segunda-feira, 28 de setembro de 2015

AS CONTROVÉRSIAS CRISTÃS SOBRE O DÍZIMO

E a correta destinação das ofertas


Por Alan Capriles

Qualquer pessoa que pesquise na internet sobre a questão do dízimo irá se deparar com diversas e contraditórias posições a respeito do assunto. Algo extremamente confuso e perigoso para quem não sabe como fazer uma boa investigação online.[1] Muitos acreditam no primeiro "estudo" encontrado, ou no primeiro vídeo assistido, sem compará-lo com qualquer interpretação contrária. Outros prosseguem na pesquisa, mas acabam abraçando a posição teológica que mais lhes agrada, sem fazer um exame sério das Escrituras. Também há quem busque a verdade com a sua própria "verdade" preconcebida. Esse tipo de atitude, muito comum na internet,  ignora qualquer opinião divergente, mas prossegue na busca até encontrar apoio para si mesmo. E, como disse o Senhor: "quem procura... acha!"

Antes de deixar o meu parecer, apresento abaixo alguns vídeos com diferentes posições a respeito da questão do dízimo. Começando pela opinião mais tradicional, defendida nos dois primeiros vídeos - a de que o dízimo continuaria valendo para hoje - até a posição mais controvertida, ou seja, a de que o dízimo não faz parte da nova aliança. Entre os extremos, dois vídeos de pastores que são da mesma denominação cristã, a Presbiteriana do Brasil, mas que divergem quanto ao assunto. Para Hernandes Dias Lopes, o dízimo é mandamento de Deus; para Augustus Nicodemus, uma "tradição da igreja de Cristo", mas que deve ser mantido, pois segundo ele, "sempre funcionou". Ora, isso não seria pragmatismo?! Porém, o que mais me chama a atenção nestes quatro vídeos é que todos se dizem pastores reformados. Mas, como você verá a seguir, parece que alguns se reformaram mais e outros menos:

Posição de Walter McAlister, bispo primaz da aliança das Igrejas Cristãs de Nova Vida



Posição de Hernandes Dias Lopes, pastor na Igreja Presbiteriana do Brasil



Posição de Augustus Nicodemus, pastor na Igreja Presbiteriana do Brasil



Posição de Tim Conway, pastor na Graça Church, mesma igreja de Paul Washer



Espero que você tenha assistido a todos os vídeos, especialmente aos dois últimos, nos quais Nicodemus reconhece que o dízimo "não é obrigatório, mas um referencial" e Tim Conway chama de mito a ideia de que o dízimo seria padrão do donativo na igreja cristã do Novo Testamento. O fato, admitido por todos,  é que apenas uma vez o dízimo é mencionado no Novo Testamento, na passagem onde o Senhor critica os fariseus que davam o dízimo de tudo, mas omitiam o principal da Lei (Mateus 23:23 - o mesmo versículo também em Lc 11:42). O Senhor conclui com a seguinte orientação: "Façam isso, sem omitir aquilo". Como se percebe, Cristo não condenou o dízimo, mas parece tê-lo incentivado. Mas será que foi mesmo? E, caso tenha sido, o Senhor ainda o incentivaria hoje?

Antes de uma conclusão precipitada, consideremos algumas questões:
  • Em primeiro lugar, o dízimo destinava-se à manutenção do templo de Herodes. Ora, quando Jesus falou sobre o dízimo esse templo ainda estava em pleno funcionamento, mas sabemos que o mesmo foi completamente destruído no ano 70 d.C. Se o dízimo tinha um propósito que não existe mais, para onde os cristãos de hoje deveriam destiná-lo? 
  • Além disso, por que o livro de Atos e as epístolas nada falam sobre o assunto? Lembre-se de que a maioria das epístolas foi escrita para gentios (não judeus). Com certeza eles nada sabiam sobre dízimo. Sendo assim, por que nenhuma epístola trás orientações a respeito do assunto?
  • E, finalmente, quando a igreja se reúne para normatizar a conduta dos cristãos gentios (Atos 15) a questão do dízimo nem sequer entra na pauta. Não seria essa uma excelente oportunidade para se ensinar que os gentios deveriam também pagar o dízimo? Por que os apóstolos se calaram a esse respeito?
A resposta para todas as perguntas acima é simples e óbvia: o dízimo não era praticado pela igreja apostólica. Ao menos, e com toda certeza, não pela igreja formada por gentios. Pode até ser que os primeiros judeus convertidos a Cristo tenham continuado a pagar o dízimo ao Templo, mas apenas enquanto ainda existia um templo. Quanto aos gentios, muito provavelmente eles nem sequer foram ensinados a respeito do dízimo, visto que tratava-se de uma questão concernente ao templo judeu e seus sacerdotes.

Por outro lado, as ofertas eram incentivadas pelos apóstolos e praticadas pelos verdadeiros cristãos. E quanto cada um deveria ofertar? Ora, o máximo que fosse possível! Isso fica evidente em certas passagens do Novo Testamento, tais como na Segunda Carta de Paulo aos Coríntios, capítulos 8 e 9. Sendo assim, o valor sempre superava os dez por cento do dízimo, como vemos no exemplo de Barnabé, que deixou aos pés dos apóstolos toda a quantia do terreno que vendeu (Atos 4:37).

A ênfase no dízimo se torna um limitador na arrecadação da igreja. Desculpe-me a comparação, mas o dízimo acaba sendo um tiro pela culatra. O fato é que, após a entrega do dízimo, que geralmente ocorre uma vez por mês, o valor de cada oferta costuma não ser maior que o de uma esmola. Muitos cristãos não tem consciência de que devem ofertar sempre o melhor que puderem, mas pensam que seu dever é limitado a dez por cento do que recebem. Cumpri minha obrigação e o que passar disso será lucro, argumentam.

Se o dízimo não era praticado pela igreja bíblica, por que as igrejas de hoje o praticam?

Identifico três principais motivos:

  • Falta de fé por parte da liderança: Existe o temor de que, se a verdade for descoberta, os irmãos ofertarão menos do que deveriam. Ou seja, menos de dez por cento. De fato, numa época materialista e de tanto egocentrismo é bem provável que isso realmente aconteça.
  • Avareza por parte da igreja: Pela mesma razão do ponto anterior é muito provável que a maioria prefira continuar dando somente dez por cento. Além do mais, o dízimo trás a promessa de que se abrirão as janelas do céu e é nisso que o povo quer acreditar. Ou seja, os crentes dão, mas apenas pelo interesse de ganhar algo em troca e não simplesmente pelo prazer de ajudar.
  • O mau uso das finanças: Sem dúvida, esse é o maior dos problemas. Quando a arrecadação de uma igreja é mal empregada por seus dirigentes isso pode gerar insatisfação, desmotivando a entrega de maiores ofertas por parte dos irmãos. Isto é, refiro-me a irmãos que realmente conheçam a Palavra - e não a falsos convertidos, que gostam de ser enganados. Prosseguirei comentado melhor esse último ponto.

Primeiramente, pergunto a você:
- Como eram utilizadas as ofertas na época em que Barnabé se sentiu motivado a vender seu terreno e doar toda a quantia para a igreja ? 

Não me admira se você disser que não sabe, pois quase ninguém prega ou ensina sobre isso. Mas, vejamos o que nos revela o livro de Atos dos Apóstolos:

"Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha. Então, José, cognominado, pelos apóstolos, Barnabé (que, traduzido, é Filho da Consolação), levita, natural de Chipre, possuindo uma herdade, vendeu-a, e trouxe o preço, e o depositou aos pés dos apóstolos." (Atos 4:34-37)

Barnabé se sentiu motivado a fazer tamanha doação porque a quantia seria repartida segundo a necessidade de cada irmão. Mas de quem os apóstolos aprenderam isso? Ora, do próprio Senhor Jesus:

"Vendei o que tendes, e dai esmolas, e fazei para vós bolsas que não se envelheçam, tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão, e a traça não rói. Porque onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração." (Lucas 12:33)

Jesus não era hipócrita. O que Cristo ensinava, isso mesmo ele praticava. Ora, é sabido que o Senhor vivia da coleta de ofertas, mas o principal objetivo dessa arrecadação não era para o seu  enriquecimento. Jesus, assim como os apóstolos, vivia de forma simples e compartilhava o que recebia com os mais pobres. Por esse motivo alguns apóstolos pensaram que Judas (que era quem carregava a bolsa) havia deixado a última ceia por ordem do Senhor "para que desse alguma coisa aos pobres". (João 13:29)

Infelizmente, não vemos mais essa prática de caridade nas igrejas. Geralmente, os mais pobres são esquecidos. Alguns até sofrem preconceito, como se fossem pobres porque não tem fé, ou porque estão em pecado.[2]

Ao invés de se ajudar os irmãos mais pobres, o que temos visto é o uso das ofertas para o embelezamento do templo, para o maior conforto dos frequentadores e para o enriquecimento do pastor, bispo, ou "apóstolo". Com o agravante de que essas igrejas não ajudam irmãos que padecem no campo missionário. 

Porém o que mais me entristece é que grande parte dos que se dizem cristãos aprovam que o dinheiro seja usado dessa forma. O fato é que eles gostam disso! Recentemente eu soube que alguém teria ficado muito impressionado com o luxo de uma certa igreja e que teria dito a respeito do seu rico pastor: "Ele vive a prosperidade que prega!" - Sem se dar conta de que o pastor está rico por meio das ofertas que lhe são entregues com promessas de riqueza para quem as dá. E quem vai ficando cada vez mais rico é ele mesmo, o pastor! Mas o povo ganancioso gosta desse tipo de expectativa. Eles querem mesmo acreditar que ficarão tão ricos quanto o pastor. E por que desejam isso? Ora, porque nunca compreenderam o evangelho, jamais se converteram a Cristo. Ainda que chamem Jesus de Senhor, seus anseios e práticas revelam que na verdade são servos de Mamom![3]

E, concluindo, mais triste ainda é perceber que muitos dos que condenam o dízimo são motivados pela própria avareza. Eles não buscam a verdade, que nos orienta a dar muito além do dízimo, mas buscam uma desculpa para dar muito menos do que isso. Como se percebe, o problema não está no dízimo, mas no próprio homem, na sua hipocrisia, no seu apego aos bens materiais, na sua falta de conversão a Cristo.

Notas

[1] Confira o artigo: Fatos ou boatos - dez dicas para uma boa investigação.

[2] Confira o artigo: Onde está o erro na teologia da prosperidade.

[3] Mamom: Palavra de origem aramaica, utilizada pelo Senhor para se referir ao falso deus filisteu que personificava as riquezas. (Mateus 6:24)

Alan Capriles

36 comentários:

HP disse...

Alan,

Na Igreja com qual me congrego e pastoreio, não praticamos o dízimo. Temos apenas a oferta voluntária.

Nossa única despesa é o pagamento do aluguel do prédio e contas de energia e lixo, que fica em torno de 750 reais por mês.

Mesmo assim, tem sido difícil alcançarmos este valor.

A avareza é presente infelizmente. É o pecado a ser combatido entre nós.

Estou orando bastante para saber como tocar neste assunto, de forma a estimular a Igreja a ser mais generosa.
Não quero que eles sejam generosos com o nosso caixa, pois precisamos apenas de 750 reais mensais e nada mais, mas com os pobres.

Abraços

Henrique

Alan Capriles disse...

Olá, Henrique!

Há quanto tempo... Fiquei feliz, mas duplamente surpreso com seu comentário. Primeiro, porque pensei que não lesse mais meu blog. Pra ser sincero, acho que quase ninguém mais o lê. A "era do blog" parece ter passado e amigos que postavam sempre agora já não publicam há meses ou mais de um ano. O "sonho" acabou. Continuo postando apenas para deixar o registro de meus pensamentos. Mas desconfio que quase ninguém mais leia meus textos, especialmente porque agora as pessoas só querem saber do facebook, com seus textos breves e, quase sempre, fúteis. Mas também me surpreendi ao saber que o irmão pastoreia uma igreja! Não me lembro de saber disso na época em que conversávamos. Obviamente, sei como é difícil pastorear, em todos os aspectos, sendo a questão financeira um dos mais delicados. Que o Senhor nos conceda sabedoria e fidelidade à sua Palavra, na certeza de que essa obra não é nossa, mas de Deus.

Um forte abraço,
no amor de Jesus!

HP disse...

Oi Alan,

Sim, continuo lendo alguns blogs e também tenho mantido o meu, na mesma forma, a de deixar um registro dos pensamentos.

A audiência e os comentários quase cessaram. No facebook temos uma pequena comunidade aonde trocamos postagens e debatemos assuntos. A Regina, o Wendel, o Zé Luis e outros irmãos queridos estão por lá. Aliás, estávamos comentando ontem sobre essa parte do dízimo, numa declaração que o pastor Neil Barreto deu a respeito (https://youtu.be/j9h7ZDa2xnw)

Saí das outras comunidades aonde as brigas eram constantes. Percebi que não valia a pena.

Sim, eu já pastoreava, porém eu dizia que liderava. Ainda estou na Irlanda, porém eu "traduzi" os valores aqui para reais para te dar uma idéia da situação atual.

Grande abraço!
Deus te abençoe!

HP disse...

Se possível, assista ao vídeo do Neil e comente o que vc achou...


https://youtu.be/j9h7ZDa2xnw

Alexandre Siqueira da Luz disse...

Bem interessante suas colocações. Penso que Hebreus 7, apesar de o foco não ser a validade do dízimo no Novo Testamento, mas sim o paralelo entre Cristo e Melquisedeque, seja tbm um texto que ampara a ideia do dízimo como sendo válido.

Hozana souza disse...

Assistir todos os videos e quanto o comentário do pastor Alan foi bem esclarecedor!

Sonia disse...

Eu acredito que deve ser uma coleta voluntária , de coração, na ajuda das necessidades apresentadas , onde deveria ter um registro de tudo que entra e sai , onde foi aplicado etc... enfim uma prestação de contas!Nada de obrigação!Tem pessoas que se sacrificam em dar os 10 por cento , deixando até a família passar fome.Não acho certo isso! Acredito também, que o dízimo não foi destinado para enriquecimento de pastores , como tem acontecido com alguns...Jesus Cristo não morreu na cruz para enriquecer pastores; sendo que Ele mesmo não tinha onde reclinar a cabeça. E olha que Ele é o verdadeiro e único Pastor!! Enfim , na minha opinião , o dinheiro arrecadado, deve ter como objetivo : na ajuda dos necessitados, pagtos de despesas e manutenção do prédio,construção ; em caso de ajuda nas calamidades , etc...

Sonia disse...

Se for observarmos , há tantos absurdos , que chega a doer : pessoas cobrando para pregar em outras igrejas.. Por acaso Jesus cobrava para curar , anunciar as novas do Reino? Desculpem , mas não me conformo com certas atitudes , que nada têm a ver com o Evangelho ou com o que Jesus ensinou!

Sonia disse...

É muito triste isso. Há alguns anos , conversei com uma pessoa que era de uma certa denominação ; que nos fins de semana ia anunciar , falar da Palavra de Deus para os doentes terminais nos hospitais. Quando foi um dia , alguém lhe chamou em particular , e pediu para que ele parasse com isso , pois aqueles doentes não poderiam pagar o dízimo. Enfim...Que ponto chegamos??!!

Conheci uma senhora de uma certa denominaçã (já falecida) que aos sábados vendia sabão em pedra na feira , para ajudar no orçamento , para no final do mês pagar o dízimo. Mas , sabe por que? Por que se ela não pagasse , já começavam "a olhar para ela com outros olhos " "com cara feia" Enfim...

Sonia disse...

É muito triste isso. Há alguns anos , conversei com uma pessoa que era de uma certa denominação ; que nos fins de semana ia anunciar , falar da Palavra de Deus para os doentes terminais nos hospitais. Quando foi um dia , alguém lhe chamou em particular , e pediu para que ele parasse com isso , pois aqueles doentes não poderiam pagar o dízimo. Enfim...Que ponto chegamos??!!

Conheci uma senhora de uma certa denominaçã (já falecida) que aos sábados vendia sabão em pedra na feira , para ajudar no orçamento , para no final do mês pagar o dízimo. Mas , sabe por que? Por que se ela não pagasse , já começavam "a olhar para ela com outros olhos " "com cara feia" Enfim...

Sonia disse...

Conclusão : sou sim , à favor , mas não do dízimo , onde a pessoa tem que dar os dez por cento do seu salário. Mas , sim de uma coleta , onde a pessoa dá de forma voluntária , de coração ,(podendo ser até mais que os dez por cento) sem se SENTIR constrangida , ameaçada , discriminada por não ter dado . Tem gente que dá os dez por cento RECLAMANDO!!! De que adianta? PREFERÍVEL não dar nada , do que dar algo que não seja espontâneo , ou por que se sente na "obrigação" de dar!!

Pr. Fábio Scofield disse...

Olá amado Pr. Alan, Graça e Paz da parte do Senhor Jesus Cristo

Gostei muito da sua postagem, um tema pertinente para os nossos dias, porém, controverso.
Li o seu texto, e conforme nos foi recomendado. Ouvir os vídeos depoimento dos quatro renomados e renovados Bispos e Reverendos. E, confesso que eu não fiquei nem um pouco surpreso com a discrepância de suas opiniões. Creio que, se tivéssemos a oportunidade de ouvir “outros renomados” provenientes de outros seguimentos tradicionais ou não; creio que na media, o resultado não seria diferente. Discrepâncias de opiniões não só deste assunto, mas em muitos outros de igual importância para a vida cristã. Já dizia o apostolo Pedro em 2Pe-3:14-16)
O vídeo do Ver. Augusto Nicodemos eu já conhecia, e o que mais me surpreendeu na sua colocação foi à forma dissimulação que ele usou para explicar o assunto do dizimo na igreja atual; visto que se tratando de um Doutor em Teologias> Argumentando que o dízimo uma tradição da igreja cristã, e que “sempre funcionou”. E o pior, ao citar a forma das doações, ele criou uma nova regra de porcentagem, visto que o ato de dizimar é matematicamente contribuir com a décima parte dos ganhos de cada um. Não fazer uso desta formula é o mesmo que nega-la. (“Disse ele: Na Europa não se dar 10% mas 5% ) Neste caso já não estamos mais falando de dizimo, mais sim de uma oferta alçada com um percentual igualitário distribuído entre os irmãos.(Os Católicos Romanos também interpretam desta forma).Não é de se admirar que os tradicionais reformadores ainda guardam vestígios da antiga tradição. Se me permite vou continuar meu comentário em partes.

Pr. Fábio Scofield disse...

Continuação......
Muito tradicionais reformados e alguns da mesma opinião teológica tem criticado a pratica do dizimo na igreja atual, dizendo não encontrarem respaldo no Novo Testamento para tal pratica. Quase sempre o texto em que eles mais se apoiam é (2Co-9:7a –Cada um contribua segundo tiver proposto no coração). Só que os tais interpretes das Escrituras não entende ou não querem fazer entender; é que tanto o dizimo e as ofertas tanto no Antigo Testamento quanto no Novo testamente, nada mais é do que um gesto de generosidade ensinada pelo próprio Deus. (Êx-25:1,2 –Dt-16:16,17 -1Cr-29:10-18.)

Pr. Fábio Scofield disse...

Continuação -2
Talvez, por interpretar a exortação do apostolo Paulo em (2Co-9:7). Erroneamente, criaram uma nova formula aritmética de percentuais para “dizimo” “Décima Parte”, em percentuais definidos pelo coração de alguém desprovido de amor ao próximo e pela obra de Deus. (1%. 3,5%, 5%, 7,5%, 10% ou mais ) E, cegamente não percebem a grande aula que o apostolo nós está dando sobre a questão (do dar e receber). Paulo estimula uma das maiores virtudes do ser humano depois do amor: (1º -A liberalidade Pv-11:24 –A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais; ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda. (2º -A Generosidade Pv-11:25- A alma generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado.
Porém, todo homem precisa de disciplina, e, é neste sentido, é que não se pode confundir dizimo (Décima parte) com outro qualquer percentual, mesmo que seja superior.

Pr. Fábio Scofield disse...

Finalização

Dízimos ou ofertas, será que ainda estão valendo para a igreja atual?
Creio piamente que,Dízimos e ofertas não são leis do Antigo Testamento, mas sim, a expressão da soberania de Deus na vida de todo o homem que o reconhecer como Senhor e supridor de todas as suas necessidades, sejam crentes e não crentes. Amém!!!

Amado Pastor Alan, me perdoe o exagero do meu comentário...
Te amo no amor de Cristo Jesus... Um grande abraço, lembranças a família....

Anônimo disse...

Por favor , ouçam isso

https://www.youtube.com/watch?v=Uu6re7q5igE

Pr. Fábio Scofield disse...

Abusando da oportunidade......
Quero aproveitar para fazer algumas ressalvas nos comentários dos irmãos:
1º - O Pastor Americano se referiu ao "dízimo" do Antigo Testamento, somando todas as vezes que foram citadas na lei, totalizando assim, um percentual de (25%). Como se fosse uma soma de vários percentuais pago pelo povo. Soma esta, incapaz de ser paga pela igreja atual.
*-Só que este pensamento é completamente errado. Pois, a bíblia só menciona um percentual a ser pago. 10% (Décima parte) da produção da terra que anualmente deveria ser recolhida pelos Levitas e dela separar 10% da melhor parte, e entregar aos Sacerdotes, pois eles não tinham parte na herança do povo. (Dt-18:1,2).
** -A bíblia fala em Dt-14:22-21, de dois momentos em que o povo deveria apresentar os seus dízimos: O primeiro dizimo: deveria ser levado ao lugar em que o Senhor escolhesse para habitar o seu nome. Porém, este dizimo não era entregue a ninguém, mas, sim comido em uma festa típica (Culto em ações de graças) junto com todo o povo. (V-22-27)
***-O segundo dizimo: é como se fosse um inventário da produção trianual. Também, não era entregue a ninguém. A décima parte desta produção, deveria ser distribuída com os órfãos, as viúvas e os estrangeiros e o levita que habitasse na terra do dizimista. (V-28,29).
***-O terceiro dizimo: Era o único que era recolhido pelos levitas e, dele retirado a melhor parte e entregue aos sacerdotes. (Nm-25-32).

Em outra oportunidade quero apresentar a minha opinião sobre o dizimo, e a experiencia da nossa igreja neste assunto (do dar e receber)....
Graça e Paz........

Sonia disse...

https://www.youtube.com/watch?v=Uu6re7q5igE

Pr. Fábio Scofield disse...

Pr. Alan, Graça e Paz...

Eu acho muito interessante a forma com que os evangélicos interpretam as Escrituras. Eles leem toda a bíblia, e toda passagem que fizer menção de uma benção, ai eles crê fazer parte dela por direito; se o assunto e bênção "Tamos juntos" seja no Antigo ou no Novo testamento não importa, todos miraculosamente se tornam filhos de Abraão.(Dt-28:1-14 - Sl-23:1-3) etc.....
Mas, quanto o assunto é (contribuir com liberalidade e Generosidade para o sustento da obra), logo ninguém quer dar fruto de um verdadeiro arrependimento.E, como o Senhor Jesus mesmo disse: Não se pode servir a Deus e ao Dinheiro.(Mt-6:24). E, o pior é que, nesta teologia mesquinha e egoísta, encontramos os aproveitadores, que por ganancia e Avareza fazem negocio do povo.(2Pe-2:1-3). E, encontramos também um grupo de supostos pastores que administram a igreja apenas como fachada, vivem como empresários bem sucedidos, tendo a igreja apenas como uma ocupação religiosa, porém, em nada se sacrificam por ela; pois se assim fosse, nunca iriam questionar contra a unica forma legitima de arrecadação da igreja de Cristo, se estes tais trabalha-se no altar e vivesse do altar, como muitos vivem da misericórdia do Senhor através do amor do irmãos. (1Co-9:7-14 -Fl-4:10-20). Muitos questionam o a pratica liberal do dízimos,mas transforma a igreja em uma casa de espetáculos e mercado da fé.
É, por estas e muitas outras razões é que a pregação do evangelho tem perdido a sua eficacia como instrumento para convencer o pecador.
Visto, que, nem mesmo os que se dizem evangélicos concordam com a veracidade das Escrituras. Pois ela tornou-se o que não deveria ser " de particular interpretação" (2Pe-1:19,20).
Um grande abraço.....

BOM disse...

grande pastor Alan que saudade ,não deixe de escrever pois seus textos são sempre muito edificante, sempre que posso leio seus texto e ouço suas pregações ,muitas saudades daquele tempo dos programas de rádio Sr lembra .fique com Deus um abraço pra toda família.
Bruno Mendes .

HP disse...

Irmã Sônia, este vídeo que a irmã publicou é perfeito.

Deus te abençoe!

Sonia disse...

Amém! Sábias palavras do Caio Fábio. È nisso que acredito também. Abs.

Pr. Fábio Scofield disse...

Só para finalizar a minha participação: Quero dizer que, Dizimo não deve, de forma alguma ser cobrado a ninguém; Porque o dizimo de um servo de Deus não é divida mas, sim um gesto de honra, por isso é que, todos Filhos legítimos de Deus convertidos devem ter este principio como praticidade de amor e fé. (Pv-3:1-8(9,10)11,12 -Ml-1:6-10).
Estes pastores e crentes que desejam interpretar as Escrituras segundo as sua conveniências, eu os aconselho a publicar uma versão própria, que satisfaça apenas os seus caprichos teológicos.

Graça e Paz......

Pr. Fábio Scofield disse...

Olá Pr. Alan, Graça e Paz.....

Pedido de perdão.....

Fiquei tão empolgado com o tema, falei tanto, e acabei sendo desrespeitoso com o tema abordado, e com a opinião do amado Pastor, a sua finalização foi de muita impotência para definir o tema.
E, concluindo, mais triste ainda é perceber que muitos dos que condenam o dízimo são motivados pela própria avareza. Eles não buscam a verdade, que nos orienta a dar muito além do dízimo, mas buscam uma desculpa para dar muito menos do que isso. Como se percebe, o problema não está no dízimo, mas no próprio homem, na sua hipocrisia, no seu apego aos bens materiais, na sua falta de conversão a Cristo.

Muito boa a sua opinião final......
Deus continue lhe capacitando para nos abençoar com temas de tamanha importância para o nosso crescimento em Cristo Jesus.
Um grande abraço........

Alan Capriles disse...

Amado pastor Fábio,

Eu é que preciso lhe pedir perdão. A você, meu amigo, e a todos que postaram até agora, pois tive uma semana com a agenda bastante cheia e não tive condições de ler suas postagens. Claro que eu poderia lê-las, mas não com a merecida atenção. Pretendo fazê-lo o quanto antes e deixar meu parecer a respeito. E obrigado pela participação, que é sempre bem-vinda.

Um grande abraço,
no amor de Cristo Jesus!

Sonia disse...

. Como se percebe, o problema não está no dízimo, mas no próprio homem,


Verdade Prof. FÁBIO , o problema não está no dízimo , mas sim no homens , pois alguns homens estão se enriquecendo com ele...

Sonia disse...

Jesus não morreu na cruz para fazer do "ide anunciai o Santo Evangelho" uma profissão com direito à salário , benefícios , etc. Mas, Ele deu ao homem o dom de "pastorear"; e dom "não se cobra"!!

Sonia disse...

Como se percebe, o problema não está no dízimo, mas no próprio homem,

Verdade Pastor Fábio : o problema não está no dízimo mas no homem; pois alguns estão usando disso para se enriquecer!!! Lamentável.

Pr. Fábio Scofield disse...

Irmã Sonia, Graça e Paz....

Estou plenamente de acordo com a amada irmã; O problema não estar no dizimo, nem muito menos em suas formas (percentuais= %); o problema está na ganancia dos homens que se aproveitam do "analfabetismo bíblico" do nosso povo, para desonestamente explorar este filão da fé. Por favor leia estes dois texto, e a amada irmã irá compreender, se já compreende, que seja confirmado. 2Pedro-2:1-22 e Filipenses-3:18,19)

Um grande abraço....

Sonia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sonia disse...

Então Prof. Fábio , quando escrevi que o problema não está no dízimo , estava me referindo às "ofertas voluntárias" , independente dos percentuais , uma vez que não concordo com a obrigatoriedade e imposição dos dez por cento. Penso que as doações devem ser dadas com amor , disposição e boa vontade , sem constrangimentos e gemidos, com a sensação de "obrigatoriedade" ou de forma mecânica. Se for dado de coração , pode ser até mais que os 10 por cento, onde a porcentagem menor também não signifique que a pessoa esteja "roubando Deus"(acho esse termo um absurdo!!) Outra coisa , que se a pessoa estiver desempregada há mais de um ano ,provavelmente terá dificuldades para contribuir com o dízimo , pois o pouco que ela conseguir , mal poderá sustentar a sua casa. Imagine essa pessoa sendo constrangida ,oprimida , que
se não contribuir com o dízimo daquele pouco que ela obteve , as bençãos de Deus não cairão sobre ela? Então essa pessoa "por medo",tirará da boca dos seus filhos ,para contribuir , deixando de ser um ato esponstâneo , mas com intenção de troca : se der , vou ser abençoado! Enfim , talvez diante da não obrigatoriedade , teria contribuído nem que fosse um real , mas com amor e satisfação. Tenho certeza que é isso que Deus quer : a sinceridade do coração , independente de porcentagens ! Abs.

Rica Sampaio disse...

Alan paz , muito coerente sua linha sobre o assunto do dizimo ( dizimo não era alimento hortelã , endro sei lá rs deixa pará-la ). Sei que e um assunto polêmico que com certeza lhe consumiu tempo para vc escrevê-lo ,e saiba que sim , vale a pena escrever no Blog sim , estou aqui em Sampa e sigo seu blog e indico para algumas pessoas. Aquele texto entre fé e crença foi libertador para mim rs, continue e que o Espírito Santo cresça em nós a cada dia.
Ahhhh .... quando estiver em São Paulo ,capital não esqueça do nosso café abraço.

Rica Sampaio disse...

Alan paz , muito coerente sua linha sobre o assunto do dizimo ( dizimo não era alimento hortelã , endro sei lá rs deixa pará-la ). Sei que e um assunto polêmico que com certeza lhe consumiu tempo para vc escrevê-lo ,e saiba que sim , vale a pena escrever no Blog sim , estou aqui em Sampa e sigo seu blog e indico para algumas pessoas. Aquele texto entre fé e crença foi libertador para mim rs, continue e que o Espírito Santo cresça em nós a cada dia.
Ahhhh .... quando estiver em São Paulo ,capital não esqueça do nosso café abraço.

Pr. Fábio Scofield disse...

Olá Pastor Alan, Graça e Paz....

Retornei a assunto porque observei que em alguns comentários, foi sitado a dificuldade de alguns irmãos em contribuir com o dizimo e ofertas, por serem pessoas de baixo poder aquisitivo. Me pareceu pelo que comentaram, que, pedir para estas pessoas dizimar e ofertar, seria de alguma forma um ato de injustiça; seria como diz o ditado "descobrir um santo para cobrir o outro".
Porém, a bíblia relata que a contribuição de um crente é independe da sua situação financeira; pois o que importa, pelo menos para Deus é o que lhe propões o coração, e, não o valor financeiro da seu dizimo o oferta.
Quero deixar dois textos bíblicos como exemplo do que falo: Lucas-21:1-4 - A oferta da viúva pobre, e 2Co-8:1-15- A oferta em favor dos santos da Judéia. Bem, ai alguém pode dizer que não foi citado nada sobre dizimo, de certo que não, porém, o que aprendemos é, que, para quem é generoso para com o próximo e para com a obra de Deus, não importa a forma, o que importa é participar. Já dizia o Senhor Jesus em Lucas -16:10 -Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é "injusto" no pouco também é "injusto" no muito. (grifo meu).
Que o Senhor tenha misericórdia de nós......

Um grande abraço lembranças a família........

Elaine Scazzuso disse...

Parabéns pelo Blog. Deus ti abençoe.
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Anônimo disse...

Marcio

Se o devorador ataca sua vida quando não se pratica o dízimo, porque este assunto não foi claramente exposto em nenhuma das epístolas ou livros do NT. Claramente deveria ser um assunto obrigatório, mas o que se lê ao falar em dinheiro, parece estar claramente expresso em II Corintios 9:7

"Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. "