19 abril 2011

NÃO DESPERDICE A SUA VIDA


Por Alan Capriles

Estou certo de que Deus tem me ordenado a passar menos tempo na internet. E estou certo de que também você, que ora, tem ouvido nosso amoroso Pai lhe dizer a mesma coisa.

A internet, assim como a televisão, ou qualquer outra forma de entretenimento mórbido, pode se transformar num terrível desperdício de vida. Por uma simples razão: navegar na internet não é viver!

Ao meditar nisso, lembrei de um filme, que assisti quando jovem, chamado "Curtindo a Vida Adoidado". Após o jovem Ferris Bueller "curtir" bastante um dia em que matou aula, ele se vira para nós, telespectadores, e diz: "O que? Vocês ainda estão aí?! Acabou... Vão embora!"

É mais ou menos o que o Espírito Santo tem falado comigo. Às vezes estou lendo ou escrevendo algumas coisas e sinto que devo desligar o computador e orar, meditar na Palavra, visitar alguém, ir a algum lugar e compartilhar o evangelho. Coisas que eu fazia com mais freqüência antigamente.

A verdade é que antes da rede me "capturar" eu tinha muito mais tempo pra Deus e para os meus irmãos. Agora me sinto quase aprisionado.

"Você ainda está aí? Vá embora!" Essa é a voz do Espírito Santo, falando ao meu coração, agora mesmo. Olho pela janela. Vejo pessoas indo e vindo. Vidas que podem estar se perdendo, a cada clique no mouse...

Isso pode parecer duro, mas é o que sinto. Não estou desmerecendo a internet, e nem posso fazê-lo! Conheci pessoas incríveis na rede, tenho feito boas amizades e tenho aprendido muito também. Apenas estou lembrando que, por mais interessante que seja, internet não é viver. Não devemos passar tempo demais diante de um computador.

Preocupa-me perceber que alguns contatos parecem não fazer outra coisa, senão ficar "blogando" o dia todo. Digo isso com amor e sincera preocupação. Eu mesmo quase me tornei assim, mas logo percebi o perigo e, porque não dizer, a ilusão de passar horas por dia lendo, comentando e buscando algo para publicar, como se isso tivesse alguma relevância para salvação de alguém.

É o Espírito Santo quem convence o pecador, e não nossos textos, nossas críticas, nossos estudos. Deus pode até usar isso, mas que não façamos disso nosso ministério. Nosso primeiro ministério é nossa família, que sofre sem nosso amor quando passamos tempo demais na internet. Depois, sofrem nossos amigos, que não são mais visitados, sofrem os perdidos, que deixam de ser evangelizados, sofrem nossos inimigos, que não recebem mais nossas orações. E, por fim, ou melhor, desde o início, sofremos nós, que deixamos de buscar a Deus como Ele é digno de ser buscado.

Mas isto não é uma despedida. Não vou acabar com meu blog, ou deixar de visitar o blog de meus amigos. Tenho muito para escrever e muito mais ainda para aprender. Apenas não estranhem quando se passar muito tempo sem que eu escreva, ou comente seus textos.

Se eu não tiver morrido, meu silêncio pode significar que estou simplesmente fazendo isso:
vivendo.
Alan Capriles

08 abril 2011

QUANDO "NÃO PECAR" SE TORNA O PIOR DOS PECADOS

Por Alan Capriles

Antes de tudo, devo esclarecer que não faço apologia ao pecado. Digo isso por causa do título, que pode ser mal interpretado antes da leitura completa deste artigo. “O salário do pecado é a morte” e é bom que não nos esqueçamos disso.

O termo “pecar” significa, em sua origem hebraica, “errar o alvo”. Sendo assim, pecado é desviar-se do propósito de Deus para nossa vida, o alvo que Ele mesmo estabeleceu. Este alvo é sua própria glória. Existimos e vivemos para glória de Deus. (1Co 10:31)

De fato, qualquer pecado que se possa imaginar é sempre algo que não glorifica a Deus. Essa é a razão pela qual a Bíblia ensina que aquele que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado. Quando fazemos o bem, Deus é glorificado, mas quando deixamos de fazer o bem, perdemos a oportunidade de glorificar o nome do Senhor.

“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.”
(Mateus 5:16)

O FATOR MOTIVAÇÃO

Por outro lado, alguém pode estar fazendo o bem e, ao mesmo tempo, cometendo o pior dos pecados. Assim como alguém pode estar pecando gravemente ao lutar contra seus pecados. Sei que parece algo incoerente, mas não quando nos lembramos do fator “motivação”.

Por qual motivo alguém está evitando pecar e por qual razão está buscando fazer o bem? Esta é a questão fundamental.

Por exemplo, quantas são as pessoas que praticam caridade com o fim de aparecer? Foi por isso que o Senhor nos deixou a seguinte advertência:

“Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis recompensa junto de vosso Pai, que está nos céus. Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa.” (Mateus 6:1-2)

Ao mesmo tempo em que o Senhor nos ordena praticar boas obras ele também nos proíbe de fazê-las com a intenção errada. E isso tudo no mesmo sermão (Mt 5:16; 6:1-2). Ora, quando alguém faz o bem buscando glória para si mesmo, está tentando roubar a glória que só a Deus pertence. Nosso alvo deve ser sempre a glória de Deus. Quem deseja glória para si está errando o alvo, está pecando.

O MAIOR ENGANO

Pior ainda é quando alguém faz o bem, ou deixa de fazer o mal, acreditando que desta forma está comprando a vida eterna. E, de fato, muitos crentes se esforçam em cumprir os mandamentos justamente com o fim de não perder a salvação. Ao agir assim, acabam se assemelhando aos espíritas que, por desconhecerem a graça do evangelho, fazem o bem na esperança de uma reencarnação mais bem sucedida. Perceba que a motivação de ambos é semelhante: “merecer um porvir melhor”.

Mas a salvação não se alcança por merecimento. Se fosse possível comprarmos nossa salvação por meio de boas obras não teria sido necessário que Deus enviasse seu Filho ao mundo para tomar sobre si nossos pecados. E, ainda mais grave, quando “evitamos pecar” buscando aprovação de Deus é como se negássemos que a obra da salvação foi consumada na cruz.

“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs como propiciação, pela fé, no seu sangue, para demonstração da sua justiça por ter ele na sua paciência, deixado de lado os delitos outrora cometidos; para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus.”
(Romanos 3:23-26)

A MOTIVAÇÃO CORRETA

Isto não significa que devamos continuar pecando deliberadamente. Muito pelo contrário! Quanto mais tomamos consciência de que foi por causa de nossos pecados que o Senhor morreu na cruz, tanto mais devemos viver para glória de Deus, evitando a prática do pecado. Mas agora, evitaremos o pecado pela motivação correta, não para comprar nossa entrada no céu, mas tão somente por amor a Deus. Sim, por amor a Deus!

Precisamos ter em mente que o pecado é sempre um ato contra Deus. Por exemplo, quando o rei Davi arrependeu-se de seu adultério com Bate-Seba e do homicídio de Urias, ele não orou dizendo que pecou contra essas duas pessoas, mas orou a Deus da seguinte maneira: “Contra ti, contra ti somente, pequei, e fiz o que é mau diante dos teus olhos” (Salmo 51:4)

- Por que razão você evita o pecado?

Existe apenas uma única resposta correta: “O pecado deve ser evitado por amor a Deus.”

Este perfeito amor a Deus conseqüentemente nos leva a amar nosso próximo. Aquele que ama seu próximo evitará dar um mau testemunho, a fim de não escandalizá-lo. (Rm 14:15,21; 1Co 8:13)

Como se percebe, eu não deixo de pecar para ser salvo, mas eu deixo de pecar porque eu sou salvo. Aliás, essa é a boa nova do evangelho: a salvação pela graça! Ele me salvou, morrendo em meu lugar, sem eu nada merecer, e por isso eu o amo!

“Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós. Logo muito mais, sendo agora justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.” (Romanos 5:8-9)

O PIOR DOS PECADOS

Portanto, “não pecar” se torna o pior dos pecados quando não pecamos a fim de sermos salvos. Isso é um grande equívoco! Este é o pior dos pecados porque se trata de rejeitar – ou, no mínimo, duvidar da poderosa salvação que Deus nos concede gratuitamente pela fé no seu Filho amado, nosso Senhor Jesus Cristo.

Negar a eficácia da cruz é tão grave, que o apóstolo João chama de anticristo aquele que negar a salvação em Jesus (1João 2:23)

Da mesma forma, praticar boas obras também pode ser o pior dos pecados se fizermos isso por interesse de salvação.

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas. (Efésios 2:8-10)

Deus preparou as boas obras para que andássemos nelas, não para que fôssemos salvos por elas. Ou seja, eu não faço boas obras para ser salvo, mas porque já sou salvo, pela fé em Jesus Cristo. Assim como ele me amou, também quero amar o meu próximo e fazer o bem a ele.

“Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a vida pelos irmãos.”
(1João 3:16-18)

CONCLUINDO

Tão importante quanto não esquecermos que “o salário do pecado é a morte” é nos lembrarmos de que “o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23) Confiemos nele, que consumou nossa salvação na cruz, e não em nossos imperfeitos atos de justiça.

Alan Capriles

06 abril 2011

A CANOA JÁ VIROU?


Previsões catastróficas de relatório secreto do Pentágono estão se cumprindo

Por Alan Capriles

Desde 1988 tenho acompanhado matérias a respeito do aquecimento global. Na época eu concluía o ensino médio, então chamado de segundo grau, e quase ninguém falava sobre efeito estufa e as consequências do acúmulo de gases poluentes em nosso planeta.

Dentre as matérias que coleciono desde então, uma delas chocou-me a tal ponto que nunca mais a esqueci. Trata-se de um relatório secreto do Pentágono, que vazou para a imprensa em fevereiro de 2004, e que foi divulgado por revistas conceituadas, tais como a norte-americana “Fortune”, a britânica “The Observer” e a famosa “Carta Capital”, única revista brasileira a comentar o tal relatório. Neste, o Pentágono declarou que a Terra estaria perto de um limiar crítico, a partir do qual o clima poderia mudar repentinamente em menos de uma década.

A revista Fortune, que deu o furo de reportagem, resumiu aquilo que chamou de "o pesadelo climático da Pentágono" com a seguinte comparação: “Em menos de uma década o clima no mundo pode virar, como uma canoa que se inclina pouco, até emborcar de repente.”

Lembrando que o relatório foi preparado em 2003, ano anterior ao vazamento para a imprensa, estamos muito perto de comprovar suas previsões. No entanto, não foi a proximidade com o ano de 2013 que me fez escrever este artigo [1], e sim uma reportagem veiculada no último domingo, pelo programa Fantástico, da Rede Globo:



Segundo a matéria, devido às consecutivas secas que castigaram a Amazônia nos últimos anos, o chamado “pulmão do mundo” passou a ser o mais novo vilão do efeito estufa. A conclusão é da respeitada revista Science, que revela um dado alarmante. Devido à decomposição da grande quantidade de árvores que morreram, a floresta amazônica inverteu o seu papel: em vez de capturar o gás carbônico e assim diminuir o efeito estufa, ela passou a emitir 5 bilhões de toneladas de gás carbônico por ano! Isso é quase a mesma quantidade de CO2 que os EUA emitem anualmente.

Sem dúvida, esta é uma tragédia que deveria merecer maior destaque na mídia e atenção das autoridades. Como se não bastasse, o buraco na camada de ozônio acaba de bater seu recorde, com 40% de destruição. [2]

Na minha opinião, essa “canoa” já virou.

Não quero parecer pessimista, porém de nada mais adiantam mobilizações tais como "A hora do planeta", promovida pela WWF, porque a "hora limite" para impedir que o pior aconteça já passou há muito tempo. No entanto, isso não significa que devamos poluir ainda mais nosso planeta, mas apenas enfatizo que o clima já começou a mudar drasticamente e que desastres naturais serão cada vez mais intensos e constantes. Nada mais poderá impedir as consequências da destruição que o homem tem causado ao planeta. Como está profetizado no apocalipse, chegou a vez de serem destruídos aqueles que destruíram a terra.
"E iraram-se as nações, e veio a tua ira, [...] e o tempo de destruíres os que destroem a terra." (Apocalipse 11:18p)
E qual de nós poderá dizer que não tem uma parcela de culpa nessa destruição?

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NOTAS

[1]Ao procurar na internet pela matéria que tenho impressa há quase dez anos, percebi que muitos a estão divulgando como se fosse algo recente. Isso engana o leitor, fazendo-o pensar que as previsões ocorrerão somente daqui há uma década, quando na realidade já estamos entrando na fase prevista pelos cientistas. A referência digital mais antiga que encontrei está nos seguintes links, que comprovam tratar-se de um relatório datado de 2003 e divulgado no ano posterior:
http://www.sotextos.com/mudanca_do_clima.htm
http://www.altissimo.com.br/portal/modules.php?name=News&file=article&sid=79
http://www.bjcv.blog.br/htm/web_noticias_07.htm

[2] Sobre a camada de ozônio:
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,camada-de-ozonio-no-artico-sofre-reducao-recorde-de-40,702181,0.htm
http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/898000-franceses-detectam-destruicao-recorde-de-ozonio-no-polo-norte.shtml