19 setembro 2013

QUEM REALMENTE SERVE A JESUS?

Pregação em áudio



"Se alguém me serve, siga-me 
e onde eu estou, ali estará também o meu servo.
E, se alguém me servir, o Pai o honrará."

Jesus Cristo

(João 12:26)

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29 agosto 2013

DEZ CONSELHOS PARA PREGADORES INICIANTES

Por Alan Capriles

Eventualmente sou procurado por pregadores iniciantes, os quais me pedem conselhos sobre o que e como devem pregar. Sendo assim, por que não deixar por escrito algumas dicas? Talvez elas sirvam não somente aos iniciantes, mas também àqueles que desejam se aprimorar no dom que Deus lhes concedeu. Não que eu seja melhor do que ninguém, mas creio que após tantos anos pregando o evangelho, orando por esse ministério, e observando outros pregadores, eu deva ter algo de proveitoso para dizer sobre o assunto. Portanto, o que segue são os dez conselhos mais importantes que eu gostaria que alguém tivesse dado a mim mesmo no início do meu ministério. São conselhos valiosos, testados na prática.[1] Leia-os cuidadosamente, examinando com sinceridade não somente a maneira como elabora sua pregação, mas principalmente sua vida como pregador.[2]

1 - Pregue somente no texto bíblico que estiver "ardendo" em seu coração. Se você não estiver empolgado com sua mensagem, ninguém mais estará. 
Pregadores iniciantes geralmente procuram na Bíblia um texto para se pregar. Jamais devemos fazer isso! Nossas mensagens devem originar-se naturalmente, do hábito de nossa leitura bíblica diária. Cultivando esse hábito é inevitável que, durante a semana, não venhamos a ser impactados por algo que tenhamos lido. É dessa meditação nas Escrituras que surgem as pregações expositivas, ou seja, que expõem o texto bíblico.[3] Essas mensagens são as mais edificantes. Devemos evitar as chamadas pregações temáticas, pois esse tipo de mensagem raramente nasce de um texto, mas daquilo que o próprio pregador decidiu dizer, usando o texto apenas a pretexto de um tema.

2 – Faça seu próprio esboço, ao invés de usar o de outra pessoa. 
Obviamente, o uso do esboço não é obrigatório, mas, caso você venha utilizá-lo, evite usar um esboço de terceiros. Mesmo que seja um esboço de Charles Spurgeon, faça o seu próprio esboço, segundo o que Deus estiver falando ao seu coração. Pregadores iniciantes geralmente caem na tentação de procurar esboços prontos, mas é preferível pregar sem esboço algum a usar um esboço que não tenha nascido de sua própria meditação nas Escrituras.

3 – Ao elaborar seu esboço, escreva o mínimo possível. O esboço é apenas um guia, não é a pregação escrita. 
O esboço não é para ser lido, mas apenas consultado durante a mensagem.[4]  Tomando esse cuidado você conseguirá pregar olhando diretamente para as pessoas e não para o papel. Pregadores iniciantes costumam escrever a pregação no papel, pensando que isso é fazer um esboço, e depois ficam lendo as páginas daquilo que escreveram, sem olhar para os ouvintes – isso mata qualquer pregação! Para não cometer esse erro, anote em seu esboço somente as referências bíblicas e as “palavras chave” que o farão lembrar-se do que deve dizer, ou por qual caminho pretende seguir. Imagine os pontos do seu esboço como se fossem estações de trem, as quais apenas pontuam o caminho pelo qual ele deve passar e que o conduzem ao seu destino final – nesse caso, a conclusão da sua mensagem.

4 - Uma boa pregação tem um só propósito, um alvo bem definido. 
Esse alvo, também chamado de proposição, precisa ser dito logo na introdução da mensagem. Os ouvintes querem saber a respeito do que você irá falar, e se você não esclarecer isso logo no início da mensagem dificilmente eles lhe darão atenção no restante da mesma. O ideal é que a proposição seja clara, bem enfatizada e relembrada no decorrer de toda a pregação.

5 – Os pontos da mensagem precisam estar ligados ao seu propósito e aos ouvintes. 
Não é necessário haver muitos pontos em sua mensagem para que você comprove o que deseja enfatizar. Três pontos é o ideal; quando muito, quatro. Sete pontos torna a mensagem extensa demais. Dez pontos, nem pensar! Mas todos eles devem originar-se do texto e estar ligados à proposição, ou seja, devem ter algo a ver com o foco da sua mensagem. E não somente isso, mas os pontos precisam também estar ligados aos ouvintes, ou seja, devem ter alguma significação para suas vidas. Durante toda a mensagem o pregador deve deixar claro porque a Palavra que ele está pregando tem relevância para os seus ouvintes e como ela se aplica em suas vidas. O desprezo em se aplicar a mensagem na vida dos ouvintes é o que a torna desinteressante e, consequentemente, cansativa. Infelizmente, muitos pregadores cometem esse erro.

6 - Não sobrecarregue sua mensagem com referências bíblicas. 
Basta uma referência para cada ponto da mensagem. Raramente é necessário mais do que isso. Ou seus ouvintes creem na Palavra, ou não!

7 – Toda pregação do evangelho deve se fundamentar em Cristo. 
Sendo assim, compare o que pretende dizer com o que Cristo ensinou. Tenha certeza absoluta de que você não estará pregando ensinamentos errôneos. Isso é muitíssimo importante! Na dúvida, seja humilde e pergunte ao seu pastor.

8 - Seja você mesmo. 
Não tente imitar outros pregadores, tenha seu próprio estilo. Se você não acreditar em você, ninguém mais acreditará. Lembre-se também de que não adianta pregar uma coisa e viver outra. O exemplo do pregador fala mais fortemente que sua pregação.

9 - Por mais dura que seja a mensagem, pregue com amor. 
Tenha compaixão pelas almas. Termine sempre sua pregação semeando esperança e fé nos seus ouvintes, lembrando-lhes da misericórdia Deus, o qual é poderoso para transformá-los e transformar suas vidas. Conclua sua mensagem positivamente, motivando seus ouvintes a uma conversão genuína, por meio do arrependimento e da confissão de pecados em oração.

10 - Gaste tempo meditando e orando sobre sua mensagem. 
Não há nada pior para um pregador do que ele estar desprovido da unção. Portanto, cultive uma vida de oração. Encha-se do Espírito Santo e permita que Ele pregue através de você. Não cofie em si mesmo, mas na unção de Deus que opera através da sua vida.

Siga esses conselhos e sua pregação certamente será uma bênção! Dizer isso me fez lembrar que devo acrescentar algo muito importante. Mais cedo ou mais tarde ocorrerá aplausos durante a sua pregação, algo que você não deve forçar, mas que acontecerá espontaneamente. Sempre que isso ocorrer lembre-se de que esses aplausos não são para você, mas para a Palavra de Deus que está sendo pregada. Não há nada pior que um pregador soberbo, que busca glória para si mesmo. Mantenha-se sempre humilde. Somente a Deus seja a glória.

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Notas:

[1] Para ouvir algumas mensagens que preguei, clique aqui.

[2] Sei que alguns leitores tem uma ideia negativa quanto à pregação. Creio que tenham sido influenciados pela leitura do livro Cristianismo Pagão, de Frank Viola. Apesar de eu concordar com praticamente tudo que há nessa obra fantástica, faço uma ressalva quanto ao seu ponto de vista acerca do sermão. A meu ver, Viola radicalizou a questão, olhando com maus olhos algumas características que não são negativas em si mesmas. Por exemplo, o fato de se pregar ou não atrás de um púlpito não faz diferença alguma. Preguei durante anos em praças públicas e sei, pela prática, que o resultado é o mesmo. Outro argumento defendido por Viola, o de que “interrupções por parte da audiência eram comuns” nas pregações do Novo Testamento, simplesmente não se sustenta. Basta uma leitura do livro de Atos para que vejamos que as pregações não eram diálogos, mas proclamações do evangelho. Além do mais, não é proibido que alguém pergunte ou faça comentários durante uma pregação, coisa que já aconteceu comigo algumas vezes e que encarei com simpatia e atenção. Porém, a mais estranha crítica de Viola foi ele condenar que a pregação ocorra “pelo menos uma vez por semana” como se isso fosse algo negativo. Será que ele está sugerindo que devêssemos pregar menos?! Ora, quanto mais se proclamar o evangelho, melhor! Por outro lado, concordo plenamente que a pregação deve ser algo espontâneo, segundo a direção do Espírito Santo. O que Frank Viola esquece, ou ignora, é que o bom pregador se entrega à direção do Espírito Santo desde antes da preparação de um esboço, sendo este também preparado debaixo da mesma unção. O resultado são vidas impactadas e transformadas pela exposição da Palavra de Deus, fato que tenho testemunhado por toda a minha vida como pregador do evangelho. E por isso continuo pregando. 

[3] Para quem deseja se aprofundar no assunto da pregação expositiva, indico a leitura de A Importância da Pregação Expositiva para o Crescimento da Igreja, excelente livro de Hernandes Dias Lopes.

[4] Pregar sem esboço é o ideal. Mesmo que você elabore um rascunho, contendo a introdução, proposição, pontos da mensagem e conclusão, procure memorizar tudo e tente pregar sem a dependência do papel.

Alan Capriles

26 julho 2013

A VERDADEIRA RELIGIÃO



Vídeo com trecho final* de uma de minhas pregações. Vale a pena assisti-lo até o fim.
Que a Palavra de Cristo fale ao seu coração, para a glória de Deus.
“Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita:
Vinde, benditos de meu Pai!
Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.
Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber;
era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes;
enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me.
Então, perguntarão os justos:
Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer?
Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos?
Ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar?
O Rei, respondendo, lhes dirá:
Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos,
a mim o fizestes.”
(Jesus Cristo - Mt 25:34-40)
"A religião pura e imaculada
diante de nosso Deus e Pai é esta:
visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições
e guardar-se a si mesmo
isento da corrupção do mundo."
(Tiago 1:27)
“Deus é amor
e aquele que permanece no amor
permanece em Deus, e Deus, nele.”
(1 João 4:16)
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* O áudio completo dessa mensagem pode ser ouvido gratuitamente online clicando aqui.
Seu título é "Vinho novo em odres novos" e foi pregada na IBC em 21/Jul/2013.

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03 julho 2013

OS DITOS DE "JESUS" NO EVANGELHO SEGUNDO TOMÉ

Por Alan Capriles

O relato de testemunhas oculares deu origem a muitos textos acerca de Jesus, os quais, acredita-se, foram escritos a partir de meados do primeiro século. Há evidências disso até mesmo nos evangelhos canônicos, onde Lucas, por exemplo, inicia seu relato reconhecendo já existirem muitas outras narrativas acerca de Cristo, fato que João parece também indicar no último versículo de seu evangelho. É quase certo que a maioria desses manuscritos tenham se perdido - primeiro devido a natural preferência pelos evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João, que eram os melhores textos e, por isso, os mais copiados; e, segundo, porque a canonização desses tornou aqueles outros "apócrifos" e, consequentemente, proibidos. [1] 

No entanto, a despeito de toda a perseguição, alguns manuscritos conseguiram sobreviver e foram sendo descobertos com o passar dos séculos. O achado mais significativo ocorreu em 1945, no alto Egito, quando um camponês de Nag Hammadi encontrou uma jarra selada contendo 52 tratados divididos em treze códices de papiro embrulhados em couro. Acredita-se que esses textos foram preservados por cristãos gnósticos no século IV, quando uma ordem do bispo de Alexandria determinou que todos os documentos considerados heréticos fosses destruídos, principalmente os que contivessem a influência do Gnosticismo. [2]

Dentre os tratados, o que mais chamou a atenção foi o Evangelho de Tomé, uma coleção de 114 ditos atribuídos a Jesus. Apesar de escrito em copta, especialistas afirmam que esse texto foi traduzido do grego, com sua datação original podendo oscilar entre o ano 50 e o início do segundo século. Essa descoberta confirmou a suspeita de terem existido evangelhos contendo apenas ditos do Senhor e fortaleceu a tese de que o material comum somente a Mateus e Lucas tenha se originado de um evangelho assim: o hipotético evangelho Q (de Quelle - Fonte em francês). 

O fato é que o evangelho de Tomé apresenta muitos versos similares ao que encontramos nos evangelhos sinóticos, como, por exemplo: "nada há de oculto que não seja manifestado", "quem tem ouvidos ouça", "tira a trave do teu olho", "se um cego guiar outro cego, ambos cairão no abismo", assim como as parábolas do semeador, do trigo e o joio, do grão de mostarda e dos vinhateiros. Apesar da similaridade com os sinóticos, essas passagens são menos rebuscadas no Evangelho de Tomé, o que sugere sua composição para um estágio mais antigo da tradição oral. 

Todavia não devemos concluir que tudo que há em Tomé seja confiável somente porque esse evangelho representa uma tradição mais antiga. O correto é reconhecermos que o evangelho de Tomé nos apresenta  alguns ditos autênticos de Jesus, oriundos da tradição oral, mas que foram acrescidos de ensinamentos gnósticos, que nada tem a ver com o Nazareno. O mesmo, aliás, pode ter ocorrido com outros evangelhos apócrifos, desde que esses também tenham resquícios da tradição oral, o que parece estar comprovado em Tomé. 

Sendo assim, é bem provável que evangelhos apócrifos contenham alguns ditos autênticos de Jesus que não foram lembrados nos evangelhos canônicos. O livro de Atos corrobora com essa possibilidade ao relatar que Paulo teria citado um dito de Jesus que não consta nos evangelhos canônicos: "Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber." (Atos 20:35) De onde Paulo tirou isso? Se ainda não haviam evangelhos escritos, certamente essa frase foi transmitida por alguma tradição oral que preservava o que Jesus teria ensinado. Foram as tradições orais, ou seja, o que era contado por testemunhas oculares, que deram origem aos evangelhos - não somente os canônicos, mas também outros evangelhos escritos na mesma época, como o Evangelho de Tomé. 

Sob essa premissa, o que nos cabe agora é a empolgante tarefa de buscarmos ditos autênticos de Jesus nos evangelhos considerados apócrifos. Apesar da mistura com o gnosticismo, tais evangelhos podem estar guardando ensinamentos preciosos do Senhor - ensinamentos que, além de não contradizer nossos tão queridos evangelhos canônicos, poderão aprofundar o entendimento que temos desses evangelhos - ou melhor, do único e autêntico evangelho de Cristo.

Finalizo com minha própria análise do Evangelho de Tomé, selecionando os ditos exclusivos a esse evangelho que me parecem autênticos, nascidos no coração do Senhor, posto que falam profundamente ao meu coração: 
Jesus disse: Aquele que procura, não cesse de procurar até quando encontrar; e quando encontrar ficará perturbado; e ao perturbar-se, ficará maravilhado e reinará sobre o Todo. (v.2)
Jesus disse: Se aqueles que vos guiam vos disserem: vê, o Reino está no céu, então os pássaros vos precederão. Se vos disserem: ele está no mar, então os peixes vos precederão. Mas o reino está dentro de vós e está fora de vós. (v.3a)
Jesus disse: “Bendito aquele que era antes de existir. Se vos tornardes meus discípulos e ouvirdes minha palavra, estas pedras vos servirão. (v.19a)
Disse Jesus: Ama teu irmão como tua alma, protege-o como a pupila dos teus olhos. (v.25)
Disse Jesus: se dois fizerem as pazes em uma casa dirão à montanha: mova-te, e ela se moverá. (v.48)
Disse Jesus: aquele que conheceu o mundo encontrou um cadáver, e aquele que encontrou um cadáver, o mundo não serve para ele. (v.56)
Felizes daqueles que forem perseguidos em seu coração; estes são os que na verdade conhecem o Pai. (v.69a)
Disse Jesus: se derdes à Luz o que tendes dentro de vós, o que tendes dentro de vós vos salvará. Se não tendes dentro de vós, o que não tendes dentro de vós vos matará. (v.70)
Disse Jesus: muitos estão à porta, mas somente os solitários entrarão na câmara nupcial. (v.75)
Disse Jesus: Se tiveres dinheiro, não o emprestes a juros, mas dá-o àquele que não vai pagar-te. (v.95)
Disse Jesus: Aquele que beber de minha boca tornar-se-á como eu, e eu mesmo tornar-me-ei ele, e todas as coisas ocultas ser-lhe-ão desveladas. (v.108)
Seus discípulos disseram a ele: Quando virá o Reino? Disse Jesus: Ele não virá só por esperá-lo; não dirão: Ei-lo aqui! Ou ei-lo acolá! Mas o Reino do Pai está espalhado sobre a terra e os homens não o veem. (v.113) 
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Por Alan Capriles
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[1] Evangelhos canônicos e apócrifos
- Canônico é o nome que se dá aos livros admitidos pela igreja como sendo inspirados pelo Espírito Santo. A lista foi definida no Concílio de Nicéia, em 325, na qual somente quatro evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) foram admitidos como sagrados.
- Apócrifo (do grego apokryphos, pelo latim apokryphu) significa, literalmente, algo oculto, secreto. Na antiguidade o termo designava livros pertencentes a seitas secretas, mas posteriormente passou-se a usar o termo apócrifo para qualquer livro considerado herético. Além de Tomé, há dezenas de outros evangelhos apócrifos, destacando-se os de Pedro, de Felipe, de Maria Madalena e o polêmico evangelho de Judas, descoberto em 2006.

[2] Gnosticismo
A palavra "gnóstico" vem do termo grego gnosis, que significa "conhecimento". O gnosticismo se aplica a diversos grupos de cristãos esotéricos que proliferaram no século II. Seus adeptos formulavam outra ideia de Cristo. Viam-no como uma emanação do Pneuma ou o Espírito do Pai, e o chamavam de Ophis, ou símbolo da Sabedoria divina manisfestada na matéria. Acreditavam que o conhecimento, e não a fé, era o caminho para a salvação.

26 junho 2013

EM PARTE CONHECEMOS


Por Russel Norman Champlin
"Porque em parte conhecemos
e em parte profetizamos"
(Paulo - 1Coríntios 13:9)


Nosso conhecimento é parcial, até mesmo com a ajuda dos mais elevados dons da sabedoria e do conhecimento. 

Essa admissão e declaração, feitas pelo apóstolo, deveria ensinar-nos a sermos cautelosos quando cercamos a Deus com os nossos dogmas, como se, já sabendo tudo quanto tem importância, não precisássemos mais de fazer qualquer pesquisa honesta pela verdade. 

A tendência da religião ortodoxa é olvidar-se desse grande fato, apodando de heterodoxa qualquer opinião que não se adapte facilmente dentro dos limites dos dogmas já aceitos. 

Da covardia que teme novas verdades,
Da preguiça que aceita meias-verdades,
Da arrogância que conhece toda a verdade,
Oh, Senhor, livra-nos.
(Arthur Ford)
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Trecho de
O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo - Russel Norman Champlin - Pág. 210.

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14 junho 2013

QUEM É DEUS


                              (Leia com calma e meditativamente)


Deus é paciente,
é bondoso.

Deus não arde em ciúmes,
não se vangloria,
não se ensoberbece,
não age maldosamente,
não procura os seus interesses,
não se irrita,
não guarda rancor,
não se alegra com a injustiça,
mas regozija-se com a verdade.

Deus está disposto a tudo sofrer,
acreditar, esperar
e suportar.

Deus nunca falha,
Porque Deus... 

Deus é amor.


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Por Alan Capriles
Inspirado em 1Coríntios 13 e 1João 4:16

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27 maio 2013

OS TRÊS ESTÁGIOS DA VERDADE

"Qualquer verdade passa por três estágios: 
Primeiro, ela é ridicularizada; 
Segundo, é violentamente combatida; 
Terceiro, é aceita como óbvia e evidente."

(Arthur Schopenhauer)


... preparando o terreno para minhas futuras postagens
e preparando-me para os estágios
que terei de enfrentar.


10 maio 2013

O QUE SIGNIFICA ACEITAR JESUS

Pregação em áudio com referências em vídeo



Um dos maiores equívocos da teologia contemporânea é denunciado nesta mensagem, a qual nos conduz a uma correta compreensão do ensino de Cristo. Se possível, confira em sua Bíblia as referências que aparecem no decorrer da mensagem.

Gravado do púlpito da Igreja Bíblica Cristã em 01 de Maio de 2013.

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26 abril 2013

O QUE SIGNIFICA ACEITAR A JESUS

Por Alan Capriles

Um dos maiores equívocos da teologia foi separar a pessoa de Jesus dos seus ensinamentos. Aceitar a Jesus nada mais é do que aceitar seus ensinamentos. Se não, vejamos: 
É possível alguém ser salvo sem arrependimento de pecados?
(Segundo Jesus todos que não se arrependerem perecerão); 
É possível alguém ser salvo sem exercer o perdão?
(Jesus nos ensinou que o Pai perdoará nossos pecados da mesma maneira como perdoamos); 
É possível alguém ser salvo sem exercer o amor ao próximo?
(Jesus asseverou que a prática do amor, mais do que qualquer outra coisa, é a marca que caracteriza seus verdadeiros discípulos, pois é a base de tudo que ele ensinou). 
Como se vê, é impossível aceitar a Jesus e não aceitar seus ensinamentos, porque Jesus, ele mesmo, é o Verbo (a Palavra eterna) que se fez carne. Não podemos separar a carne do Verbo, ou seja, a pessoa do seu ensinamento. 

Sendo assim, só entra na graça que há em Cristo quem aceita sua Palavra. A verdadeira fé em Jesus se caracteriza pela prática do que ele ensinou. Quem crê, obedece. Quem desobedece, na verdade não crê e, por isso, não pode ser salvo, porque nunca aceitou realmente a Jesus. Simples, não?

"Quem crê no Filho tem a vida eterna; 
quem, porém, mantém-se em desobediência ao Filho 
não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus."
(João 3:36 - Almeida Séc. 21)
Alan Capriles
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Os argumentos acima baseiam-se nas seguintes palavras de Cristo, entre outras:

"se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis." (Lucas 13:3,5)

"se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas." (Mateus 6:15)

"Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros." (João 13:35)

19 fevereiro 2013

O TESTE FINAL PARA AS PROFECIAS DOS PAPAS


Por Alan Capriles

Não costumo escrever sobre isso, para não ser mal interpretado, mas um de meus passatempos prediletos é o estudo das profecias. Refiro-me não somente a profecias encontradas na Bíblia, mas a qualquer profecia que pareça confirmar a escatologia bíblica, ainda que esteja num livro apócrifo. Como, por exemplo, uma profecia que se encontra no livro da Ascensão de Isaías, a respeito da qual escrevi anteriormente.

Mas foi a recente renúncia do papa Bento XVI que me trouxe à memória uma suposta profecia da qual tomei conhecimento há alguns anos. Trata-se do texto que ficou conhecido como a profecia de São Malaquias, um bispo irlandês que viveu no século XII e que no ano de 1139, em visita a Roma, teria tido uma revelação divina acerca de todos os futuros papas que haveria na igreja católica [1].

O que torna essa suposta profecia interessante é sua correlação com, no mínimo, duas outras profecias, uma das quais se encontra no livro das Revelações, mais conhecido como Apocalipse. Neste artigo analisarei cada uma delas e você descobrirá porque nosso atual momento histórico é o teste final para o que chamei de “as profecias dos papas”.

A PROFECIA DE SÃO MALAQUIAS

A lista de São Malaquias [2] consta de 111 frases curtas, escritas em latim, chamadas de divisas ou lemas, e que corresponderiam a todos os futuros papas, desde Celestino II, que subiu ao trono papal em 1143, até o papa de número 111, que foi o papa Bento XVI. Relacionei a seguir, e a título de curiosidade, os três primeiros e últimos lemas desta longa lista, com sua tradução do latim para o português, bem como a data e o nome de cada papa correspondente:

1 - Ex Castro Tiberis - Do Castelo do Tibre - Papa Celestino II (1143-1144) - Guido di Castello

2 - Inimicus Expulsus - Inimigos Expulsos - Papa Lúcio II (1144-1145) - Gherardo Caccianemici dell'Orso

3 - De Magnitudine Montis - Procedente de Montemagno - Beato Eugênio III, O.Cist. (1145-1153) - Bernardo Pignatelli
...

109 - De Medietate Lunae - Da Metade da Lua - Papa João Paulo I (1978) - Albino Luciani

110 - De Labore Solis - Do Trabalho do Sol - Beato João Paulo II (1978-2005) - Karol Jozef Wojtyla

111 - De Gloria Olivae - Da Glória da Oliveira - Papa Bento XVI (2005-2013) Joseph Alois Ratzinger

Com o passar dos anos a profecia de São Malaquias foi ganhando crédito, pois cada lema parece mesmo ter alguma coisa a ver com cada papa correspondente. João Paulo II, por exemplo, que foi o papa de número 110, teve por lema a frase “Do trabalho do sol”. Intérpretes dizem que nenhum outro papa deu tantas voltas ao mundo como ele, lembrando o trabalho do sol, além do fato de que tanto seu nascimento quanto seu sepultamento tenha ocorrido durante um eclipse solar. É inegável também o fato de que o brilho pessoal de João Paulo II obscureceu a lembrança de qualquer outro papa do século passado.

Mas a lista de São Malaquias não termina com o lema de número 111, mas é acrescida de uma sinistra conclusão. Apesar de não ser numerada, a conclusão parece indicar um possível 112º papa, o qual seria o último da história da igreja católica. Mas este não é descrito por um lema e sim por uma frase que considero, no mínimo, intrigante:

"Na última perseguição à sagrada Igreja Romana reinará Pedro o Romano, que alimentará as suas ovelhas com muitas tribulações; passadas as quais a cidade das sete colinas será destruída e o juiz terrível julgará o seu povo. Fim."

A frase parece descrever um período de grande tribulação, na qual a cidade de Roma seria destruída (atentado nuclear terrorista?) e, segundo alguns, chegaria o temido dia do juízo final. Mas quem seria esse “Pedro o Romano”? E porque ele não está enumerado com os demais papas?

Há uma especulação de que possivelmente “Pedro o Romano” não seja um papa, razão pela qual não estaria enumerado. Neste caso, poderia ser o Cardeal Camerlengo que é quem tradicionalmente assume o pontificado no período de transição entre um papa e outro. Nesse caso, já sabemos que o atual camerlengo é o cardeal Tarcisio Bertone e que ele assumirá o cargo em 01 de Março de 2013. Aparentemente não há nada que o ligue a essa profecia. No entanto, uma simples investigação na Wikipédia nos revelará que seu nome completo e o nome da cidade onde nasceu parecem fazer ligação com o profetizado “Pedro o Romano” [3]:

   Seu nome completo: Tarcisio PIETRO Evasio Bertone (Confira aqui)
   Sua cidade natal: ROMANO Canavese (Confira aqui)

Note que Pietro é Pedro em italiano. No entanto, outros – e parece ser a maioria – arriscam que “Pedro Romano” será mesmo um papa. Segundo essa interpretação, ele será natural de Roma e escolherá “Pedro” como seu nome papal. Mas isso é pouco provável, pois até hoje nenhum papa teve a ousadia de usar o nome de Pedro que, segundo a igreja católica, teria sido o primeiro papa. Se o fizesse, teríamos um Pedro II assumindo o pontificado.

Mas o fato é que Bento XVI renunciou e, finalmente, as profecias dos papas serão testadas. Eu disse “as profecias” porque, na verdade, existem outras. O interessante (e é por ser interessante que escrevo este artigo) é que estas supostas profecias se relacionam, tornando este momento particularmente eletrizante para quem se interessa pelo assunto. Vejamos a próxima.

A PROFECIA DO MONGE DE PÁDUA

Quando as profecias de São Malaquias foram descobertas nos arquivos do Vaticano, em 1590, vieram acrescidas de comentários também proféticos, assinados por um homem que se intitulava Monge de Pádua. Esses comentários também vêm se confirmando com grande precisão, sendo relativos aos vinte últimos nomes da lista de São Malaquias. Relaciono abaixo as últimas seis frases, com os papas correspondentes e o possível cumprimento de cada profecia:

“Homem de grande humanidade que fala francês”
João XXIII (Papa de 1958 a 1963)
Falava francês e foi núncio apostólico em Paris antes de se tornar patriarca de Veneza. Iniciou seu pontificado visitando prisioneiros em Roma e os pobres nos hospitais, mostrando seu valor humanitário.

“A sombra do AntiCristo começará a obscurecer a Cidade Eterna”
Paulo VI (1963-1978)
No dia 7 de dezembro de 1968, este papa declarou em um discurso que “a fumaça de Satanás” tinha penetrado na Igreja por alguma fenda.

“O pastor da laguna; seu reinado será tão rápido como a passagem de uma estrela cadente.”
João Paulo I (1978)
De fato, João Paulo I faleceu 33 dias após sua eleição.

“Virá de longe e manchará a pedra com seu sangue”
João Paulo II (1978 a 2005)
O Papa João Paulo II foi oriundo da Polônia (virá de longe) ao contrário da maioria dos papas, que foram italianos. O atentado sofrido em 1981 manchou de sangue a Praça de São Pedro.

“Semeador de paz e de esperança em um mundo que vive suas últimas esperanças”
Bento XVI (2005-2013)
A renúncia de Bento XVI, segundo ele mesmo, foi para o bem da igreja, postura que é vista por muitos como a de um pacificador.

"Ele chegará a Roma de uma terra distante para encontrar tribulação e morte"
O próximo Papa. (2013 - ?)

Segundo o misterioso Monge de Pádua, o futuro papa não será italiano. Se ambas as profecias estiverem certas, se fortalece a interpretação de que “Pedro o Romano” não seria o papa, mas o cardeal camerlengo que governará durante o período de transição, conforme analisamos anteriormente.

Mas, como eu disse no início desse artigo, somente profecias que pareçam ter alguma base bíblica merecem minha atenção e estudo. De fato, esse é caso com as profecias dos papas que, segundo muitos intérpretes, relaciona-se com o capítulo 17 do livro de Apocalipse.

A PROFECIA DE APOCALIPSE 17

O capítulo 17 do livro do Apocalipse é dedicado a revelar o julgamento da “grande meretriz”, que seria uma organização (Política? Religiosa?) de alcance mundial, mas abominável aos olhos de Deus. O anjo revela uma possível localização geográfica para essa organização, a qual seria uma cidade (17:18) e estaria situada entre sete montes (v.9). Outras características também são deixadas para que possamos identificar o que seria essa “grande meretriz”. Ela seria riquíssima (v.4), teria tido relações ilícitas com os governantes da terra (v.2) e se embriagado “com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus” (v.6). Para irmos direto ao assunto, muitos teólogos deduzem que essas características apontam para a Igreja Católica, a qual tem por sede o Vaticano, uma cidade-estado erigida em Roma, que é conhecida como a cidade das sete colinas. De fato, a igreja católica tornou-se riquíssima por meio de acordos políticos, através dos quais conseguiu domínios em toda a terra. Também é notório que muito antes da chamada “santa inquisição” a igreja católica patrocinava a perseguição e morte de qualquer um que discordasse de seus termos, inclusive assassinava crentes fiéis a Jesus. Mas, o que isso tem a ver com as profecias dos papas?

Nesse mesmo capítulo 17 do Apocalipse nos é revelado a respeito de sete reis, “dos quais cinco caíram, um existe, e o outro ainda não chegou; e, quando chegar, tem de durar pouco.” (v.10) Pois bem, estes sete reis seriam os sete últimos papas. E por que somente sete papas seriam mencionados no apocalipse, se a igreja católica teve mais de duzentos papas em sua história? A explicação é simples: somente em 1929, com o Tratado de Latrão, a igreja católica se tornou um estado e o papa, consequentemente, um chefe de estado – ou seja, na linguagem de dois mil anos atrás, um “rei”.

Se contarmos os “reis” da igreja católica, teremos a seguinte relação e contagem dos papas:

  1º) Papa Pio XI (1922 -1939)
  2º) Papa Pio XII (1939-1958)
  3º) Papa João XXIII (1958-1963)
  4º) Papa Paulo VI (1963-1978)
  5º) Papa João Paulo I (1978)
  6º) Papa João Paulo II (1978-2005)
  7º) Papa Bento XVI (2005-2013)

No entanto, assim como ocorre com a profecia de São Malaquias, o capítulo 17 do Apocalipse nos fala de mais alguém que governará, um personagem sinistro que está fora dessa lista e que viria após o sétimo “rei”:

“E a besta, que era e não é, também é ele o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a destruição.” (v.11)

Não pretendo aqui explicar o termo “besta”, uma vez que não é o objetivo desse artigo. O máximo que posso dizer é que muitos teólogos o identificam com o “anticristo”, uma figura maligna e mundialmente influente que surgiria no final dos tempos para perseguir a igreja e enganar o mundo [4].

Mas, voltando à nossa análise, note que há semelhanças entre esse oitavo rei do apocalipse e o vigésimo papa da lista do Monge de Pádua, que é também o 112º da lista de São Malaquias . Além de todos darem fim a cada listagem, o período de governo desse possível papa será de tribulação e terminará com a destruição da cidade entre as sete colinas. Segundo o Apocalipse, a cidade será consumida no fogo em um só dia (18:8), sua fumaceira será vista de longe (18:9) e todos terão que manter distância, por medo de seu tormento (18:10). Esse quadro lembra uma explosão nuclear, cujos efeitos da radiação obrigam as pessoas a manter distância do local atingido.

Em suma, as profecias que analisamos indicam que o sucessor do papa Bento XVI será o último líder da igreja católica apostólica romana. Não apenas isso, mas ele testemunharia a destruição do Vaticano e, possivelmente, de toda a cidade de Roma.

Contudo, não há motivo para pânico. O mais provável é que tais acontecimentos nunca venham ocorrer. A história demonstra que praticamente todos os intérpretes de profecias têm duas coisas em comum: primeiro, cada um deles tem a certeza absoluta de que está certo; e, segundo, o tempo comprova que todos estavam errados. O fato é que chegou o momento do teste final para as profecias dos papas e somente o tempo irá dizer se os seus intérpretes estavam certos ou não.

O que temos a fazer é prosseguir com nossas vidas, amando, vigiando e orando cada dia mais. Não por medo de um possível anticristo, ou de uma terceira guerra mundial, mas porque amar a Deus e ao próximo é o ensinamento de Cristo para qualquer discípulo, em qualquer tempo e em todo lugar.

Alan Capriles

[1] Um documentário do History Channel que explica a profecia de São Malaquias você encontra aqui.
[2] A lista completa dos papas profetizados por São Malaquias você encontra aqui.
[3] Sobre Tarciso Bertone você encontra informações aqui e aqui.
[4] Alguns crêem que o Papa João Paulo II ressuscitará e que ele é o anticristo(!). Assista o vídeo aqui. 

18 fevereiro 2013

EXPERIÊNCIAS COM DEUS

Qual a importância de nossas experiências pessoais com Deus?




Há momentos em nossa caminhada onde somente a certeza plena de que Jesus é o Cristo poderá sustentar nossa fé. Tal certeza não se dá por meio da teologia ou do testemunho de outros irmãos, mas de nossas próprias experiências pessoais com Deus.

Assim ocorreu com Paulo, o apóstolo. Não foi seu conhecimento teológico , ou o testemunho dos mártires cristãos que o converteram a Cristo, mas a sua própria experiência com Deus no caminho para Damasco.

Nessa mensagem, pregada do púlpito da Igreja Bíblica Cristã em 10 de Fevereiro de 2013, abro meu coração e revelo algumas de minhas experiências pessoais com Deus e de como elas foram cruciais para que eu não desistisse do meu chamado pastoral.

Após ouvir essa mensagem sinta-se a vontade não somente para comentá-la, mas principalmente para compartilhar conosco as suas próprias experiências pessoais com Deus.

Alan Capriles

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16 fevereiro 2013

A MAIS NOVA (PER)VERSÃO DA BÍBLIA

Por Alan Capriles

Enquanto me esforço no estudo do grego, a fim de melhor compreender os textos do Novo Testamento, sou informado da mais recente versão da Bíblia, se é que podemos chamar isso de versão. Apesar de ser ainda uma proposta digital e independente, não duvido que em breve algum editor ganancioso e sem escrúpulos comprará os direitos para publicação. Confira um trecho que, a meu ver, mais parece uma piada de mau gosto:

Chegando um playboyzinho perto de Jesus, puxava saco dele: "Bom mestreeeeeeeeee... o que eu preciso fazer pra descolar essa tal vida eterna, heim?". E Ele respondeu: "Pode parar com a adulação. Bom é o pai, eu sou bonzinho. Mas tipo, se quer curtir a balada da vida eterna, obedece os mandamentos". E o playboy retrucou: "Que mandamentos?". Jesus continou a bordoada: "Não mate, não roube, não minta, não pegue a mulher de ninguém, respeite seus pais e ame as outras pessoas como se elas fossem você mesmo". O playboy então respondeu: "Qualé Jesus... eu sempre fiz isso aí tudo. Se tem um cara bom nessas paradas, sou eu. Que mais eu preciso fazer?". E Jesus soltou o hadouken final: "Se você quer ser 'o cara', então vende tudo o que tem e dá pra quem não tem nada. Faz a diversão dos pobres, mano! Aí vem viver comigo, nessa nossa vida loka". Então o cara abaixou a cabeça e saiu de fininho, por que era rico pra caramba e sentiu pena de se livrar dos carros, videogames, da empresa e do apartamento no Guarujá.
Jesus continou esculhambando: "É mais fácil ganhar uma briga do Chuck Norris, do que entrar gente rica no céu". Os discípulos já ficaram alvoroçados com essa conversa: "Vixi! Então quem vai conseguir ser salvo? Tamo perdido!". E Jesus ensinava: "Salvar-se é realmente impossível. Mas relaxem, por que Deus pode fazer qualquer coisa".
Pedro fez questão de perguntar qual o futuro deles mesmos, só pra prevenir. E Jesus explicou: "Vocês que largaram tudo pra serem meus seguidores, vou garantir umas cadeiras estilosas no céu, pra julgarem as doze tribos de Israel. Quem deixou as coisas materiais ou a família por minha causa, vai receber cem vezes mais no céu (menos sogra, claro), além da vida eterna."
A princípio, quando me deparei com a perversão acima, eu havia decido não comentar sobre o assunto. Mas depois, refletindo melhor a respeito, considerei ser uma boa oportunidade para escrever o que penso sobre as diversas versões (e perversões) da Bíblia. Para ser franco e objetivo, minha opinião é que até o presente momento ainda não temos uma versão que seja, ao mesmo tempo, verdadeiramente fiel aos melhores manuscritos e de fácil leitura para o povo brasileiro.

Penso que, para ser fiel ao que o autor bíblico pretendia dizer (e considero isso importantíssimo), não precisamos necessariamente usar palavras estranhas ao nosso vocabulário. E, por outro lado, para que todos compreendam os textos, não precisamos alterar frases. Existem alternativas, mas elas parecem não ser levadas em conta pelos atuais tradutores, que vão de um extremo a outro.

Percebo também que parte desse problema está numa quase idolatria dos evangélicos pela versão de João Ferreira de Almeida, como se fosse ele mesmo quem tivesse escrito os textos originais da Bíblia. Já está comprovado que essa versão contém erros de tradução e que não foi baseada nos melhores manuscritos em hebraico e grego. Mas muitos evangélicos insistem teimosamente nessa versão. Aliás, a Sociedade Bíblica Brasileira já está preparando mais uma repetição do mesmo tema, que será uma atualização da versão Almeida Revista e Atualizada. Como será que irão chamá-la depois de pronta? Talvez seja "Almeida Revista e Reatualizada".

Brincadeiras a parte, o fato é que não temos uma versão em português que seja realmente fiel aos melhores manuscritos das Escrituras e adequada para o povo brasileiro. Sendo assim, aconselho que cada um, assim como eu, se esforce em estudar o grego. Ao menos as principais passagens. Não que isso seja necessário para a sua salvação, mas certamente irá lhe salvar de versões pervertidas que não sejam tão evidentes como a que publiquei nesse artigo.

Alan Capriles

01 dezembro 2012

DISCÍPULOS DE CRISTO OU DISCÍPULOS DE CRISTIANISMO?

A diferença entre se dizer cristão e ser um verdadeiro filho de Deus




Áudio da mensagem que preguei do púlpito da Igreja Bíblica Cristã em 30 de Setembro de 2012, baseado no texto de Lucas 6:20-49, o qual pode ser conferido a seguir:
20 Então, olhando ele para os seus discípulos, disse-lhes: Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus.
21 Bem-aventurados vós, os que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, os que agora chorais, porque haveis de rir.
22 Bem-aventurados sois quando os homens vos odiarem e quando vos expulsarem da sua companhia, vos injuriarem e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do Homem.
23 Regozijai-vos naquele dia e exultai, porque grande é o vosso galardão no céu; pois dessa forma procederam seus pais com os profetas.
24 Mas ai de vós, os ricos! Porque tendes a vossa consolação.
25 Ai de vós, os que estais agora fartos! Porque vireis a ter fome. Ai de vós, os que agora rides! Porque haveis de lamentar e chorar.
26 Ai de vós, quando todos vos louvarem! Porque assim procederam seus pais com os falsos profetas.
27 Digo-vos, porém, a vós outros que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam;
28 bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam.
29 Ao que te bate numa face, oferece-lhe também a outra; e, ao que tirar a tua capa, deixa-o levar também a túnica;
30 dá a todo o que te pede; e, se alguém levar o que é teu, não entres em demanda.
31 Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles.
32 Se amais os que vos amam, qual é a vossa recompensa? Porque até os pecadores amam aos que os amam.
33 Se fizerdes o bem aos que vos fazem o bem, qual é a vossa recompensa? Até os pecadores fazem isso.
34 E, se emprestais àqueles de quem esperais receber, qual é a vossa recompensa? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto.
35 Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem esperar nenhuma paga; será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo. Pois ele é benigno até para com os ingratos e maus.
36 Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai.
37 Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados;
38 dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também.
39 Propôs-lhes também uma parábola: Pode, porventura, um cego guiar a outro cego? Não cairão ambos no barranco?
40 O discípulo não está acima do seu mestre; todo aquele, porém, que for bem instruído será como o seu mestre.
41 Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio?
42 Como poderás dizer a teu irmão: Deixa, irmão, que eu tire o argueiro do teu olho, não vendo tu mesmo a trave que está no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão.
43 Não há árvore boa que dê mau fruto; nem tampouco árvore má que dê bom fruto.
44 Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto. Porque não se colhem figos de espinheiros, nem dos abrolhos se vindimam uvas.
45 O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração.
46 Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?
47 Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante.
48 É semelhante a um homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala e lançou o alicerce sobre a rocha; e, vindo a enchente, arrojou-se o rio contra aquela casa e não a pôde abalar, por ter sido bem construída.
49 Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre a terra sem alicerces, e, arrojando-se o rio contra ela, logo desabou; e aconteceu que foi grande a ruína daquela casa.
(Jesus Cristo - Lucas 6:20-49)
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