sexta-feira, 20 de abril de 2012

JESUS NUNCA FOI EVANGÉLICO


Por Alan Capriles

Era só o que faltava! Na tentativa de defender a herança deixada por Lutero, Zwinglio e Calvino, já surgiu quem afirme (acredite se quiser) que “Jesus era evangélico”. Isso mesmo! E não somente ele, mas também seus apóstolos, como se o termo evangélico, que hoje está denegrido, tivesse sido inventado por eles.

Tamanha incoerência foi publicada no blog de um jornalista e escritor que se afirma cristão. Nada tenho contra sua pessoa, mas, segundo o autor do texto, somente os “apóstatas” já abandonaram o termo evangélico. E acrescenta: “Não fujamos como covardes. Fiquemos e defendamos o que é nosso por herança espiritual. Somos sim evangélicos, como Jesus o foi...”

Mas o problema é que Jesus não foi evangélico. Nunca foi e jamais seria! Afirmar o contrário não somente é uma inverdade, mas também um absurdo.  Digo isso não apenas por causa desse termo, que só começou a ser usado há poucos séculos atrás, após a reforma protestante. Mas, digo isso, principalmente, porque a prática evangélica, desde sua origem, é muitíssimo parecida com a prática religiosa que o próprio Jesus combatia em seus dias.

Se você duvida, vejamos como são os evangélicos, em sua maioria (sejam eles reformados, renovados, pentecostais, ou neo-pentecostais) e perceba como se parecem com aqueles contra os quais Jesus redarguia.

Assim como os oponentes de Cristo, a maioria dos evangélicos:

- Amam os primeiros assentos nas igrejas, sobretudo os do altar;

- Fazem questão de ser chamados por seus títulos;

- Procuram vestir-se com suntuosidade, ao invés de simplicidade (algumas igrejas evangélicas mais parecem um desfile de moda);

- Pregam o amor, o perdão e a humildade que não vivem;

- Acrescentam doutrinas de homens ao puro e simples ensino de Cristo;

- Fazem propaganda de suas raras boas obras (aliás, raríssimas boas obras);

- Gostam (muito) de receber aplauso dos homens;

- Lutam por conquistar autoridade sobre os demais, para depois tratá-los como subalternos.

- Preferem investir tempo e dinheiro em seus templos, a investir tempo e dinheiro para socorrer irmãos necessitados.

- Amam as tradições mais do que a própria verdade.

Essa lista não é exaustiva e, obviamente, existem exceções. Mas ela nos basta para lembrar o quanto essa religiosidade evangélica, em todas as suas instâncias, se parece (e muito) com a mesma religiosidade hipócrita que Jesus abominava em seus dias sobre a terra. E o pior é que a grande maioria dos evangélicos nada fazem para mudar! E quando alguém tenta voltar ao genuíno evangelho - da misericórdia, da igualdade e da simplicidade - logo é chamado de apóstata.

Sendo assim, como pode alguém pensar que Jesus faria parte desse cristianismo hipócrita que inventamos?

Mas, suponhamos que Jesus tentasse fazer parte do arraial evangélico. Caso isso ocorresse, não demoraria muito e ele seria excluído de qualquer denominação a que tentasse ser membro. E mais: os próprios evangélicos o recrucificariam! Por quê? Ora, porque a massa evangélica não tolera alguém que não se enquadre no sistema, mas que tenha coragem para denunciar abertamente suas hipocrisias. Assim como aqueles fariseus e saduceus, que não quiseram tolerar Jesus, a ponto de se unirem para o crucificar.

Portanto, lamento dizer, mas Jesus não seria evangélico. Ele está muito acima do cristianismo que inventamos. Basta uma simples releitura do Novo Testamento para se enxergar isso. Lutero, Zwinglio e Calvino que me perdoem, mas a reforma que eles fizeram não foi completa. Porque faltou a principal reforma: a reforma do coração.

“Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.”
(Jesus Cristo – Mc 7:6)

21 comentários:

Cláudio Nunes Horácio disse...

Meu amigo: não consigo acreditar que alguém pensante, que não seja um animal irracional tenha dito uma asneira dessas. Diga-me que é pegadinha! Cadê a câmera? Esse tipo de mentira é tão absurda que me dá ânsia de vômito. Mais um filho do Pai da mentira camuflado de filho de Deus. Só posso dizer: MISERICÓRDIA! (ou talvez: tá amarrado kkkkk)

Alan Capriles disse...

Não, não é pegadinha. Antes fosse! E o pior é que a pessoa que afirmou tamanho absurdo não é um desconhecido, mas um famoso escritor evangélico, que já escreveu artigos na revista Cristianismo Hoje. Já tive alguns debates com ele. Mas não perco mais meu tempo com isso, pois cheguei a conclusão de que ele não quer um retorno ao evangelho de Cristo, mas um retorno a Calvino e a sua igreja medieval.

Rosimary Vasconcelos disse...

Graça e paz pastor Alan,fiquei chocada com o que acabei de ler,de fato como o senhor mesmo disse se Jesus atrevesse-se a fazer parte do rol de membros de uma denominação,com certeza passaria grande parte do seu tempo sendo disciplinado pela cúpula da "igreja"....Vou postar seu artigo no meu face...Um final de semana abençoado....

http://wwwserenissima.blogspot.com.br/

Alan Capriles disse...

A paz, irmã Rosimary

Agradeço pelo incentivo. O facebook é ótimo para compartilharmos a verdade, ainda que seja uma rede entulhada de bobagens. Mas a luz brilha nas trevas, e as trevas não prevalecem contra ela.

Deus lhe abençoe cada dia mais!
:)

Regina Farias disse...

Pastor:

O perigo é justamente um líder evangélico vir a público dizer certas asneiras, pois este sim, é quem influencia as massas. É devido a tipos assim que 'o mundo evangélico' está cada vez mais doente.

Além do mais, é pretender igualar-se à ICAR, já que enquadrar Jesus dentro de uma religião tem sido uma 'tarefa' inglória do catolicismo nestes quase dois mil anos, desde Constantino.

É por causa de certos religiosos de plantão que pessoas justamente como Calvino ou Lutero devem estar se revirando em seus caixões (como diria meu pai cheio das suas metáforas) pois, certamente, eles não pretenderam fundar nenhuma religião manipulando o nome de Jesus, assim como está fazendo a maioria das denominações atuais. Umas, usando os nomes citados acima. Outras, usando nomes de outras autoridades eclesiásticas menos 'famosas', mas todas sempre colocando uma pessoa acima de Jesus, anulando a Boa Nova.

É tudo tão surreal, que mesmo sabendo da situação dramática, às vezes dá pra pensar que é pegadinha mesmo...

Abs,

R.

Alan Capriles disse...

Rê, agradeço por enriquecer meus artigos com seus comentários, sempre inteligentes.

Concordo com seu ponto de vista, a não ser nesse ponto: tenho minhas dúvidas se Lutero e Calvino realmente não quiseram fundar nenhuma religião, manipulando o nome de Jesus. O fato é que a reforma que eles se propuseram fazer foi bastante incompleta, sendo quase uma repetição do mesmo tema. Só podia mesmo dar no que deu.

Por isso, penso que é um equívoco se buscar um retorno a Lutero e Calvino. Devemos buscar um retorno a Jesus Cristo, ou seja, a seus ensinamentos. No entanto, admito que um retorno aos cinco solas já seria um bom começo.

Um forte abraço,
no amor de Jesus!

MINISTÉRIO BATISTA BERÉIA disse...

Será que as pessoas que fizeram os comentários aqui leram o texto original? Caso não tenham lido não deveriam fazer as suas críticas em cima de argumentos de terceiros.
Eu li o texto original e repudio o que o senhor escreveu aqui, pois está difamando uma pessoa por não saber fazer a intrpretação do texto original. Isso se chama difamação.

Alan Capriles disse...

Ministério Batista Beréia,

Não sei se as pessoas que fizeram os comentários aqui leram o texto original. Na tentativa de proteger o autor do mesmo, não citei seu nome e nem o link do texto. Mas eu li o texto, e li o absurdo de que "Jesus era evangélico."

Meu artigo gira somente ao redor dessa afirmação estranha, não da pessoa que a escreveu. Não há difamação alguma aqui. Não combato pessoas. Combato mentiras. Dizer que "Jesus era evangélico" não somente é uma mentira, é um absurdo. Por isso tive a cautela de escrever que o defensor dessa ideia "se diz cristão". Talvez ele seja mesmo cristão. Mas se, de fato, ele se parece com Cristo, isso só Deus sabe. Cada um dará contas de si mesmo a Deus.

Mas, você afirma que repudia o que eu escrevi aqui...

Responda-me, por favor, repudia exatamente o que? A verdade? Porque foi somente isso que escrevi.

"Tornei-me, porventura, vosso inimigo, por vos dizer a verdade?" (Gálatas 4:16)

Deus abençoe seu ministério.

Alan Capriles disse...

Acabo de saber que o defensor da ideia de que "Jesus era evangélico" escreveu um novo post, não a respeito disso, mas a respeito do que eu escrevi no meu artigo. E o fez com ataques a minha pessoa e ministério. Agindo exatamente da maneira como eu jamais agi com ele, ou agiria com alguém.

Descobri o fato porque alguém o denunciou no formspring, com a seguinte pergunta direcionada a minha pessoa:

http://apenas1.wordpress.com/2012/04/26/cristaos-como-o-diabo-gosta/ Você vai pedir perdão publicamente, como deve?

Portanto, como imagino que muitos curiosos virão aqui, inflamados pelo post que foi escrito para me denegrir, divulgo a resposta que deixei no formspring. Está repartida em duas partes, por ser muito extensa. Por favor, leiam, antes de me atacar injustamente:

Alan Capriles disse...

Continuação:


Lamento por este post deturpado, ao qual você se referiu. Lamento profundamente...

Em momento algum fui ofensivo, ou agressivo. Também não critiquei Lutero, Zwinglio e Calvino, apenas disse que a reforma que eles fizeram foi incompleta, razão pela qual é um erro querer um retorno a esse modelo, que culminou no que se vê atualmente. Para que ninguém tenha dúvida do que eu REALMENTE escrevi, basta ler o artigo:

http://alancapriles.blogspot.com.br/2012/04/jesus-nunca-foi-evangelico.html

Nem sequer citei o nome dele. Jamais o denegri. Não combato pessoas. Combato mentiras. Dizer que "Jesus era evangélico" não somente é uma mentira, é um absurdo. Por isso tive a cautela de escrever que o defensor dessa ideia "se diz cristão". Se, de fato, ele se parece com Cristo, isso só Deus sabe.

Mas o autor, como jornalista, é muito bom com as palavras. Convenceu você de que eu devo pedir perdão. Se o amado comparar, verá que os artigos dele (não os meus), são recheados de ataques, especialmente aos que ele chama de desigrejados. Justamente os que precisam de mais cuidado e compreensão. Até o título do referido artigo dele é um julgamento inquisidor: "Cristãos como o diabo gosta". Em outras palavras, ele está dizendo que eu agrado ao diabo? Pergunte isso aos irmãos que pastoreio. Pergunte isso às crianças do orfanato e aos moradores de rua, que há anos recebem nossa ajuda mensalmente. Pergunte isso ao casal de missionários que está no Niger, aos quais enviamos ofertas mês após mês, durante anos. Minha fé é provada por obras, não por blá, blá, blá. Meu amor é provado por ações, não por palavras.

Por falar nisso, meu blog é pessoal. Não busco seguidores. Os leitores tem até dificuldade para encontrar como seguir meu blog. Escrevo para desabafar, não para aparecer, ou mudar a cabeça das pessoas. Amo a verdade, acima de tudo. Não sou hipócrita, por isso não mudo uma vírgula do que escrevi, por uma simples razão: não fui ofensivo, nem falso. Repito: não fui ofensivo e nem falso. Por que eu deveria pedir perdão? Por dizer a verdade? Será que Jesus teria pedido perdão aos teólogos de sua época por dizer a verdade? (Lc 11:45)

Se ele ficou ofendido, certamente é por causa do orgulho, que faz com que as pessoas se sintam agredidas quando confrontadas com seus erros. Orgulho, com certeza. Aliás, orgulho que ele mesmo não esconde, orgulho estampado no título do artigo dele que gerou essa controvérsia: "Sou evangélico sim e com muito orgulho".

(continua)

Alan Capriles disse...

(Continuação)

Particularmente, acho uma perda de tempo defender um rótulo. Seja esse rótulo o de evangélico, ou mesmo o de cristão. São essas coisas que separam aqueles que deveriam viver unidos em Cristo. Por isso, lamento profundamente o post que você me fez tomar conhecimento. Agradeço por fazer isso. Estarei orando pelo autor do mesmo, a fim de que se converta de seu orgulho, para a humildade e mansidão que devemos ter em Cristo. Continuo tendo por ele sincero amor, razão pela qual não citei seu nome em meu artigo, apesar de citar seu grave erro, porque precisa ser corrigido.

Mas ele, ao contrário, ao fazer menção direta à minha pessoa (embora não citando meu nome, mas até denegrindo a igreja que pastoreio) ele me julgou como alguém que não tem amor (só porque que eu disse a verdade) e me classificou como briguento, violento, sem domínio próprio, beligerante, injusto e desrespeitoso. E ainda sou eu quem deve pedir perdão? Compare os artigos, pelo amor de Deus! Mas não me sinto ofendido com nada disso, simplesmente porque nada disso se refere a verdade de quem sou.

E, a fim de que ninguém tenha dúvida de que não sou agressivo, ou coisa parecida, compartilho um outro artigo meu, em que faço referência ao mesmo jornalista, e no qual divulgo um saudável debate que tivemos. Sua leitura lhe edificará muito e fará transparecer quem realmente sou, pois foi escrito muito antes do atual mal entendido (que é como prefiro classificar o ocorrido)

http://alancapriles.blogspot.com.br/2011/10/igrejados-desigrejados-e-o-que.html

Quanto a pedir perdão, não vejo problema algum em se fazê-lo, desde que haja um real motivo para se fazer isso. Do contrário, quem está errado parecerá certo e o certo, errado. Não posso, e nem devo, ir contra minha consciência, que está firmada na verdade de Cristo e não na tradição dos homens.

"Tornei-me, porventura, vosso inimigo, por vos dizer a verdade?" (Gálatas 4:16)

Espero que não.

Um abraço,
no amor de Cristo Jesus.

Atom disse...

Meu querido irmão, creio que esteja havendo uma falha de interpretação, o termo evangélico não significa uma nova religião ou uma linha de conduta a parte da bíblia, pelo contrário, evangélico significa que a pessoa segue o evangelho, ou seja, a pessoa segue a bíblia. Então, reveja seus "conceitos", não tenho base teológica para vir julgar o irmão, condenando-o pelo seu post(e nem que tivesse eu faria isso), mas posso encorajar você a ler um pouquinho mais e você vai perceber o erro que cometeu, evangélico é quem segue a bíblia(que aliás, é outro termo que não existia antes) e Jesus seguia a bíblia('Sagradas Escrituras', deixadas por Moisés e outros profetas).

Alan Capriles disse...

Querido irmão Atom,

Agradeço por seu comentário, que enriquece o artigo que escrevi. Compreendo perfeitamente seu ponto de vista e, sob esse ponto de vista, você está certo.

Porém, o termo evangélico não é entendido assim pela sociedade. Ou seja, para o leigo, evangélico não é somente alguém que segue o evangelho, mas alguém que pratica também muitas coisas que o Senhor Jesus condenava. Citei alguns exemplos em meu texto:

- Amam os primeiros assentos nas igrejas, sobretudo os do altar;
- Fazem questão de ser chamados por seus títulos;
- Procuram vestir-se com suntuosidade, ao invés de simplicidade (algumas igrejas evangélicas mais parecem um desfile de moda);
- Pregam o amor, o perdão e a humildade que não vivem;
- Acrescentam doutrinas de homens ao puro e simples ensino de Cristo;
- Fazem propaganda de suas raras boas obras (aliás, raríssimas boas obras);
- Gostam (muito) de receber aplauso dos homens;
- Lutam por conquistar autoridade sobre os demais, para depois tratá-los como subalternos.
- Preferem investir tempo e dinheiro em seus templos, a investir tempo e dinheiro para socorrer irmãos necessitados.
- Amam as tradições mais do que a própria verdade.

Quando alguém afirma que Jesus era evangélico a ideia que se tem é a de que Jesus aprovaria essas práticas tão comuns no meio evangélico. Mas não aprovaria! Por isso reafirmo que Jesus jamais seria evangélico.

Particularmente, considero uma perda de tempo a defesa de rótulos, seja esse rótulo o de evangélico, católico, ou mesmo cristão. Esse esforço pela defesa de um rótulo é que acaba separando os filhos de Deus, que deveriam andar unidos na evangelização desse mundo perdido.

Um forte abraço,
na graça e paz do Senhor Jesus!

René Burkhardt disse...

Meu amado amigo, Alan,

Li seu texto. Li também o que deu origem a este e o seguinte, direcionado a você.

O seu texto está totalmente correto em relação ao que se vê da vida de Jesus e Seu legado!

O texto que deu origem ao seu deixou de considerar as coisas comuns ao rótulo evangélico, contra as quais Jesus Se opôs veementemente, como você citou em seu texto.

E o texto seguinte, direcionado a você, foi um tropeção na soberba, ato falho de quem se sentiu extremamente ofendido, como se você tivesse feito um ataque pessoal a essa pessoa. É uma clara reação de quem leu o seu texto, mas não entendeu a mensagem ou, se a entendeu, não quis "dar o braço a torcer", voltar atrás e consertar o erro. Preferiu (aí, sim) a violência verbal infundada contra você.

É pena...

Forte abraço e continue na Paz!

Alan Capriles disse...

René, meu querido amigo
achei perfeita sua análise de toda essa situação. E também acho que foi uma pena o autor do texto que deu origem a tudo isso ter partido para o lado pessoal. Mas creio que ele agiu assim propositalmente, a fim de desviar o foco daquilo que realmente importa.

É mesmo uma pena...

Um forte abraço,
na graça e paz do Senhor Jesus.

Cláudio Nunes Horácio disse...

Caramba! Como esse post rendeu hein meu amigo? O que tenho a dizer é: a verdade é a verdade e Jesus nunca foi evangélico, nem jamais seria como você mesmo disse. SIMPLES ASSIM! Parabéns por ser da Verdade, do Caminho e da Vida que todos necessitamos, orgulho-me de ser seu amigo pastor.

Alan Capriles disse...

Pois é, Cláudio, eu também me surpreendi. Principalmente porque não tive intenção alguma de ofender o autor daquele texto, a quem eu admirava. Ele apenas cometeu um erro, que considerei grave, e por isso escrevi o que escrevi (e sem citar o nome dele).

Mas, a verdade só é ofensiva para quem decide permanecer no erro. Ao que tudo indica, ele decidiu permanecer no erro, desvidando do foco e partindo para o ataque pessoal. Parece que ficou ofendido por eu ter dito que ele "se diz cristão", como se isso fosse uma ofensa. Confesso que no meu primeiro texto eu havia escrito "jornalista cristão", mas depois refleti na incoerência de um verdadeiro cristão chamar Jesus de evangélico e, por prudência, alterei a frase para "jornalista que se diz cristão".

Nunca imaginei que ele fosse ler meu texto, o qual agora está sendo bastante lido por causa da reação dele mesmo, que aguçou a curiosidade dos milhares de leitores daquele blog. O tiro saiu pela culatra. Mas acredito que há um plano de Deus nisso. Os evangélicos precisam acordar e reconhecer que a tradição não é desculpa para se manter práticas que Jesus condenava. Minha esperança é que a leitura desse texto ajude nossos irmãos em Cristo a despertar para a verdade.

Quanto a nossa amizade, Cláudio, sei que ela é forte e sincera, pois, apesar de não nos conhecermos pessoalmente, aquilo que nos une é mais forte que qualquer divergência: o amor a Verdade.

Um forte abraço,
na graça e paz do Senhor Jesus!

Regina Farias disse...

Ah, e resolvi reler sua 'crítica' anterior e, como era de se esperar, nela não encontro nada pessoal. Apenas um chamado à reflexão nas suas corretas considerações acerca do sentido pejorativo que se tem dado ao termo 'evangélico' e, consequentemente, à conduta daquele que assim se autodenomina. Não tem nada de errado nisso e não precisava a situação chegar a esse ponto.

Inclusive, inicialmente, quando li o teu texto e comentei, não fui procurar saber quem foi essa pessoa. Nem me interessava.(Para mim, isso seria fofoca).

Na minha opinião, um bom leitor não se interessa exatamente pelo autor, mas pelo conteúdo. Quantas vezes eu 'passo batida' em textos de blogs de amigos meus e tantas outras vezes eu paro, leio e comento porque me identifiquei, porque me atraiu, porque me acrescentou alguma coisa.

E, cá pra nós rss por causa da sua tristeza, confesso que fui ver os escritos do seu, digamos, oponente rss, ficando 'impressionada' com toda aquela verborragia desnecessária (e contraditória) de quem se diz aberto a críticas.

Acho que você tocou numa coisa antiga e básica chamada vaidade...

A questão é que nós somos cada vez mais vaidosos, principalmente quando nos apegamos a nossos títulos e, então, esquecemos que estamos sujeitos à crítica.

Mas eu creio que incidentes assim só servem para AMADURECER a gente. Principalmente a quem pensa que não é passível de crítica só porque exibe orgulhosamente alguns troféus e um chamativo número de comentaristas.

Que bobagem...

Pr. Ricardo Silva disse...

O que leva alguém a fazer uma afirmação desta! não é cabível em hipótese alguma, comparar Jesus cristo como evangélico se a expressão maior dos mesmos, é a desobediência no que tange a palavra de Deus e em momento algum nosso Senhor Jesus Cristo desobedeceu a Deus! Logo, onde está a semelhança, não há o que se falar e se o autor do artigo "Jesus era evangélico" quis expressar algo diferente do resultado, temos que ter muito cuidado com o que falamos, visto que entende-se como se lê.
Nada mais tenho a dizer, visto que já foi bem explanado neste artigo do Pr. Alan.
Que Deus abençoe a todos!

Ale disse...

Depende em que contexto se usa o termo "evangélico". A rigor, Jesus é o próprio portador do evangelho, ou "boa nova". Nesse sentido, se ele não fosse "evangélico" seria hipócrita; Por outro lado, a reforma se chamava protestante, ou seja, protestava contra certas práticas da igreja dita "cristã", no meu entender, não pretendeu instituir nova crença, apenas algumas inovações. "Evangélico" enquanto seguidor de seitas pentecostais, ele não poderia ser jamais, concordam? é anacrônico. Gostei muito do seu texto, você só pecou na própria defesa. O silêncio teria sido mais eficaz.

Mírian Silveira disse...

Pastor,
Esse artigo é perfeito! Exatamente como eu penso tbm! Infelizmente não vivemos nem um terço do que pregamos, que possamos parar p refletir...