sábado, 5 de fevereiro de 2011

PASTOR TEM QUE TRABALHAR!

Por Alan Capriles

Pastor tem que trabalhar!
Levantar cedo, ao amanhecer, e consagrar-se em secreta oração;
Estudar diariamente a Bíblia, com planejamento e perseverança;
Preparar estudos e sermões, com correta interpretação;
Pregar o verdadeiro evangelho
E ensinar todo o conselho de Deus...

Pastor tem que trabalhar!
Acolher novos membros, com paciência e dedicação;
Assumir seu papel, conduzindo as ovelhas que houver;
Aconselhar sabiamente os irmãos, com sigilo e compaixão;
Liderar o rebanho de Deus
Mostrando o caminho que devem andar...

Pastor tem que trabalhar!
Levar a santa ceia aos membros acamados;
Orar com fé pelos enfermos em nome do Senhor;
Acudir irmãos carentes e visitar os afastados
Promover a caridade
Dando exemplo prático de serviço e amor...

Pastor tem que trabalhar!
Realizar batismos, casamentos, bodas, funerais;
Consolar os abatidos e os fracos acolher;
Interromper seu descanso, mesmo em alta madrugada,
Sempre disponível e amável
A quem for socorrer.

Pastor tem que trabalhar!
E se algum pastor não quiser cumprir seu chamado,
Que procure um emprego assalariado,
Desses com horário de entrada, saída,
Descanso certo e remunerado.

Mas, se ainda houver alguém
Que aspire ao santo episcopado
Servindo a Cristo simplesmente por amor
Que não se engane
Com o que irão lhe falar.
Porque pastor,
Sim...
Pastor tem que trabalhar!

Alan Capriles

21 comentários:

Cláudio Nunes Horácio disse...

Meu amigo, seu texto é sensacional! Pastor TRABALHA, o problema é que os "patrões" são como os maridos antigos que achavam que mulher que trabalhava em casa, ficava atoa, pois trabalho de casa não era trabalho. Estes hoje enxergam, pois eles mesmos têm de fazer ou no mínimo ajudá-las. Assim é hoje onde os lobos tomaram conta do aprisco e por causa deles todo mundo fala que pastor é ladrão e vagabundo, mas nós sabemos que não é assim. Eu trabalho secularmente, mas nem gosto quando me chamam de pastor, pois me sinto envergonhado pela pobreza de ministério pastoral que executo pela falta de tempo, já que antes do pastoreio, vem meu emprego com hora de entrar, almoçar e hora sair. Sem ele não vivo, não sustento minha família. Então vou cumprindo meu chamado de acordo com as possibilidades, mas no coração sei que isso não é o ideal, não deveria ser assim. Infelizmente vivemos tempos onde a desonra abraça os pastores verdadeiramente pastores.
Rm 13.7 - "Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra".
1 Timóteo 5:17 - "Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino".
Receba meu abraço, paz, graça e bem.

Alan Capriles disse...

Cláudio

Eu é que lhe parabenizo por seu comentário! Equilibrado, objetivo e,sobretudo, bíblico.

Um forte abraço, amigo, na paz do Senhor Jesus!

Wendel Bernardes disse...

São textos assim, e vidas (referendadas) como a sua Alan que me fazem crer que desses tais ainda podemos encontrar (com alguma dificuldade eu sei) no seio da Igreja do Senhor.

Creio que o conceito de 'clero' precisa mudar. Estamos mais para Cardeal Richelieu (dos contos dos três mosqueteiros, lembra?) que para Jesus de Nazaré!

Esse clero, que compactua com os desmandos do pecado, como Hofni e Finéias e o próprio Elí, são hoje desnecessários à Igreja.

Mas os que são como o texto afirma; amorosos, como no exemplo do pastor das cem ovelhas, esse sim é o exemplo perfeito do Sumo pastor!

Abraços Alan!

disse...

Lindo Alan , concordo plenamente com seu texto. Paz!

Alan Capriles disse...

Também creio que o conceito de clero precisa mudar, Wendel. E você tem toda razão nas comparações que fez, que seriam cômicas se não fossem trágicas.

Jesus é nosso maior exemplo de pastor e nele quero sempre me espelhar. Que o Senhor nos ajude a sermos seus imitadores.

Um forte abraço, Wendel!

Alan Capriles disse...

Rô, fico feliz que tenha gostado. Espero que o texto consiga deixar claro que um verdadeiro pastor trabalha sim, e muito.

Graça e paz!

disse...

Nunca disse que não Alan. Paz!

Alan Capriles disse...

Sim, Rô, sei disso.

Apenas aproveitei para esclarecer o motivo principal do texto. Paz!

René disse...

Alan,

Não consigo ter um pensamento diferente deste que você expressou com tamanha perfeição neste texto. Esta é a verdade, a respeito do dom de pastorear.

Sei que você postou este texto, por conta da postagem da Rô, sobre a decisão do TRT do Maranhão. A questão, lá, não é a dizer que tais pessoas não trabalham, mas que tal trabalho não é considerado profissão. É considerado vocação espiritual (seja de qual religião for). E, neste aspecto, a decisão foi perfeita!

E, quanto à remuneração, como eu disse lá na Rô, a considero justa, sim, desde que não seja de valor previamente estipulado. Ela deve ser de acordo com as circunstâncias, ou seja, de acordo com a vontade de Deus, que sustenta todas as coisas pela palavra do Seu poder. Ele tem o controle sobre todas as coisas e um propósito definido com cada coisa que nos acontece. Por isto, haverá momentos de fartura, mas, também, haverá momentos de escassez.

Temos o exemplo bíblico de que as igrejas recolhiam valores e bens de consumo para Paulo, por exemplo, de acordo com o que lhes vinha ao coração, não por imposição dele, ou de quem quer que fosse. Esta é a grande diferença para o que ocorre hoje, em quase a totalidade das instituições religiosas.

Ao Cláudio, eu gostaria de dizer que, se esta é a sua vocação, o seu chamado, certamente, o Senhor o levará a um ponto de escolha do caminho a tomar: deixar definitivamente o trabalho secular e confiar que Ele suprirá todas as suas necessidades, ou continuar no trabalho secular e não ser aquilo que o rebanho necessita. Muitos dizem que Paulo trabalhava fora e se baseiam nisto para fazer o mesmo. No entanto, ele só trabalhava fora, quando não tinha sustento algum da Igreja. Não é quando tinha pouco, mas quando não tinha nenhum. Assim que ele conseguia o suficiente para algum tempo, abandonava o trabalho secular pra se dedicar exclusivamente à Palavra. Mas isto é o Espírito Santo que mostra pra pessoa, na hora que Ele quer. Enquanto isto não é mostrado e não provoca uma intensa pressão no peito, continue da forma que está, sem se preocupar.

Grande abraço e Paz!

Wendel Bernardes disse...

Trabalha sim Alan, às vezes dobra seu trabalho tentando provar que trabalha... rsrsrsrsrsrs

Infelizmente essa é uma concepção do brasileiro, que acredita que cuidar de gente é moleza!

Alan Capriles disse...

Perfeita sua colocação, René!
Eu não saberia expor com tanta exatidão. É exatamente isso que a Palavra nos ensina.

Sei bem o que é viver no pouco e depender do favor divino. Apesar das dificuldades e momentos de escassez, o Senhor nunca nos deixou faltar o essencial para nossa sobrevivência. Aprendemos na prática o que Paulo escreveu: "tendo o que comer e vestir, estejamos com isso contentes". O Senhor é nossa alegria. Ele nos basta.

Também faço coro com você em relação ao nosso amigo Cláudio. Mas é uma decisão que só pode ser tomada com a total certeza de que é a vontade de Deus, do contrário ele estará desamparado. Mas de o Senhor confirmar, com certeza Ele suprirá cada uma de suas necessidades.

Um forte abraço, amigo, na paz do Senhor!

disse...

Já que você quis mostrar para mim o motivo principal do seu texto,então te digo que o motivo principal do meu texto, foi mostrar que Pastor não é profissão como muitos colocam em seu perfil, repare bem nos perfis dos Pastores na blogosfera, onde se pergunta Profissão: Lá esta (Pastor). E meu texto dizia o contrário. Ser Pastor não é profissão mas vocação e chamado, ainda que muitos acham que é profissão, mas nem o Ministério do Trabalho os reconhecem como Profissão, mas insistem em dizer que é profissão. Paz meu querido, você sabe muito bem que o tenho como homem fiel a Deus e te admiro muito, tu sabes!

Alan Capriles disse...

Glória a Deus, Rô!
Agradeço por seu apoio. Você continua sendo uma de minhas maiores incentivadoras.

Na verdade aproveitei aquele seu comentário para esclarecer o motivo principal de meu texto para todos, não foi nada pessoal.

No entanto, confesso que quando sou surpreendido com a pergunta "profissão" também vejo-me obrigado a responder pastor, pois não existe a opção "vocação:..." O importante é que Deus sabe que não sirvo a Ele por dinheiro.

Aproveito para registrar que também lhe admiro muito. Você tem sido um instrumento de bênção pra muitas vidas, incluindo a minha.

Deus continue lhe abençoando cada dia mais!

Cláudio Nunes Horácio disse...

Alan e René, obrigado, estarei orando a respeito. Paz e graça.

Pr. Magdiel G Anselmo disse...

Belíssimo texto pr. Allan,
Realmente muitos, eu diria, a grande maioria desconhece quase que por completo o que significa pastorear ou apascentar o rebanho do Senhor. Inclusive muitos pastores também não tem a menor idéia do que isso significa. Junta-se a esse desconhecimento os maus pastores que se aproveitam de rebanhos desatentos e desinformados biblicamente e se tem uma completa confusão do que se trata o ministério pastoral.
Penso que somente consegue entender com exatidão o que é quem o exerce com fidelidade a quem o chamou para tal. É muito trabalho (físico, mental e espiritual) e sempre repleto de ingratidões e confrontações de toda ordem.
E ainda muitas vezes somos obrigados a ouvir a pergunta: - o pastor trabalha em que ??? e mais, ainda temos que ouvir ou ler que deveríamos viver passando necessidade ou termos que procurar um emprego secular para nos sutentar e a nossa família. Como se fossemos meros desocupados ou oportunistas. Mas, quando precisam de nós, é exigido nossa disponibilidade e prontidão.
Mas, mesmo assim, continuamos a árdua missão de pastorear com alegria e muita paciência.
Graças a Deus, Ele nunca nos deixa só e sempre nos conforta e fortalece para o "trabalho".
Forte abraço.

disse...

Ah, Alan, quero agradecer por você participar dos comentários lá no post sobre a reportagem do (Orientador Bíblico não é profissão)
Aliás você e maninho Cláudio, foram os únicos pastores que participaram, pois quando entra estes assuntos todos correm não sei porque. rss
Por isso quero agradecer vocês dois. amo vocês. Paz!

Alan Capriles disse...

Rô, eu é que agradeço por você comentar todos os meus textos!
Eu só não comento mais lá no seu blog porque não consigo tempo. Mas estou tentando me organizar melhor. rss
Paz!

Alan Capriles disse...

Pr. Magdiel

Agradeço por seu excelente comentário e lhe dou boas vindas como seguidor. É uma honra tê-lo conosco. Achei seu blog muito edificante e também já o estou seguindo.

Um forte abraço, na paz do Senhor Jesus!

Pr. Magdiel G Anselmo disse...

Por nada, querido. Foi uma grande honra comentar seu texto. Precisamos de mais blogs como o seu, que tratam essas questões e tantas outras relacionadas ao reino de Deus com o respeito e a seriedade que elas exigem.
Um grande abraço e obrigado por ser também meu seguidor.
Deus o abençoe.

Rita disse...

Paz,
Esse é realmente o dom de pastorear na prática, de quem vive por amor fazendo a obra,Deus o abençoe no seu caminho apertado,mas transbordante de amor e paz.
Isso deveria ser anunciado em alto e bom som aos ouvidos surdos e aos olhos cegos,que Pastor trabalha,trabalha amando seu Senhor e honrando seu dom.
Paz e graça,abraço em Cristo!

Alan Capriles disse...

Graça e paz, Rita!

É uma grande alegria receber seu comentário aqui.

Deus lhe abençoe cada dia mais!