 RC)
Notas
[1] Devo confessar que eu mesmo, no passado, fui vítima desta heresia. Por não conferir o contexto, cheguei a ensinar a tal “lei da semente”, erro que, pela misericórida de Deus, não demorei a corrigir.
[2] A respeito da Teologia da Prosperidade confira o seguinte texto, clicando aqui.
[3] Confira o seguinte vídeo (ou texto), a respeito de cruzadas missionárias, clicando aqui.
“...recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também me esforcei por fazer.” (Apóstolo Paulo - Gálatas 2:10 RA)
Embora eu não me agrade da maioria dos programas evangélicos da TV, sinto-me na obrigação de assisti-los de vez em quando. Alguns irmãos que pastoreio acompanham esses programas, razão pela qual preciso verificar se neles há algo que possa contaminar o rebanho de Deus. E tenho notado um equívoco grave sendo ensinado em vários desses programas. Como se sabe, a maioria deles tem o mesmo formato: abertura, música, pregação, venda de produtos, pedido de ofertas e oração. Mas, ao contrário do que se poderia esperar, o erro maior não está na pregação, ainda que algumas sejam lamentáveis, mas na forma como se pedem as ofertas para que esses programas se mantenham no ar.
Tornou-se quase unanimidade que os tele-pastores peçam ofertas trocando a palavra “dinheiro” por “semente”. Muitos dizem “semeie no meu ministério”, acrescentando a promessa de uma grande colheita financeira para quem semear mais. E promovem essa ganância usando a Bíblia como respaldo! [1] O texto bíblico mais usado (e abusado) para se pedir ofertas como sementes, encontra-se na segunda carta de Paulo aos Coríntios, onde encontramos o seguinte versículo:
“E isto afirmo: aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará.” (2 Coríntios 9:6 RA)
Sim, de fato, o contexto revela que o apóstolo Paulo está mesmo falando de ofertas e comparando essas ofertas a sementes. Mas, a questão é: por que Paulo usou dessa comparação? A resposta é surpreendente: porque aquelas ofertas eram destinadas aos pobres! Ao contrário dos tele-evangelistas, Paulo não estava pedindo ofertas para o seu ministério. A razão do seu pedido de ofertas era “a favor dos santos” em necessidade (Confira 2 Co 9:1,12). Tratava-se de um apelo para socorrer financeiramente os cristãos pobres da Judéia (Atos 11:29). Sim, porque, ao contrário do que ensina a teologia da prosperidade, os santos também podem ser pobres, materialmente falando (Confira Apocalipse 2:9). [2]
E, a fim de que ninguém duvidasse de suas corretas intenções, o apóstolo cita a seguinte promessa das Escrituras: “Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre.” (2 Coríntios 9:9 – citando o Salmo 112:9) Como se percebe, a promessa é para quem oferta “aos pobres” e Paulo não deixa dúvidas quanto a isto. Por isso Paulo comparou aquelas ofertas a sementes, porque Deus se compadece de quem ajuda ao pobre. Basta que leiamos o contexto. Paulo poderia também ter acrescentado outros versículos, tais como:
“Bem-aventurado o que acode ao necessitado; o SENHOR o livra no dia do mal. O SENHOR o protege, preserva-lhe a vida e o faz feliz na terra; não o entrega à discrição dos seus inimigos. O SENHOR o assiste no leito da enfermidade; na doença, tu lhe afofas a cama.” (Salmos 41:1-3 RA)
“Quem se compadece do pobre ao SENHOR empresta, e este lhe paga o seu benefício.” (Provérbios 19:17 RA)
“O que semeia a injustiça segará males; e a vara da sua indignação falhará. O generoso será abençoado, porque dá do seu pão ao pobre.” (Provérbios 22:8-9 RA)
Foi com base em promessas assim, de Deus abençoar quem ajuda “ao pobre”, que Paulo comparou tais ofertas a sementes.
Isso é muito diferente de levantar-se ofertas para se manter programas na televisão, cujo minuto é caríssimo e o benefício, duvidoso. E o pior é que a maioria desses programas nem sequer está pregando o verdadeiro evangelho de Cristo! A maioria das pregações da TV é voltada para satisfazer os interesses do homem.
O fato é que o verdadeiro evangelho causa aversão na maioria das pessoas, porque poucos querem se arrepender de seus pecados e passar a viver em Cristo para salvação. Isso é um dilema para os evangelistas da televisão. Como manter seus programas na TV dizendo a verdade para as pessoas, se essa verdade lhes fará trocar de canal? Sendo assim, os tele-evangelistas fazem um tremendo esforço para agradar seus telespectadores, trocando a verdade por palavras agradáveis e acrescentando promessas grandiosas, a fim de aumentar a audiência e o número de fiéis “semeadores”.
Mas, esta é a verdade: quem ajuda a pagar caros programas evangélicos não pode esperar colheita de coisa alguma, a não ser de possíveis escândalos, como se tem visto ultimamente. Quero deixar como exemplo um episódio lamentável. Enquanto outros canais de televisão mostravam o número de uma conta bancária para ajudar os desabrigados das chuvas, que vitimaram milhares de pessoas no estado do Rio de Janeiro, um famoso pastor mostrava o número de três contas bancárias para que “semeassem” no seu ministério. E, detalhe, sementes de mil reais! Quem não tivesse mil reais poderia parcelar sua “semente” em várias prestações, a fim de não perder a fabulosa colheita de bênçãos e ainda ganhar um lindo certificado do seleto “CLUBE DE 1 MILHÃO DE ALMAS”. Ao invés desse pastor aderir à campanha pelas vítimas das chuvas, entre as quais algumas que perderam tudo, ele preferiu pedir dinheiro para bancar suas mega cruzadas. E, ainda que o dinheiro seja gasto nisso, tais cruzadas evangelísticas não atingem nem de longe o alvo a que se propõem. [3]
Respaldo minha afirmativa no depoimento de Billy Graham, maior evangelista do século XX. Após analisar suas inúmeras cruzadas, ele chegou a uma conclusão alarmante. Pelos seus cálculos, dentre todos que assinaram “cartões de decisão” em suas cruzadas, somente três por cento procuraram uma igreja e chegaram a passar pelas águas do batismo. Apenas três por cento!
Sendo assim, se você almeja receber algum benefício do Senhor, uma verdadeira colheita (que não se trata de bênçãos, mas de ser uma bênção) semeie da forma bíblica e correta: não deixe de socorrer o necessitado, se compadeça do pobre, reparta com ele o seu pão (Sl 41:1; Pv 19:17; 22:8). Muitas vezes trata-se de prestar socorro a um irmão que passa necessidade no campo missionário - e, de fato, devemos primeiro ajudar aos domésticos da fé.
E, por falar em missões, lembre-se que a forma de evangelismo mais eficaz que existe é a prática do amor ao próximo. Aliás, essa é a verdadeira semente de Deus o amor.
“Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.”
(1 João 3:18 RC)
Notas
[1] Devo confessar que eu mesmo, no passado, fui vítima desta heresia. Por não conferir o contexto, cheguei a ensinar a tal “lei da semente”, erro que, pela misericórida de Deus, não demorei a corrigir.
[2] A respeito da Teologia da Prosperidade confira o seguinte texto, clicando aqui.
[3] Confira o seguinte vídeo (ou texto), a respeito de cruzadas missionárias, clicando aqui.
21 março 2010
PARÁBOLA PARA ESTA GERAÇÃO
Por Alan Capriles
Certo rei partiu para uma terra distante e nomeou ministros para cuidarem de seu reino. A princípio, eles foram bem sucedidos. Plantaram boas sementes, vigiaram contra o aparecimento de pragas, ampliaram os limites do reinado, contrataram novos obreiros e os ensinaram como plantar e colher em todo tempo. Faziam tudo de acordo com os estatutos deixados pelo rei.
Mas, com o passar do tempo, novos ministros assumiram a gestão dos antigos. E, a cada nova gestão, cada ministro decretava novidades que não haviam sido ordenadas pelo rei. Como este demorava em retornar, cada ministro ensinava o que lhe favorecia, e já não havia mais unidade entre eles.
Estas notícias chegaram ao rei, que enviou emissários ao seu reinado, a fim de que os ministros, obreiros e todo o povo se arrependesse, voltando a fazer a sua vontade. Os emissários percorreram o reino, tocando trombetas e dizendo: "O rei está voltando!". E os alertaram da terrível punição que sofreriam os desobedientes.
Porém, ao invés de promoverem uma reforma segundo os estatutos do reino, os ministros tiveram outra idéia: convencer ao rei do quanto o amavam, cantando e dançando para ele.
Sendo assim, os ministros convocaram os obreiros para congressos, a fim de proclamar o início de uma nova e chamada santa geração. Uma geração de adoradores, qua agradaria o rei compondo músicas e criando danças para ele, a fim de que sua ira fosse aplacada no seu retorno.
Isto agradou tanto, que os ministros foram exaltados pelo povo, que agora lhes prestigiavam com grandes títulos e honrarias. E lhes davam até seu pouco dinheiro, pois estavam felizes com suas promessas de que todos também seriam líderes.
Os obreiros já não tinham tempo para selecionar as sementes, preparar a terra, proteger os frutos, ou mesmo fazer a colheita. Só tinham tempo para ensaiar músicas e danças, e para participar de congressos, shows e festivais. Todo reino acreditava nos ministros que diziam: "O tempo de cantar chegou! O tempo de dançar chegou!" O reino todo havia se transformado numa grande festa.
Os campos estavam prontos para a ceifa, mas os ministros convenceram os obreiros de que seu trabalho agora era cantar o quanto estavam apaixonados pelo rei e desesperados por sua vinda.
Quanto aos poucos ministros e obreiros que se mantiveram fiéis aos estatutos do rei, estes foram zombados, perseguidos e até apedrejados. Afinal, eles não tinham a nova visão, a tremenda revelação, não faziam parte desta "santa geração".
E o que dirá o rei quando voltar, aos desobedientes, por mais que estes tenham cantado e dançado para ele? "Muito bem, servo bom e fiel" ou dirá "Servo inútil, aparta-te de mim e do meu reino, para as trevas exteriores, onde há choro e ranger de dentes?"
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça...
_______________________________________
“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.”
“Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?”
(Jesus Cristo - Mt 7:21 e Lc 6:46)
Certo rei partiu para uma terra distante e nomeou ministros para cuidarem de seu reino. A princípio, eles foram bem sucedidos. Plantaram boas sementes, vigiaram contra o aparecimento de pragas, ampliaram os limites do reinado, contrataram novos obreiros e os ensinaram como plantar e colher em todo tempo. Faziam tudo de acordo com os estatutos deixados pelo rei.
Mas, com o passar do tempo, novos ministros assumiram a gestão dos antigos. E, a cada nova gestão, cada ministro decretava novidades que não haviam sido ordenadas pelo rei. Como este demorava em retornar, cada ministro ensinava o que lhe favorecia, e já não havia mais unidade entre eles.
Estas notícias chegaram ao rei, que enviou emissários ao seu reinado, a fim de que os ministros, obreiros e todo o povo se arrependesse, voltando a fazer a sua vontade. Os emissários percorreram o reino, tocando trombetas e dizendo: "O rei está voltando!". E os alertaram da terrível punição que sofreriam os desobedientes.
Porém, ao invés de promoverem uma reforma segundo os estatutos do reino, os ministros tiveram outra idéia: convencer ao rei do quanto o amavam, cantando e dançando para ele.
Sendo assim, os ministros convocaram os obreiros para congressos, a fim de proclamar o início de uma nova e chamada santa geração. Uma geração de adoradores, qua agradaria o rei compondo músicas e criando danças para ele, a fim de que sua ira fosse aplacada no seu retorno.
Isto agradou tanto, que os ministros foram exaltados pelo povo, que agora lhes prestigiavam com grandes títulos e honrarias. E lhes davam até seu pouco dinheiro, pois estavam felizes com suas promessas de que todos também seriam líderes.
Os obreiros já não tinham tempo para selecionar as sementes, preparar a terra, proteger os frutos, ou mesmo fazer a colheita. Só tinham tempo para ensaiar músicas e danças, e para participar de congressos, shows e festivais. Todo reino acreditava nos ministros que diziam: "O tempo de cantar chegou! O tempo de dançar chegou!" O reino todo havia se transformado numa grande festa.
Os campos estavam prontos para a ceifa, mas os ministros convenceram os obreiros de que seu trabalho agora era cantar o quanto estavam apaixonados pelo rei e desesperados por sua vinda.
Quanto aos poucos ministros e obreiros que se mantiveram fiéis aos estatutos do rei, estes foram zombados, perseguidos e até apedrejados. Afinal, eles não tinham a nova visão, a tremenda revelação, não faziam parte desta "santa geração".
E o que dirá o rei quando voltar, aos desobedientes, por mais que estes tenham cantado e dançado para ele? "Muito bem, servo bom e fiel" ou dirá "Servo inútil, aparta-te de mim e do meu reino, para as trevas exteriores, onde há choro e ranger de dentes?"
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça...
_______________________________________
“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.”
“Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?”
(Jesus Cristo - Mt 7:21 e Lc 6:46)
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